AGRO & NEGÓCIOS
Parceria entre AGCO Agriculture Foundation e Amigos do Bem apoia agricultores em 15 comunidades com capacitação técnica e apoio para a implantação e o desenvolvimento dos pomares
Publicado em
18 de setembro de 2026por
Da Redação
Em uma região onde a escassez de água impõe desafios à produção agrícola, encontrar culturas adaptadas às condições locais é um dos caminhos para ampliar as oportunidades de geração de renda no campo. É nesse cenário que o Projeto Caju, desenvolvido pelos Amigos do Bem, organização sem fins lucrativos, com apoio da AGCO Agriculture Foundation, fundação privada que tem como objetivo prevenir e combater a fome por meio do desenvolvimento agrícola sustentável, atua no semiárido cearense. A iniciativa envolve 107 produtores em 15 comunidades, com a distribuição de 10 mil mudas de caju, capacitação técnica e acompanhamento para apoiar a implantação e o desenvolvimento dos pomares.
A escolha do caju considera as características da cultura, que apresenta adaptação ao clima quente e a períodos de menor disponibilidade hídrica. A partir dessa característica, o projeto associa o cultivo ao conhecimento técnico e ao suporte aos agricultores, buscando contribuir para a geração de renda e o fortalecimento da agricultura local.
Dos 107 produtores envolvidos, 63 receberam apoio direto com recursos da AGCO Agriculture Foundation. Entre os participantes, 64% são novos produtores, enquanto 36% já haviam sido apoiados pelo Projeto Caju.
“Os resultados mostram a importância de combinar recursos, conhecimento e acompanhamento técnico para criar oportunidades de desenvolvimento no campo. Em regiões que enfrentam desafios climáticos e socioeconômicos tão grandes, apoiar o produtor significa também contribuir para que ele tenha condições de construir uma fonte de renda mais estável”, afirma Marcelo Traldi, gerente geral da AGCO América Latina.
“Essa iniciativa demonstra como parcerias estratégicas podem gerar impacto positivo no campo. Ao apoiar os produtores com as mudas, capacitação e acompanhamento técnico, o projeto contribui para fortalecer a produção local e gerar renda para famílias em situação de vulnerabilidade no semiárido mais populoso do mundo e um dos contextos mais desafiadores do Brasil: o sertão nordestino”, afirma Alceu Caldeira, Diretor de Desenvolvimento Institucional dos Amigos do Bem.
Do conhecimento à prática

A capacitação é uma das principais frentes da iniciativa. Setenta produtores participaram de treinamento técnico sobre implantação e manejo dos pomares, com orientações sobre seleção de mudas produtivas e adaptadas às condições do semiárido, preparo do solo, espaçamento, fertilização, manejo de plantas daninhas e poda de formação.O conhecimento também foi levado para o campo durante um dia de campo, que reuniu 34 produtores. A atividade permitiu demonstrar técnicas de plantio e manejo das mudas e criou um espaço para troca de experiências, esclarecimento de dúvidas e discussão dos desafios encontrados nas propriedades.
A combinação entre acesso às mudas e orientação técnica é especialmente relevante em uma região sujeita a períodos prolongados de seca. O objetivo é apoiar os agricultores nas primeiras etapas de desenvolvimento dos pomares e contribuir para que adotem práticas adequadas às características do solo, do clima e da cultura.
Investimento e acompanhamento
A Fundação AGCO destinou mais de R$ 100 mil ao projeto, recursos aplicados na produção das mudas, apoio aos pequenos produtores, capacitações, monitoramento e gestão da iniciativa.
Com a implantação dos pomares, o Projeto Caju avança para uma etapa de acompanhamento técnico. Estão previstas visitas às propriedades para monitorar o desenvolvimento das plantas e orientar os agricultores ao longo do ciclo produtivo.
A programação inclui ainda novos treinamentos sobre pré-colheita e pós-colheita, com orientações sobre manejo, fortalecimento dos pomares e preparação dos produtores para as próximas etapas da produção.
O Projeto Caju integra a atuação dos Amigos do Bem no sertão nordestino. A organização atende cerca de 150 mil pessoas em 300 comunidades nos estados de Alagoas, Pernambuco e Ceará, com iniciativas nas áreas de educação, geração de renda, acesso à água, moradia e saúde.
