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Circuito Aprosoja reúne produtores em Alta Floresta e debate endividamento, FETAB e desafios do agro em MT

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A manhã desta segunda-feira (18) foi marcada pela realização do 20º Circuito Aprosoja, em Alta Floresta, no extremo norte de Mato Grosso. O encontro reuniu produtores rurais, empresários e lideranças do setor na sede do SIMENORTE, Sindicato dos Madeireiros do Extremo Norte de Mato Grosso.


Representando a Aprosoja-MT, o vice-presidente Luiz Pedro Bier fez um balanço dos últimos anos de atuação da entidade e destacou os principais desafios enfrentados pela agricultura mato-grossense. Entre os temas abordados estiveram o endividamento dos produtores, insegurança jurídica no campo, ameaças de invasão de terras, instabilidades climáticas, restrições ao crédito rural, regularização ambiental, logística e a cobrança do FETAB.


Durante a apresentação, Bier afirmou que o setor produtivo tem enfrentado uma combinação de fatores que pressionam diretamente a atividade no campo. Segundo ele, a queda no preço da soja, o aumento dos custos de produção, os juros elevados, a seca em algumas regiões e o excesso de chuvas em outras criaram um cenário de forte preocupação para os produtores.

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O vice-presidente também destacou a atuação da Aprosoja em pautas como a regularização do CAR, a defesa da propriedade privada, o enfrentamento à moratória da soja e o diálogo com instituições financeiras em busca de alternativas para o endividamento rural.


Outro ponto de destaque foi o FETAB. Bier afirmou que a entidade, junto com outras organizações do setor produtivo, tem trabalhado para evitar novos aumentos e buscar alívio ao produtor rural. Segundo ele, os congelamentos recentes e a possível não reedição do chamado FETAB 2 podem representar uma economia expressiva para o setor.

O ex-presidente da Aprosoja Brasil, Antônio Galvan, também participou do encontro e falou sobre o impacto do FETAB no bolso do produtor, reforçando a cobrança por medidas que aliviem a carga sobre quem produz em Mato Grosso.

O evento também contou com palestra do professor HOC, que abordou temas ligados à geopolítica e seus reflexos no agronegócio brasileiro, especialmente em um momento de instabilidade econômica, disputas comerciais e mudanças no cenário internacional.


O Circuito Aprosoja em Alta Floresta reforçou a importância do debate regionalizado, ouvindo produtores e levando informações sobre as ações da entidade em defesa do setor produtivo mato-grossense.

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LUPPA abre inscrições para sexta edição e selecionará 10 cidades para fortalecer políticas públicas alimentares

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Estão abertas até 30 de outubro as inscrições para a sexta edição do Laboratório Urbano de Políticas Públicas Alimentares (LUPPA), iniciativa do Instituto Comida do Amanhã em parceria com o ICLEI América do Sul. Considerado o maior laboratório de políticas públicas alimentares do mundo, o programa selecionará até dez novas cidades brasileiras para apoiar no fortalecimento de políticas públicas voltadas à segurança alimentar e nutricional. Atualmente, o LUPPA reúne mais de 70 municípios em uma rede de aprendizagem, intercâmbio e cooperação técnica.

As cidades selecionadas participarão de uma jornada de aprendizagem e apoio técnico ao longo de 2027, com oficinas, seminários temáticos, ferramentas de diagnóstico, acesso a bases de dados e publicações técnicas, além de intercâmbio com outros municípios. A programação também inclui mentorias com cidades e instituições que já avançaram na construção de políticas alimentares e acompanhamento das equipes municipais durante a edição. O programa também prevê a elaboração de um “Projeto Âncora”, voltado à construção ou ao fortalecimento de uma ação da cidade relacionada ao sistema alimentar local.

Um dos principais momentos da programação será o LUPPA LAB, encontro nacional previsto para o primeiro semestre de 2027. A atividade terá duração de cinco dias e poderá reunir ações de compartilhamento de experiências, visitas técnicas, apoio metodológico, debates e dinâmicas facilitadas.

“Chegar à 6ª edição do LUPPA é uma oportunidade de seguir fortalecendo uma rede de municípios que reconhecem a importância de olhar para os sistemas alimentares de forma integrada e sistêmica. A cada edição, aprendemos com as diferentes realidades e experiências das cidades e aprimoramos nossa forma de apoiar a construção de políticas públicas mais articuladas, sustentáveis e conectadas às necessidades dos territórios. Esta edição é um convite para que mais municípios façam parte dessa construção coletiva e compartilhem conosco e entre si seus desafios, experiências e caminhos para transformar os sistemas alimentares locais”, comenta Maria Eduardo Lemos, analista de políticas públicas do Comida do Amanhã.

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A sexta edição dá continuidade ao trabalho desenvolvido pelo LUPPA desde 2021, aproximando municípios em diferentes estágios de desenvolvimento de suas políticas alimentares e fortalecendo a cooperação entre gestores públicos, instituições e organizações que atuam na área.

Diversidade territorial e atenção à Amazônia Legal

Como parte do compromisso com a diversidade territorial, o edital reserva 40% das vagas, ou seja, quatro das dez vagas previstas, para municípios da Amazônia Legal. A seleção também considera a diversidade territorial entre as cidades participantes e prevê como diferenciais municípios que possuam territórios de comunidades tradicionais, como quilombolas, indígenas e caiçaras.

A presença de cidades da Amazônia Legal está entre os objetivos do LUPPA para promover intercâmbio entre diferentes territórios e ampliar a participação de municípios com diferentes desafios e experiências relacionados aos sistemas alimentares.

“A diversidade da rede LUPPA e a conexão que ela possibilita aos participantes é um benefício enorme do programa – e sua longevidade atesta seu sucesso. Ao longo desses seis ciclos, o LUPPA vem promovendo inovação, intercâmbio e aprendizagem coletiva, aproximando municípios com diferentes realidades e experiências. Essa rede é fundamental para fortalecer políticas públicas mais resilientes, sustentáveis e conectadas aos territórios, ampliando a capacidade das cidades de enfrentar os desafios dos sistemas alimentares e construir soluções de forma colaborativa”, afirma Rodrigo Perpétuo, secretário-executivo do ICLEI América do Sul.

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De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) 2024, 24,2% dos domicílios brasileiros estavam em situação de insegurança alimentar, o equivalente a 18,9 milhões de domicílios. O percentual representa uma redução em relação aos 27,6% registrados em 2023.

Como participar

Para participar, é necessário preencher o formulário de inscrição e enviar uma carta de compromisso assinada pelo prefeito(a) ou vice-prefeito(a). A candidatura também deve indicar, no mínimo, dois pontos focais técnicos de secretarias municipais distintas, que tenham disponibilidade para acompanhar as atividades do LUPPA.

O município também deverá apresentar informações sobre a estrutura local dedicada às ações relacionadas aos sistemas alimentares, incluindo departamentos ou secretarias, equipes, orçamento anual e marcos legais ou planos de ação relacionados ao tema. O edital prevê ainda a indicação de uma representação da sociedade civil por meio de Conselho de Segurança Alimentar e Nutricional ou estrutura equivalente.

As inscrições para novas cidades seguem abertas até 20 de outubro, às 23h59.  Mais informações e o edital completo estão disponíveis no link: https://bit.ly/EditalLUPPA6

 

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