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Digitalização do agro amplia a demanda por profissionais especializados em tecnologia para acompanhar a evolução das máquinas e das operações agrícolas

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O agronegócio brasileiro vive uma transformação impulsionada pela digitalização das operações e pela evolução das máquinas agrícolas. A incorporação de recursos de agricultura de precisão, soluções de telemetria, conectividade, automação e inteligência artificial (IA) está criando novas oportunidades de carreira e exigindo um perfil profissional cada vez mais multidisciplinar, que reúne conhecimentos do campo e competências em tecnologia, análise de dados e eletrônica.

Esse movimento acontece em um momento de expansão do mercado de trabalho no setor. Segundo levantamento da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o agronegócio registrou 28,4 milhões de pessoas ocupadas em 2025, o equivalente a 26,3% dos empregos do país. Em comparação com o ano anterior, foram criados mais de 600 mil novos postos de trabalho, enquanto o número de profissionais com ensino superior cresceu 8,3% e o de trabalhadores com ensino médio, 4,2%.

“A transformação tecnológica está mudando o perfil das profissões no campo. O operador de máquinas deixou de ser apenas alguém que conduz o equipamento para se tornar um gestor das informações geradas durante a operação. Da mesma forma, o mecânico passou a trabalhar com softwares, sensores, módulos eletrônicos e sistemas conectados, além dos componentes mecânicos tradicionais. São profissionais que precisam unir conhecimento técnico e competências digitais”, afirma Vitor Kaminski, gerente de treinamento técnico da AGCO, detentora da Massey Ferguson.

 

Máquinas inteligentes exigem novas competências

As máquinas agrícolas evoluíram significativamente nos últimos anos e passaram a reunir recursos que auxiliam o produtor na tomada de decisões. Tecnologias como piloto automático, controle de seções, aplicação em taxa variável, telemetria e plataformas digitais de gestão permitem acompanhar, em tempo real, indicadores relacionados ao desempenho operacional, consumo de combustível, qualidade das operações e utilização dos equipamentos.

Mais recentemente, a inteligência artificial passou a apoiar a análise de grandes volumes de dados para gerar recomendações que contribuem para aumentar a eficiência operacional e otimizar o uso dos recursos disponíveis na propriedade.

“Hoje, as máquinas são plataformas tecnológicas. Elas geram dados, se comunicam com outros sistemas e oferecem informações que ajudam o produtor a tomar decisões mais rápidas e assertivas. Para aproveitar todo esse potencial, é fundamental contar com profissionais preparados para interpretar essas informações, configurar os equipamentos e realizar a manutenção no menor tempo possível, garantindo alta disponibilidade das máquinas no campo”, destaca Kaminski.

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Novas carreiras para um agro cada vez mais tecnológico

A digitalização do campo impulsiona o surgimento de profissões que, há poucos anos, praticamente não existiam no setor agropecuário. Segundo o estudo Profissões Emergentes na Era Digital, publicado pelo SENAI em parceria com a GIZ, entre os exemplos estão o cientista de dados agrícolas, responsável por analisar informações que apoiam a tomada de decisões; o engenheiro agrônomo digital, que alia conhecimentos agronômicos às tecnologias aplicadas ao campo; e o engenheiro de automação agrícola, que atua na integração de sistemas inteligentes ao longo das diferentes etapas da produção. Também ganham espaço profissionais como o técnico em agricultura digital, que aplica ferramentas tecnológicas para otimizar as operações agrícolas e o técnico em agronegócio digital, voltado à utilização de soluções digitais na gestão da produção.

Um exemplo desse novo perfil profissional é o de Marlon Ferreira, engenheiro mecânico e especialista em máquinas agrícolas e agricultura de precisão da Massey Ferguson. Sua atuação integra tecnologia, operação e engenharia aplicada ao campo para transformar os dados gerados pelas máquinas em informações estratégicas que contribuem para o aumento da produtividade, a redução dos custos operacionais e a melhoria da eficiência das operações agrícolas. Seu trabalho envolve a calibração e otimização de equipamentos, análise do desempenho operacional, interpretação de dados de telemetria e treinamento de operadores e equipes técnicas.

Além da agricultura de precisão, Marlon desenvolve projetos de eficiência energética baseados em engenharia, diagnóstico técnico e análise de dados para reduzir o consumo de combustível e otimizar o aproveitamento energético dos equipamentos. A partir da avaliação das condições reais de operação das máquinas, são definidas estratégias que permitem utilizar melhor a energia disponível, mantendo a produtividade, a segurança mecânica e a confiabilidade dos equipamentos.

“Vejo que o futuro do agronegócio está na integração entre conhecimento técnico, tecnologia embarcada e tomada de decisão baseada em dados. Quando esses pilares trabalham em conjunto, é possível alcançar resultados expressivos em eficiência, sustentabilidade, produtividade e rentabilidade para o produtor”, afirma Marlon Ferreira.

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A crescente demanda por profissionais especializados também tem aproximado fabricantes, instituições de ensino e entidades de capacitação para desenvolver programas voltados às novas tecnologias aplicadas ao agronegócio.

A Massey Ferguson, por exemplo, mantém parcerias com universidades, instituições de ensino técnico e entidades como o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR). Essas iniciativas combinam conteúdos teóricos e práticos para preparar operadores, técnicos e mecânicos para atuar com máquinas cada vez mais conectadas e digitais.

“O futuro do agronegócio será orientado por dados. As tecnologias continuarão evoluindo, mas o fator humano seguirá sendo decisivo. São as pessoas que transformam dados em decisões e fazem com que todo o potencial das máquinas seja convertido em produtividade, eficiência e sustentabilidade”, conclui Vitor Kaminski.

