CUIABÁ

RADICAL

Quando a lei é podada junto com a árvore, silêncio no ar: quem autoriza o que a lei proíbe?

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Ora, ora, ora… Pode isso, Arnaldo?

Recebi uma denúncia de um de nossos seguidores que me deixou, no mínimo, intrigado. Um pé de manga, árvore frutífera bastante comum e simbólica aqui da nossa região, foi podada de forma extrema, praticamente erradicada, em frente à base da Polícia Militar no bairro Beira Rio, nos fundos da UNIC. O endereço mais preciso é a Rua Fortaleza.


O leitor, atento, encaminhou inclusive fotos do que pode ser caracterizado como um possível crime ambiental. Faço questão de usar o termo “possível” porque, antes de qualquer conclusão precipitada, buscamos o órgão responsável pela autorização desse tipo de intervenção junto à Prefeitura de Cuiabá. A resposta foi clara: não havia registro de solicitação ou autorização prévia para a execução do serviço.


Diante disso, recorremos à legislação municipal para entender o que diz a lei. O Código de Posturas do Município é explícito na Lei Complementar 004/92 nos artigos 255, 241 e 500, ao proibir a poda, o corte ou a remoção de árvores sem o devido licenciamento do poder público. Também veda o descarte de restos de poda e materiais vegetais em vias públicas, calçadas e logradouros, considerando esse tipo de ação lesiva à conservação e à limpeza urbana.

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Ou seja, ao que tudo indica, houve uma irregularidade.

Aí surge a pergunta inevitável: ah, mas foi a polícia… será que pode? Pode cortar sem avisar ninguém? Pode simplesmente “pelar” um pé de manga e deixar apenas o tronco exposto, como se fosse algo descartável?

 

Na minha visão, houve exagero. Se a árvore oferecia algum risco, bastava uma poda técnica da copa, não uma intervenção tão radical. Não sou especialista, mas o bom senso também é parte da gestão pública.


E fica outra reflexão importante: se fosse um cidadão comum, um “simples mortal”, que tivesse feito o mesmo com uma árvore em via pública, qual seria o desfecho? Multa? Notificação? Processo administrativo? Penso que ele “estaria na roça”.

A lei existe para todos. E quando o assunto é meio ambiente, urbanismo e respeito às normas, o exemplo precisa vir justamente de quem tem o dever de zelar pela ordem.

Seguimos acompanhando o caso.

Por: SaranNews

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AGRO & NEGÓCIOS

Circuito Aprosoja reúne produtores em Alta Floresta e debate endividamento, FETAB e desafios do agro em MT

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A manhã desta segunda-feira (18) foi marcada pela realização do 20º Circuito Aprosoja, em Alta Floresta, no extremo norte de Mato Grosso. O encontro reuniu produtores rurais, empresários e lideranças do setor na sede do SIMENORTE, Sindicato dos Madeireiros do Extremo Norte de Mato Grosso.


Representando a Aprosoja-MT, o vice-presidente Luiz Pedro Bier fez um balanço dos últimos anos de atuação da entidade e destacou os principais desafios enfrentados pela agricultura mato-grossense. Entre os temas abordados estiveram o endividamento dos produtores, insegurança jurídica no campo, ameaças de invasão de terras, instabilidades climáticas, restrições ao crédito rural, regularização ambiental, logística e a cobrança do FETAB.


Durante a apresentação, Bier afirmou que o setor produtivo tem enfrentado uma combinação de fatores que pressionam diretamente a atividade no campo. Segundo ele, a queda no preço da soja, o aumento dos custos de produção, os juros elevados, a seca em algumas regiões e o excesso de chuvas em outras criaram um cenário de forte preocupação para os produtores.

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O vice-presidente também destacou a atuação da Aprosoja em pautas como a regularização do CAR, a defesa da propriedade privada, o enfrentamento à moratória da soja e o diálogo com instituições financeiras em busca de alternativas para o endividamento rural.


Outro ponto de destaque foi o FETAB. Bier afirmou que a entidade, junto com outras organizações do setor produtivo, tem trabalhado para evitar novos aumentos e buscar alívio ao produtor rural. Segundo ele, os congelamentos recentes e a possível não reedição do chamado FETAB 2 podem representar uma economia expressiva para o setor.

O ex-presidente da Aprosoja Brasil, Antônio Galvan, também participou do encontro e falou sobre o impacto do FETAB no bolso do produtor, reforçando a cobrança por medidas que aliviem a carga sobre quem produz em Mato Grosso.

O evento também contou com palestra do professor HOC, que abordou temas ligados à geopolítica e seus reflexos no agronegócio brasileiro, especialmente em um momento de instabilidade econômica, disputas comerciais e mudanças no cenário internacional.


O Circuito Aprosoja em Alta Floresta reforçou a importância do debate regionalizado, ouvindo produtores e levando informações sobre as ações da entidade em defesa do setor produtivo mato-grossense.

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