Sobre a Fundação AGCO
Fundada pela AGCO Corporation (NYSE: AGCO) em 2018, a AGCO Agriculture Foundation é uma fundação privada que tem como visão prevenir e aliviar a fome. A Fundação promove programas de impacto que apoiam a segurança alimentar, o desenvolvimento agrícola sustentável e constroem a infraestrutura agrícola necessária em comunidades rurais marginalizadas. A AAF está sediada em Vaduz, Liechtenstein e as operações são geridas em Duluth, Geórgia, EUA. Para mais informações, acesse https://www.agcofoundation.org/
Sobre a ONG Amigos do Bem
Há mais de 30 anos, a instituição Amigos do Bem trabalha para transformar vidas no sertão nordestino, uma das regiões mais carentes e isoladas do Brasil. Atende regularmente 150 mil pessoas em 300 povoados com projetos contínuos de educação, trabalho e renda, água, moradia e saúde. Com um Modelo de Desenvolvimento Social Sustentável e diversas iniciativas de impacto positivo, promove inclusão social e desenvolvimento local, contribuindo com 12 dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU. Para mais informações, acesse www.amigosdobem.org.
Flavia Amarante
Executiva de comunicação
Cel.: (16) 99792-2160
AGRO & NEGÓCIOS
Inteligência artificial e agricultura de precisão impulsionam novas profissões no campo
Published
2 dias atráson
16 de setembro de 2026By
Da Redação
O agronegócio brasileiro vive uma transformação impulsionada pela digitalização das operações e pela evolução das máquinas agrícolas. A incorporação de recursos de agricultura de precisão, soluções de telemetria, conectividade, automação e inteligência artificial (IA) está criando novas oportunidades de carreira e exigindo um perfil profissional cada vez mais multidisciplinar, que reúne conhecimentos do campo e competências em tecnologia, análise de dados e eletrônica.
Esse movimento acontece em um momento de expansão do mercado de trabalho no setor. Segundo levantamento da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o agronegócio registrou 28,4 milhões de pessoas ocupadas em 2025, o equivalente a 26,3% dos empregos do país. Em comparação com o ano anterior, foram criados mais de 600 mil novos postos de trabalho, enquanto o número de profissionais com ensino superior cresceu 8,3% e o de trabalhadores com ensino médio, 4,2%.
“A transformação tecnológica está mudando o perfil das profissões no campo. O operador de máquinas deixou de ser apenas alguém que conduz o equipamento para se tornar um gestor das informações geradas durante a operação. Da mesma forma, o mecânico passou a trabalhar com softwares, sensores, módulos eletrônicos e sistemas conectados, além dos componentes mecânicos tradicionais. São profissionais que precisam unir conhecimento técnico e competências digitais”, afirma Vitor Kaminski, gerente de treinamento técnico da AGCO, detentora da Massey Ferguson.
Máquinas inteligentes exigem novas competências
As máquinas agrícolas evoluíram significativamente nos últimos anos e passaram a reunir recursos que auxiliam o produtor na tomada de decisões. Tecnologias como piloto automático, controle de seções, aplicação em taxa variável, telemetria e plataformas digitais de gestão permitem acompanhar, em tempo real, indicadores relacionados ao desempenho operacional, consumo de combustível, qualidade das operações e utilização dos equipamentos.
Mais recentemente, a inteligência artificial passou a apoiar a análise de grandes volumes de dados para gerar recomendações que contribuem para aumentar a eficiência operacional e otimizar o uso dos recursos disponíveis na propriedade.
“Hoje, as máquinas são plataformas tecnológicas. Elas geram dados, se comunicam com outros sistemas e oferecem informações que ajudam o produtor a tomar decisões mais rápidas e assertivas. Para aproveitar todo esse potencial, é fundamental contar com profissionais preparados para interpretar essas informações, configurar os equipamentos e realizar a manutenção no menor tempo possível, garantindo alta disponibilidade das máquinas no campo”, destaca Kaminski.
Novas carreiras para um agro cada vez mais tecnológico
A digitalização do campo impulsiona o surgimento de profissões que, há poucos anos, praticamente não existiam no setor agropecuário. Segundo o estudo Profissões Emergentes na Era Digital, publicado pelo SENAI em parceria com a GIZ, entre os exemplos estão o cientista de dados agrícolas, responsável por analisar informações que apoiam a tomada de decisões; o engenheiro agrônomo digital, que alia conhecimentos agronômicos às tecnologias aplicadas ao campo; e o engenheiro de automação agrícola, que atua na integração de sistemas inteligentes ao longo das diferentes etapas da produção. Também ganham espaço profissionais como o técnico em agricultura digital, que aplica ferramentas tecnológicas para otimizar as operações agrícolas e o técnico em agronegócio digital, voltado à utilização de soluções digitais na gestão da produção.
