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Prefeituras de municípios com 10 mil a 1 milhão de habitantes podem se inscrever até 30 de outubro para participar do maior laboratório que apoia a construção de políticas públicas alimentares no mundo

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Estão abertas até 30 de outubro as inscrições para a sexta edição do Laboratório Urbano de Políticas Públicas Alimentares (LUPPA), iniciativa do Instituto Comida do Amanhã em parceria com o ICLEI América do Sul. Considerado o maior laboratório de políticas públicas alimentares do mundo, o programa selecionará até dez novas cidades brasileiras para apoiar no fortalecimento de políticas públicas voltadas à segurança alimentar e nutricional. Atualmente, o LUPPA reúne mais de 70 municípios em uma rede de aprendizagem, intercâmbio e cooperação técnica.

As cidades selecionadas participarão de uma jornada de aprendizagem e apoio técnico ao longo de 2027, com oficinas, seminários temáticos, ferramentas de diagnóstico, acesso a bases de dados e publicações técnicas, além de intercâmbio com outros municípios. A programação também inclui mentorias com cidades e instituições que já avançaram na construção de políticas alimentares e acompanhamento das equipes municipais durante a edição. O programa também prevê a elaboração de um “Projeto Âncora”, voltado à construção ou ao fortalecimento de uma ação da cidade relacionada ao sistema alimentar local.

Um dos principais momentos da programação será o LUPPA LAB, encontro nacional previsto para o primeiro semestre de 2027. A atividade terá duração de cinco dias e poderá reunir ações de compartilhamento de experiências, visitas técnicas, apoio metodológico, debates e dinâmicas facilitadas.

“Chegar à 6ª edição do LUPPA é uma oportunidade de seguir fortalecendo uma rede de municípios que reconhecem a importância de olhar para os sistemas alimentares de forma integrada e sistêmica. A cada edição, aprendemos com as diferentes realidades e experiências das cidades e aprimoramos nossa forma de apoiar a construção de políticas públicas mais articuladas, sustentáveis e conectadas às necessidades dos territórios. Esta edição é um convite para que mais municípios façam parte dessa construção coletiva e compartilhem conosco e entre si seus desafios, experiências e caminhos para transformar os sistemas alimentares locais”, comenta Maria Eduardo Lemos, analista de políticas públicas do Comida do Amanhã.

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A sexta edição dá continuidade ao trabalho desenvolvido pelo LUPPA desde 2021, aproximando municípios em diferentes estágios de desenvolvimento de suas políticas alimentares e fortalecendo a cooperação entre gestores públicos, instituições e organizações que atuam na área.

Diversidade territorial e atenção à Amazônia Legal

Como parte do compromisso com a diversidade territorial, o edital reserva 40% das vagas, ou seja, quatro das dez vagas previstas, para municípios da Amazônia Legal. A seleção também considera a diversidade territorial entre as cidades participantes e prevê como diferenciais municípios que possuam territórios de comunidades tradicionais, como quilombolas, indígenas e caiçaras.

A presença de cidades da Amazônia Legal está entre os objetivos do LUPPA para promover intercâmbio entre diferentes territórios e ampliar a participação de municípios com diferentes desafios e experiências relacionados aos sistemas alimentares.

“A diversidade da rede LUPPA e a conexão que ela possibilita aos participantes é um benefício enorme do programa – e sua longevidade atesta seu sucesso. Ao longo desses seis ciclos, o LUPPA vem promovendo inovação, intercâmbio e aprendizagem coletiva, aproximando municípios com diferentes realidades e experiências. Essa rede é fundamental para fortalecer políticas públicas mais resilientes, sustentáveis e conectadas aos territórios, ampliando a capacidade das cidades de enfrentar os desafios dos sistemas alimentares e construir soluções de forma colaborativa”, afirma Rodrigo Perpétuo, secretário-executivo do ICLEI América do Sul.

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De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) 2024, 24,2% dos domicílios brasileiros estavam em situação de insegurança alimentar, o equivalente a 18,9 milhões de domicílios. O percentual representa uma redução em relação aos 27,6% registrados em 2023.

Como participar

Para participar, é necessário preencher o formulário de inscrição e enviar uma carta de compromisso assinada pelo prefeito(a) ou vice-prefeito(a). A candidatura também deve indicar, no mínimo, dois pontos focais técnicos de secretarias municipais distintas, que tenham disponibilidade para acompanhar as atividades do LUPPA.

O município também deverá apresentar informações sobre a estrutura local dedicada às ações relacionadas aos sistemas alimentares, incluindo departamentos ou secretarias, equipes, orçamento anual e marcos legais ou planos de ação relacionados ao tema. O edital prevê ainda a indicação de uma representação da sociedade civil por meio de Conselho de Segurança Alimentar e Nutricional ou estrutura equivalente.

