CUIABÁ

DESPEDIDA

A casa realiza os últimos três dias no endereço atual com karaokê, bandas, DJs e uma celebração pautada pela nostalgia de quem viveu histórias no espaço

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Após anos embalando noites inesquecíveis em Cuiabá, o Malcom Santa Rosa se prepara para fechar um capítulo que atravessou gerações. Nesta quinta, sexta e sábado, a casa realiza sua última programação no espaço que se tornou símbolo da cena rock, alternativa e underground da capital mato-grossense. A semana será um encontro de despedida entre o público e um dos lugares mais afetivos da noite cuiabana.


Ao longo dos anos, o Malcom foi palco de amizades, romances, descobertas musicais, comemorações e incontáveis histórias vividas entre guitarras, luzes baixas e refrões cantados em coro até o amanhecer. Para muitos frequentadores, a casa se tornou-se uma extensão da própria juventude, um lugar de pertencimento que acompanhou diferentes fases da vida. Agora, o público terá a oportunidade de reviver, uma última vez, a atmosfera que transformou o Malcom em referência da noite cuiabana, em uma despedida marcada pela saudade e celebração.

A despedida começa na quinta-feira (14) com o retorno do tradicional karaokê com banda, atração que marcou época antes da pandemia e sempre reuniu o público em noites descontraídas e cheias de nostalgia. A casa abre às 19h, com dobro de cerveja Budweiser até as 22h, e o karaokê começa às 21h.

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Na sexta-feira (15) e no sábado (16), o Malcom abre as portas às 21h para duas noites que prometem atravessar a madrugada ao som de bandas e DJs que ajudaram a construir a identidade musical da casa. Clássicos do rock nacional e internacional vão embalar os últimos encontros no Santa Rosa, reunindo antigos frequentadores, músicos, clientes e todos que carregam carinho pela trajetória do espaço.

“Queremos que seja uma despedida à altura da história construída aqui. Serão noites para reencontrar pessoas, lembrar momentos e agradecer a todo mundo que fez parte dessa caminhada”, afirma Alexandre Matozo, um dos sócios do Malcom.

Na programação de sexta-feira, o público poderá acompanhar shows de Heróis de Brinquedo, Back 2000, especial Red Hot Chili Peppers e especial Linkin Park, além dos DJs Edinho Martins, Serginho Moraes, Cleyton 7 e Spinha. Já no sábado, sobem ao palco Yllen Almeida, Acusticuzão, MPRock e o especial Charlie Brown Jr. com a banda Pontoseis, enquanto o club recebe novamente Edinho Martins, Serginho Moraes, Cleyton 7 e Spinha.

*Serviço*
Os ingressos estarão disponíveis na portaria e a classificação é 18 anos. Mais informações podem ser obtidas pelo Malcom Fone, no número (65) 99902-0020 e no Instagram @malcompub.

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ARTIGO & OPINIÃO

Férias escolares também podem ser tempo de descobrir a música

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Por Manoel Izidoro

Quando as férias escolares chegam, é natural que pais e responsáveis procurem formas de ocupar o tempo das crianças. Passeios, viagens e momentos de descanso fazem parte da programação, mas existe uma oportunidade que, muitas vezes, passa despercebida. O recesso pode ser o momento ideal para despertar um interesse que acompanhará o jovem por toda a vida, e a música é um desses caminhos.

Durante o ano letivo, a rotina costuma ser intensa. Escola, tarefas, atividades complementares e compromissos deixam pouco espaço para experimentar algo novo. Nas férias, esse ritmo desacelera, abrindo espaço para a curiosidade, o brincar e as novas descobertas.

Afinal, aprender música vai muito além de tocar um instrumento. É um processo que desenvolve disciplina, concentração, coordenação motora, criatividade e sensibilidade. Ao mesmo tempo, oferece um refúgio precioso em um mundo marcado pelo excesso de telas e estímulos rápidos, convidando a criança a ouvir, observar, respeitar o tempo de cada aprendizado e celebrar pequenas conquistas.

É comum que muitas famílias procurem as escolas de música justamente nessa época, motivadas pelo desejo de conhecer os instrumentos. Algumas crianças se encantam pelo piano, outras, pelo violão, pela bateria ou pelo canto. Não existe escolha certa ou errada, mas sim afinidade, identificação e, principalmente, a liberdade de experimentar.

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Essa descoberta também pode ser compartilhada entre pais e filhos. Não é raro ver adultos que, ao acompanharem os pequenos, acabam realizando o antigo sonho de aprender a tocar. A arte aproxima gerações, cria memórias afetivas e fortalece vínculos que permanecem na rotina familiar muito além do período de descanso.

Outro aspecto essencial é que o aprendizado musical não deve nascer da obrigação. Quando o primeiro contato ocorre em um ambiente leve e descontraído, a experiência se torna muito mais prazerosa. O objetivo inicial não é formar músicos profissionais, embora isso possa acontecer, mas sim contribuir para o desenvolvimento integral do indivíduo, estimulando habilidades úteis para qualquer profissão e para a vida.

As férias passam rápido, mas as escolhas feitas nelas podem deixar marcas duradouras. Um instrumento descoberto, uma primeira aula ou uma melodia aprendida podem representar o início de uma bela história construída com dedicação e emoção.

Entre um passeio e outro, vale a pena reservar um tempo para desvendar o universo sonoro. Em muitos casos, é justamente nesse encontro despretensioso que nasce uma paixão para toda a vida.

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_*Manoel Izidoro* é professor e proprietário da Escola de Música IGC de Cuiabá._

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