Um exemplo desse novo perfil profissional é o de Marlon Ferreira, engenheiro mecânico e especialista em máquinas agrícolas e agricultura de precisão da Massey Ferguson. Sua atuação integra tecnologia, operação e engenharia aplicada ao campo para transformar os dados gerados pelas máquinas em informações estratégicas que contribuem para o aumento da produtividade, a redução dos custos operacionais e a melhoria da eficiência das operações agrícolas. Seu trabalho envolve a calibração e otimização de equipamentos, análise do desempenho operacional, interpretação de dados de telemetria e treinamento de operadores e equipes técnicas.
Além da agricultura de precisão, Marlon desenvolve projetos de eficiência energética baseados em engenharia, diagnóstico técnico e análise de dados para reduzir o consumo de combustível e otimizar o aproveitamento energético dos equipamentos. A partir da avaliação das condições reais de operação das máquinas, são definidas estratégias que permitem utilizar melhor a energia disponível, mantendo a produtividade, a segurança mecânica e a confiabilidade dos equipamentos.
“Vejo que o futuro do agronegócio está na integração entre conhecimento técnico, tecnologia embarcada e tomada de decisão baseada em dados. Quando esses pilares trabalham em conjunto, é possível alcançar resultados expressivos em eficiência, sustentabilidade, produtividade e rentabilidade para o produtor”, afirma Marlon Ferreira.
A crescente demanda por profissionais especializados também tem aproximado fabricantes, instituições de ensino e entidades de capacitação para desenvolver programas voltados às novas tecnologias aplicadas ao agronegócio.
A Massey Ferguson, por exemplo, mantém parcerias com universidades, instituições de ensino técnico e entidades como o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR). Essas iniciativas combinam conteúdos teóricos e práticos para preparar operadores, técnicos e mecânicos para atuar com máquinas cada vez mais conectadas e digitais.
“O futuro do agronegócio será orientado por dados. As tecnologias continuarão evoluindo, mas o fator humano seguirá sendo decisivo. São as pessoas que transformam dados em decisões e fazem com que todo o potencial das máquinas seja convertido em produtividade, eficiência e sustentabilidade”, conclui Vitor Kaminski.
Sobre a Massey Ferguson
A Massey Ferguson, marca pertencente ao grupo AGCO, acumulou mais de 175 anos de experiência global na produção para a indústria agrícola. É a maior exportadora de máquinas agrícolas da América Latina e referência no mercado brasileiro há seis décadas. Os tratores, colheitadeiras, plantadeiras, implementos, pulverizadores, enfardadoras e produtos e serviços de agricultura de precisão Massey Ferguson são comercializados para mais de 80 países, principalmente África do Sul, Arábia Saudita, Argélia, Argentina, Bolívia, Chile e Paraguai. As fábricas na América do Sul ficam localizadas no Brasil – em Canoas/RS (tratores), Santa Rosa/RS (colheitadeiras), Ibirubá/RS (plantadeiras e implementos), Mogi das Cruzes/SP (tratores, motores, pulverizadores e laboratório de controle de emissões) e também na Argentina, General Rodriguez/BUE (tratores, colheitadeiras e motores). Possui uma extensa e estabelecida rede de concessionárias no Brasil, com mais de 200 lojas. Mais: www.masseyferguson.com.br
Sobre a AGCO
A AGCO (NYSE: AGCO) é líder global em máquinas agrícolas e tecnologias de agricultura de precisão. Guiada por uma estratégia que prioriza o agricultor, a AGCO entrega valor por meio de suas marcas líderes e diferenciadas, como Fendt™, Massey Ferguson™, PTx™ e Valtra™. Seus equipamentos de alto desempenho e soluções inteligentes para o campo — incluindo tecnologias de retrofit independentes de marca e ofertas autônomas — capacitam os produtores a aumentar a produtividade, enquanto alimentam o mundo de forma sustentável. Para mais informações, visite www.agcocorp.com.
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