 

Sobre a Massey Ferguson

A Massey Ferguson, marca pertencente ao grupo AGCO, acumulou mais de 175 anos de experiência global na produção para a indústria agrícola. É a maior exportadora de máquinas agrícolas da América Latina e referência no mercado brasileiro há seis décadas. Os tratores, colheitadeiras, plantadeiras, implementos, pulverizadores, enfardadoras e produtos e serviços de agricultura de precisão Massey Ferguson são comercializados para mais de 80 países, principalmente África do Sul, Arábia Saudita, Argélia, Argentina, Bolívia, Chile e Paraguai. As fábricas na América do Sul ficam localizadas no Brasil – em Canoas/RS (tratores), Santa Rosa/RS (colheitadeiras), Ibirubá/RS (plantadeiras e implementos), Mogi das Cruzes/SP (tratores, motores, pulverizadores e laboratório de controle de emissões) e também na Argentina, General Rodriguez/BUE (tratores, colheitadeiras e motores). Possui uma extensa e estabelecida rede de concessionárias no Brasil, com mais de 200 lojas. Mais: www.masseyferguson.com.br

 

Sobre a AGCO

A AGCO (NYSE: AGCO) é líder global em máquinas agrícolas e tecnologias de agricultura de precisão. Guiada por uma estratégia que prioriza o agricultor, a AGCO entrega valor por meio de suas marcas líderes e diferenciadas, como Fendt™, Massey Ferguson™, PTx™ e Valtra™. Seus equipamentos de alto desempenho e soluções inteligentes para o campo — incluindo tecnologias de retrofit independentes de marca e ofertas autônomas — capacitam os produtores a aumentar a produtividade, enquanto alimentam o mundo de forma sustentável. Para mais informações, visite www.agcocorp.com.

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Dubai combate a fome com tecnologia e dignidade: conheça as máquinas que distribuem pão fresco gratuitamente 24 horas por dia

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Enquanto boa parte do mundo ainda enfrenta filas em bancos de alimentos e milhões de pessoas escondem a própria fome por vergonha, Dubai decidiu unir tecnologia e solidariedade para enfrentar um dos maiores problemas da humanidade.

Desde setembro de 2022, o emirado colocou em funcionamento o programa Bread for All (Pão para Todos), uma iniciativa que utiliza máquinas inteligentes capazes de assar e entregar pão fresco gratuitamente, funcionando durante 24 horas por dia.

Mais do que distribuir alimento, o projeto procura preservar aquilo que muitas vezes a pobreza também tira das pessoas: a dignidade.

Uma máquina que entrega mais do que pão

Foto divulgação

Ao contrário do que muitas pessoas imaginam, as máquinas não ficam espalhadas aleatoriamente pelas ruas.

Elas foram instaladas em unidades da rede de supermercados Aswaaq, em bairros estratégicos de Dubai, como Al Mizhar, Mirdif, Al Warqaa, Nad Al Sheba, Al Quoz e Al Badaa.

A escolha desses locais garante segurança, energia elétrica, monitoramento por câmeras e facilidade para o abastecimento.

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Quem precisa apenas faz o pedido e, poucos minutos depois, recebe um pão recém-assado.

Sem filas.

Sem cadastros.

Sem precisar explicar sua condição financeira.

Não existe ninguém entregando o alimento

Foto divulgação

Embora o atendimento seja totalmente automatizado para quem utiliza o equipamento, existe uma equipe trabalhando nos bastidores. Funcionários fazem a reposição dos ingredientes, realizam a limpeza, a manutenção preventiva e monitoram o funcionamento das máquinas.

Toda a operação é acompanhada remotamente, permitindo saber quando uma unidade precisa ser reabastecida ou apresentar algum problema técnico.

Quem paga essa conta?

As máquinas não dependem exclusivamente do governo. Elas recebem recursos de empresas, empresários e cidadãos que fazem doações diretamente no equipamento ou por meios digitais.


Um dos maiores exemplos foi o empresário Khalaf Al Habtoor, que patrocinou a instalação de dez novas máquinas para ampliar o alcance do programa. É uma corrente de solidariedade sustentada pela própria sociedade.

O mundo ainda convive com a fome

Mas existe uma dor que raramente aparece nas estatísticas.

A vergonha.

Muitas famílias deixam de procurar ajuda porque sentem constrangimento em enfrentar filas ou expor sua situação.

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Foi justamente esse aspecto que Dubai decidiu combater.

Ali, ninguém pergunta quem você é. Ninguém exige documentos. A máquina simplesmente entrega o pão. Poderia funcionar no Brasil? Essa talvez seja a pergunta mais importante.

É evidente que máquinas não acabam com a pobreza. Não resolvem desemprego.

Não substituem políticas públicas. Mas mostram que tecnologia pode ser usada para reduzir burocracia, diminuir custos operacionais e preservar a dignidade das pessoas.

Imagine equipamentos semelhantes instalados em hospitais públicos, rodoviárias, centros comunitários ou mercados municipais, oferecendo alimentos básicos durante todo o dia para quem realmente precisa.

Seria uma forma moderna de combater a fome sem expor quem vive esse drama diariamente.

Minha reflexão

Vivemos uma época em que a tecnologia costuma ser lembrada por inteligência artificial, carros autônomos e robôs.

Dubai decidiu utilizá-la para algo muito mais simples, e talvez muito mais importante.

Alimentar pessoas.

Porque combater a fome não significa apenas colocar comida na mesa.

Significa permitir que alguém receba ajuda sem perder a própria dignidade.

Talvez seja justamente essa a maior inovação do projeto Bread for All.

Saran News.

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