CUIABÁ

ARTIGO DE OPINIÃO

Férias escolares também podem ser tempo de descobrir a música

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Por Manoel Izidoro

Quando as férias escolares chegam, é natural que pais e responsáveis procurem formas de ocupar o tempo das crianças. Passeios, viagens e momentos de descanso fazem parte da programação, mas existe uma oportunidade que, muitas vezes, passa despercebida. O recesso pode ser o momento ideal para despertar um interesse que acompanhará o jovem por toda a vida, e a música é um desses caminhos.

Durante o ano letivo, a rotina costuma ser intensa. Escola, tarefas, atividades complementares e compromissos deixam pouco espaço para experimentar algo novo. Nas férias, esse ritmo desacelera, abrindo espaço para a curiosidade, o brincar e as novas descobertas.

Afinal, aprender música vai muito além de tocar um instrumento. É um processo que desenvolve disciplina, concentração, coordenação motora, criatividade e sensibilidade. Ao mesmo tempo, oferece um refúgio precioso em um mundo marcado pelo excesso de telas e estímulos rápidos, convidando a criança a ouvir, observar, respeitar o tempo de cada aprendizado e celebrar pequenas conquistas.

É comum que muitas famílias procurem as escolas de música justamente nessa época, motivadas pelo desejo de conhecer os instrumentos. Algumas crianças se encantam pelo piano, outras, pelo violão, pela bateria ou pelo canto. Não existe escolha certa ou errada, mas sim afinidade, identificação e, principalmente, a liberdade de experimentar.

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Essa descoberta também pode ser compartilhada entre pais e filhos. Não é raro ver adultos que, ao acompanharem os pequenos, acabam realizando o antigo sonho de aprender a tocar. A arte aproxima gerações, cria memórias afetivas e fortalece vínculos que permanecem na rotina familiar muito além do período de descanso.

Outro aspecto essencial é que o aprendizado musical não deve nascer da obrigação. Quando o primeiro contato ocorre em um ambiente leve e descontraído, a experiência se torna muito mais prazerosa. O objetivo inicial não é formar músicos profissionais, embora isso possa acontecer, mas sim contribuir para o desenvolvimento integral do indivíduo, estimulando habilidades úteis para qualquer profissão e para a vida.

As férias passam rápido, mas as escolhas feitas nelas podem deixar marcas duradouras. Um instrumento descoberto, uma primeira aula ou uma melodia aprendida podem representar o início de uma bela história construída com dedicação e emoção.

Entre um passeio e outro, vale a pena reservar um tempo para desvendar o universo sonoro. Em muitos casos, é justamente nesse encontro despretensioso que nasce uma paixão para toda a vida.

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_*Manoel Izidoro* é professor e proprietário da Escola de Música IGC de Cuiabá._

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ARTIGO & OPINIÃO

A força do associativismo, o presente e futuro das carreiras de Estado

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Por Georgia Fajuri Gebara_

As transformações sociais das últimas décadas mudaram profundamente a forma como trabalhamos, nos relacionamos e participamos da vida pública. Em um ambiente marcado pela velocidade da informação e pela inovação tecnológica, as entidades associativas assumiram um papel ainda mais relevante na representação e no fortalecimento das carreiras de Estado.

O associativismo deixou de ser apenas um instrumento de defesa classista. Hoje, representa um espaço essencial de diálogo, desenvolvimento profissional e aperfeiçoamento institucional. É por meio dele que os profissionais compartilham experiências, constroem soluções e participam ativamente dos debates que impactam o presente e futuro da administração pública.

Nas carreiras jurídicas, essa atuação unificada tornou-se indispensável. Os desafios contemporâneos exigem atualização e capacidade de adaptação. Nenhuma categoria evolui de forma isolada, os avanços mais significativos nascem da união de pessoas comprometidas com objetivos comuns. Ao longo dos anos, a mobilização organizada garantiu conquistas históricas, como a valorização profissional, a defesa de prerrogativas e a ampliação dos espaços de debate.

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Contudo, o cenário atual impõe novas missões. As entidades precisam dialogar com uma geração de profissionais que exige transparência, proximidade e resultados concretos. É preciso ocupar os espaços onde as decisões acontecem, utilizar ferramentas digitais de comunicação e aproximar o associado do dia a dia da instituição.

Outro ponto crucial é a consolidação de uma cultura associativa permanente. Muitas vezes, a segurança das conquistas passadas faz com que se esqueça o esforço coletivo que foi necessário para alcançá-las. Fortalecer uma carreira exige envolvimento contínuo e o entendimento de que a representação é uma responsabilidade compartilhada.

A experiência demonstra que entidades fortes geram carreiras valorizadas e instituições preparadas para responder às demandas da sociedade. Em uma época de relações rápidas e individualizadas, o associativismo segue cumprindo sua missão mais fundamental, que é conectar pessoas, amplificar vozes e construir o futuro do serviço público com diálogo e compromisso.

_*Georgia Fajuri Gebara* é procuradora do Município de Cuiabá e presidente da União dos Procuradores do Município de Cuiabá (Uniproc)._

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