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Mauro Mendes aumentará os quadros da Segurança Pública

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O governador Mauro Mendes anunciou o chamamento inicial de 980 profissionais para compor os quadros da Segurança Pública de Mato Grosso.

Os agentes, que realizaram concurso público de cadastro de reserva, no ano passado, serão convocados por ordem de classificação. A lista dos classificados para os cargos será divulgada na próxima semana.

Passam a integrar as forças de Segurança: na Polícia Militar, 515 novos soldados, 30 oficiais e 5 médicos; na Polícia Civil, 180 investigadores, 120 escrivães e 15 delegados; e nos Bombeiros 100 soldados e 15 oficiais.

“Esses profissionais terão um prazo para entregar os documentos para as nomeações. Haverá um treinamento e capacitação, e ao final desse processo eles integrarão nossas forças de Segurança, prestando importantes serviços. Eles vão reforçar principalmente as nossas unidades do interior de Mato Grosso, onde o déficit é maior. Na Polícia Militar, será a primeira vez na história que teremos todas as nossas unidades com o quadro mínimo completo”, relatou o governador.

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De acordo com o secretário de Segurança Pública, Coronel César Roveri, a escolha do quantitativo ocorreu de forma técnica, com base nos relatórios da Secretaria de Estado de Segurança Pública e da Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão.

“O governador elevou o número de profissionais a serem chamados, por entender a importância do trabalho realizado pelas forças de Segurança. Agradeço por atender essa necessidade da Segurança Pública e, acima de tudo, atender o interesse do povo de Mato Grosso”, destacou.

O deputado estadual Elizeu Nascimento, que é militar, pontuou a importância do chamamento, que vai permitir o incremento de ao menos 14 militares em cada cidade do interior.

“Vai ser um grande reforço para a segurança da população. Parabenizo pelo cumprimento do compromisso de anunciar o quantitativo em março”, disse.

Também participaram do anúncio: os deputados federais Fabio Garcia e coronel Assis; o presidente da Assembleia Legislativa, Eduardo Botelho; os deputados estaduais Beto Dois a Um e Janaina Riva; o secretário-chefe da Casa Civil, Mauro Carvalho; a delegada-geral da Polícia Civil, Daniela Maidel; a comandante-geral interina da Polícia Militar, coronel Francyanne; o comandante-geral do Corpo de Bombeiros, coronel Alessandro; a secretária-adjunta do Procon, Gisela Simona.

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PL 3574/2024 endurece punições para motoristas alcoolizados, mas enfrenta desafios jurídicos para sair do papel

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O Projeto de Lei 3574/2024, de autoria do deputado Gilvan Maximo, reacende um debate sensível no país: o endurecimento das punições para motoristas que dirigem sob efeito de álcool e provocam acidentes com vítimas. A proposta, que tramita na Câmara dos Deputados, amplia significativamente as sanções administrativas e financeiras nesses casos, prevendo multas elevadas, suspensão prolongada da CNH e responsabilização direta pelos custos das vítimas.

Pelo texto, condutores que causarem morte ao volante sob efeito de álcool poderão sofrer multa multiplicada em até 100 vezes e perder o direito de dirigir por até 10 anos. Em situações de invalidez permanente, a penalidade também é rigorosa, com multa elevada e suspensão da habilitação por cinco anos. Além disso, o projeto estabelece que o infrator deverá arcar com despesas médicas e indenizações durante o período de recuperação da vítima. A proposta encontra respaldo em um forte apelo social. Em um país onde acidentes de trânsito ainda figuram entre as principais causas de morte, o endurecimento das regras é visto por muitos como resposta à sensação de impunidade. Especialistas apontam que medidas mais severas podem ter efeito pedagógico e contribuir para a redução de condutas de risco, sobretudo quando associadas à fiscalização eficiente. No entanto, o projeto também apresenta fragilidades jurídicas que podem comprometer sua efetividade. Um dos principais pontos de atenção está na forma como a responsabilização financeira é descrita. Trechos que tratam de indenizações vinculadas à renda ou à previdência do infrator levantam dúvidas quanto à constitucionalidade e à viabilidade prática de execução. Há ainda o risco de sobreposição com normas já existentes no Código de Trânsito Brasileiro e na legislação penal, o que pode gerar conflitos de interpretação e judicialização.

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Outro desafio é garantir que o endurecimento das penalidades não se limite ao papel. Sem fiscalização consistente e estrutura adequada para aplicação das sanções, há o risco de a proposta se tornar mais um dispositivo de difícil implementação, sem impacto real na redução dos acidentes. Em análise geral, o PL 3574/2024 surge como uma resposta política alinhada ao clamor popular por mais rigor no trânsito. No entanto, seu avanço dependerá de ajustes técnicos que assegurem segurança jurídica e aplicabilidade. O equilíbrio entre punição efetiva e viabilidade legal será determinante para que a proposta deixe de ser apenas simbólica e se transforme em instrumento concreto de prevenção.

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