As inscrições para novas cidades seguem abertas até 20 de outubro, às 23h59.  Mais informações e o edital completo estão disponíveis no link: https://bit.ly/EditalLUPPA6

 

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Projeto Caju beneficia mais de 100 produtores e distribui 10 mil mudas no semiárido cearense

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Em uma região onde a escassez de água impõe desafios à produção agrícola, encontrar culturas adaptadas às condições locais é um dos caminhos para ampliar as oportunidades de geração de renda no campo. É nesse cenário que o Projeto Caju, desenvolvido pelos Amigos do Bem, organização sem fins lucrativos, com apoio da AGCO Agriculture Foundation, fundação privada que tem como objetivo prevenir e combater a fome por meio do desenvolvimento agrícola sustentável, atua no semiárido cearense. A iniciativa envolve 107 produtores em 15 comunidades, com a distribuição de 10 mil mudas de caju, capacitação técnica e acompanhamento para apoiar a implantação e o desenvolvimento dos pomares.

A escolha do caju considera as características da cultura, que apresenta adaptação ao clima quente e a períodos de menor disponibilidade hídrica. A partir dessa característica, o projeto associa o cultivo ao conhecimento técnico e ao suporte aos agricultores, buscando contribuir para a geração de renda e o fortalecimento da agricultura local.

Dos 107 produtores envolvidos, 63 receberam apoio direto com recursos da AGCO Agriculture Foundation. Entre os participantes, 64% são novos produtores, enquanto 36% já haviam sido apoiados pelo Projeto Caju.

“Os resultados mostram a importância de combinar recursos, conhecimento e acompanhamento técnico para criar oportunidades de desenvolvimento no campo. Em regiões que enfrentam desafios climáticos e socioeconômicos tão grandes, apoiar o produtor significa também contribuir para que ele tenha condições de construir uma fonte de renda mais estável”, afirma Marcelo Traldi, gerente geral da AGCO América Latina.

“Essa iniciativa demonstra como parcerias estratégicas podem gerar impacto positivo no campo. Ao apoiar os produtores com as mudas, capacitação e acompanhamento técnico, o projeto contribui para fortalecer a produção local e gerar renda para famílias em situação de vulnerabilidade no semiárido mais populoso do mundo e um dos contextos mais desafiadores do Brasil: o sertão nordestino”, afirma Alceu Caldeira, Diretor de Desenvolvimento Institucional dos Amigos do Bem.

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Do conhecimento à prática

 

A capacitação é uma das principais frentes da iniciativa. Setenta produtores participaram de treinamento técnico sobre implantação e manejo dos pomares, com orientações sobre seleção de mudas produtivas e adaptadas às condições do semiárido, preparo do solo, espaçamento, fertilização, manejo de plantas daninhas e poda de formação.O conhecimento também foi levado para o campo durante um dia de campo, que reuniu 34 produtores. A atividade permitiu demonstrar técnicas de plantio e manejo das mudas e criou um espaço para troca de experiências, esclarecimento de dúvidas e discussão dos desafios encontrados nas propriedades.

A combinação entre acesso às mudas e orientação técnica é especialmente relevante em uma região sujeita a períodos prolongados de seca. O objetivo é apoiar os agricultores nas primeiras etapas de desenvolvimento dos pomares e contribuir para que adotem práticas adequadas às características do solo, do clima e da cultura.

 

Investimento e acompanhamento

A Fundação AGCO destinou mais de R$ 100 mil ao projeto, recursos aplicados na produção das mudas, apoio aos pequenos produtores, capacitações, monitoramento e gestão da iniciativa.

Com a implantação dos pomares, o Projeto Caju avança para uma etapa de acompanhamento técnico. Estão previstas visitas às propriedades para monitorar o desenvolvimento das plantas e orientar os agricultores ao longo do ciclo produtivo.

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A programação inclui ainda novos treinamentos sobre pré-colheita e pós-colheita, com orientações sobre manejo, fortalecimento dos pomares e preparação dos produtores para as próximas etapas da produção.

O Projeto Caju integra a atuação dos Amigos do Bem no sertão nordestino. A organização atende cerca de 150 mil pessoas em 300 comunidades nos estados de Alagoas, Pernambuco e Ceará, com iniciativas nas áreas de educação, geração de renda, acesso à água, moradia e saúde.

 Sobre a Fundação AGCO

Fundada pela AGCO Corporation (NYSE: AGCO) em 2018, a AGCO Agriculture Foundation é uma fundação privada que tem como visão prevenir e aliviar a fome. A Fundação promove programas de impacto que apoiam a segurança alimentar, o desenvolvimento agrícola sustentável e constroem a infraestrutura agrícola necessária em comunidades rurais marginalizadas. A AAF está sediada em Vaduz, Liechtenstein e as operações são geridas em Duluth, Geórgia, EUA. Para mais informações, acesse https://www.agcofoundation.org/

 Sobre a ONG Amigos do Bem

Há mais de 30 anos, a instituição Amigos do Bem trabalha para transformar vidas no sertão nordestino, uma das regiões mais carentes e isoladas do Brasil. Atende regularmente 150 mil pessoas em 300 povoados com projetos contínuos de educação, trabalho e renda, água, moradia e saúde. Com um Modelo de Desenvolvimento Social Sustentável e diversas iniciativas de impacto positivo, promove inclusão social e desenvolvimento local, contribuindo com 12 dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU. Para mais informações, acesse www.amigosdobem.org.

Flavia Amarante

Executiva de comunicação

Cel.: (16) 99792-2160

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