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TECNOLOGIA E SOLIDARIEDADE

Dubai combate a fome com tecnologia e dignidade: conheça as máquinas que distribuem pão fresco gratuitamente 24 horas por dia

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Enquanto boa parte do mundo ainda enfrenta filas em bancos de alimentos e milhões de pessoas escondem a própria fome por vergonha, Dubai decidiu unir tecnologia e solidariedade para enfrentar um dos maiores problemas da humanidade.

Desde setembro de 2022, o emirado colocou em funcionamento o programa Bread for All (Pão para Todos), uma iniciativa que utiliza máquinas inteligentes capazes de assar e entregar pão fresco gratuitamente, funcionando durante 24 horas por dia.

Mais do que distribuir alimento, o projeto procura preservar aquilo que muitas vezes a pobreza também tira das pessoas: a dignidade.

Uma máquina que entrega mais do que pão

Foto divulgação

Ao contrário do que muitas pessoas imaginam, as máquinas não ficam espalhadas aleatoriamente pelas ruas.

Elas foram instaladas em unidades da rede de supermercados Aswaaq, em bairros estratégicos de Dubai, como Al Mizhar, Mirdif, Al Warqaa, Nad Al Sheba, Al Quoz e Al Badaa.

A escolha desses locais garante segurança, energia elétrica, monitoramento por câmeras e facilidade para o abastecimento.

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Quem precisa apenas faz o pedido e, poucos minutos depois, recebe um pão recém-assado.

Sem filas.

Sem cadastros.

Sem precisar explicar sua condição financeira.

Não existe ninguém entregando o alimento

Foto divulgação

Embora o atendimento seja totalmente automatizado para quem utiliza o equipamento, existe uma equipe trabalhando nos bastidores. Funcionários fazem a reposição dos ingredientes, realizam a limpeza, a manutenção preventiva e monitoram o funcionamento das máquinas.

Toda a operação é acompanhada remotamente, permitindo saber quando uma unidade precisa ser reabastecida ou apresentar algum problema técnico.

Quem paga essa conta?

As máquinas não dependem exclusivamente do governo. Elas recebem recursos de empresas, empresários e cidadãos que fazem doações diretamente no equipamento ou por meios digitais.


Um dos maiores exemplos foi o empresário Khalaf Al Habtoor, que patrocinou a instalação de dez novas máquinas para ampliar o alcance do programa. É uma corrente de solidariedade sustentada pela própria sociedade.

O mundo ainda convive com a fome

Mas existe uma dor que raramente aparece nas estatísticas.

A vergonha.

Muitas famílias deixam de procurar ajuda porque sentem constrangimento em enfrentar filas ou expor sua situação.

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Foi justamente esse aspecto que Dubai decidiu combater.

Ali, ninguém pergunta quem você é. Ninguém exige documentos. A máquina simplesmente entrega o pão. Poderia funcionar no Brasil? Essa talvez seja a pergunta mais importante.

É evidente que máquinas não acabam com a pobreza. Não resolvem desemprego.

Não substituem políticas públicas. Mas mostram que tecnologia pode ser usada para reduzir burocracia, diminuir custos operacionais e preservar a dignidade das pessoas.

Imagine equipamentos semelhantes instalados em hospitais públicos, rodoviárias, centros comunitários ou mercados municipais, oferecendo alimentos básicos durante todo o dia para quem realmente precisa.

Seria uma forma moderna de combater a fome sem expor quem vive esse drama diariamente.

Minha reflexão

Vivemos uma época em que a tecnologia costuma ser lembrada por inteligência artificial, carros autônomos e robôs.

Dubai decidiu utilizá-la para algo muito mais simples, e talvez muito mais importante.

Alimentar pessoas.

Porque combater a fome não significa apenas colocar comida na mesa.

Significa permitir que alguém receba ajuda sem perder a própria dignidade.

Talvez seja justamente essa a maior inovação do projeto Bread for All.

Saran News.

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AGRO & NEGÓCIOS

6 fatores que podem fazer o produtor perder dinheiro sem perceber

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Em um momento de custos elevados e maior pressão sobre as margens, olhar para dentro da operação agrícola é tão importante quanto acompanhar os preços das commodities. Parte dos gastos do campo, no entanto, não aparece de forma evidente na planilha do produtor. Consumo excessivo de combustível, sobreposição de operações, regulagens inadequadas, manutenção fora do prazo e períodos de máquina parada que, somados, podem comprometer a eficiência e o resultado da safra.

Para ajudar o produtor a identificar esses custos e encontrar oportunidades de melhoria, Lucas Zanetti, gerente de Marketing de Produtos Massey Ferguson, destaca seis pontos que merecem atenção no planejamento e acompanhamento das operações agrícolas:

 

  1. Consumo de combustível

O combustível está entre os principais custos relacionados à operação de máquinas, e seu consumo pode variar de acordo com fatores como velocidade de trabalho, condições do solo, dimensionamento dos implementos, carga do moto e manutenção.

Uma máquina trabalhando fora da faixa adequada ou com componentes desgastados pode demandar mais esforço para realizar a mesma atividade, aumentando o consumo.

Acompanhar o consumo por operação e, sempre que possível, por hectare pode ajudar a identificar desvios e oportunidades de ajuste. A comparação entre diferentes áreas, atividades e períodos também permite entender quais condições estão associadas a um desempenho mais eficiente. Para máquinas que possuem gerenciamento de frota, como telemetria, esses dados podem contribuir para identificar erros operacionais ou de logística que resultam em um consumo de combustível acima do ideal.

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  1. Sobreposição de operações

Quando a máquina percorre novamente uma área que já recebeu determinada atividade, o produtor pode estar gastando combustível, insumos, mão de obra e horas de equipamento sem gerar um ganho proporcional.

Tecnologias de agricultura de precisão, orientação e automação ajudam a reduzir sobreposições e a melhorar o aproveitamento da área trabalhada. Recursos de orientação permitem conduzir a máquina com maior precisão, enquanto o controle de seções pode evitar a aplicação de insumos em áreas que já receberam o tratamento.

Mais do que contabilizar os hectares trabalhados, acompanhar a eficiência de cada atividade permite identificar onde existem perdas e oportunidades para utilizar melhor os recursos disponíveis.

  1. Regulagem dos equipamentos

Uma máquina corretamente regulada pode fazer diferença tanto na qualidade da operação quanto no aproveitamento dos recursos.

No plantio, por exemplo, profundidade, população e distribuição das sementes precisam estar de acordo com a cultura e as condições da área. Em outras operações, ajustes inadequados podem comprometer a aplicação de insumos, aumentar perdas ou exigir maior esforço do equipamento.

A regulagem deve ser realizada antes do início da operação e revisada sempre que houver mudança nas condições de trabalho, cultura ou implemento.

  1. Tempo de máquina parada

Uma quebra durante a safra pode representar muito mais do que o valor do reparo. O produtor também pode perder horas de trabalho, mão de obra e, principalmente, uma janela adequada para realizar determinada operação.

A manutenção preventiva deve ser considerada parte do planejamento da produção, e não apenas uma despesa. Antes de períodos críticos, a revisão dos principais componentes, a verificação de itens de desgaste e o planejamento das intervenções necessárias podem reduzir o risco de uma parada justamente quando a máquina é mais necessária.

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  1. Dados que não viram decisão

Saber quanto uma máquina trabalhou é apenas o primeiro passo. Informações sobre horas de operação, consumo, desempenho e produtividade podem ajudar o produtor a entender onde estão os principais custos e quais atividades apresentam maior ou menor eficiência.

Plataformas de gestão e conectividade permitem centralizar informações da operação e acompanhar dados da frota, apoiando o planejamento e a tomada de decisão.

O próximo passo é transformar esses dados em indicadores que possam ser acompanhados ao longo da safra. Saber quanto uma máquina consome, quanto tempo permanece efetivamente trabalhando e onde estão as principais paradas permite ao produtor enxergar custos que muitas vezes ficam diluídos na operação

  1. Custo por hectare

A análise da eficiência também pode ir além do gasto imediato. Para entender o desempenho de uma máquina, o produtor pode considerar o custo total da operação, que envolve fatores como combustível, manutenção, disponibilidade, produtividade e vida útil do equipamento.

“Em uma operação agrícola, eficiência não significa apenas fazer mais em menos tempo. Significa aproveitar melhor cada litro de combustível, cada hora de máquina e cada hectare trabalhado. Quando o produtor consegue identificar onde estão as perdas, passa a ter mais informações para tomar decisões e melhorar o resultado da operação”, reforça o especialista.

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