CUIABÁ

CIDADES

Especialista do Hospital Ortopédico reforça a importância da prevenção e orienta pais sobre cuidados necessários durante atividades de lazer nas férias escolares

Publicado em

As férias escolares representam um período aguardado por muitas crianças e adolescentes. Com mais tempo livre, aumentam também as brincadeiras ao ar livre, a prática de esportes e as atividades recreativas, mudando temporariamente a rotina das famílias. Nesse cenário, especialistas orientam atenção redobrada para situações que podem favorecer quedas, torções, cortes e outros tipos de lesões comuns nesta época do ano.

O período costuma registrar aumento na procura por atendimentos relacionados a acidentes domésticos e traumas decorrentes de atividades físicas, especialmente entre crianças, que passam a maior parte do dia em movimento e, muitas vezes, explorando ambientes e brincadeiras que exigem supervisão mais próxima.

Segundo o ortopedista e traumatologista do Hospital Ortopédico, Dr. Jhone Pereira, esse comportamento é percebido com frequência durante os períodos de férias.

“É uma época em que os atendimentos aumentam devido ao maior tempo de atividade a que as crianças são expostas”, explica o especialista.

Entre as situações mais comuns estão quedas, pancadas, torções e impactos diretos, que podem resultar em cortes ou lesões ortopédicas de diferentes intensidades.

“As lesões mais frequentes são as relacionadas a trauma direto. Quedas, pancadas, torções, que acabam levando a cortes e fraturas”, detalha o médico.

Em muitos casos, identificar se a situação exige avaliação médica imediata pode gerar dúvidas entre pais e responsáveis. Por isso, observar o comportamento da criança após o acidente é um passo importante.

Leia Também:  Amazônidas transformam suas realidades com liberdade e protagonismo

“O principal sinal é a incapacidade de um membro exercer sua função. Um trauma na perna que não permita caminhar após o ocorrido, ou um trauma no ombro que não permita elevar o braço acima da cabeça, por exemplo. Qualquer acidente que leve a dor intensa, inchaço que aumente rapidamente ou sangramentos deve ser avaliado”, orienta.

Outro aspecto importante é observar se os sintomas persistem nas horas seguintes ou se há alguma alteração visível na movimentação natural dos membros, situações que podem indicar necessidade de investigação mais detalhada.

Nos primeiros cuidados após quedas, torções ou outros acidentes, a recomendação é evitar movimentos excessivos na região afetada até que o paciente seja avaliado por um profissional.

“A primeira coisa a se fazer é estabilizar a área lesionada. Se puder improvisar uma tala, ótimo. Se não puder, a recomendação é tranquilizar a vítima e orientar a fazer o mínimo possível de movimento. Em seguida, levar para avaliação adequada”, explica.

Durante brincadeiras e atividades esportivas, medidas simples também ajudam a reduzir riscos. O uso de equipamentos de proteção, por exemplo, pode ser um aliado importante.

Dentro de casa, os cuidados também merecem atenção, principalmente quando crianças pequenas permanecem mais tempo em ambientes que, no dia a dia, podem passar despercebidos pelos adultos.

“O principal é manter a criança ao alcance dos olhos de um adulto. Conversar, orientar, cuidar da estrutura da casa e não deixar materiais que possam provocar acidentes ao alcance das crianças. Ferramentas, por exemplo. Observando essas situações, a chance de incidentes diminui”, ressalta.

Leia Também:  Sesc-MT promove diálogo em família e orientações de saúde

Atendimento integrado

Para situações que exigem avaliação especializada, o Hospital Ortopédico conta com estrutura preparada para atendimento de diferentes tipos de lesões traumáticas, oferecendo consultas ambulatoriais, pronto atendimento, exames de raio-X e realização de procedimentos cirúrgicos em especialidades como ortopedia, cirurgia vascular, neurologia e otorrinolaringologia.

A unidade realiza atendimentos de segunda a sexta-feira, com pronto atendimento disponível das 7h às 19h e ambulatório em funcionamento das 7h30 às 18h. Aos sábados, o pronto atendimento funciona das 7h às 11h. Além disso, o hospital também realiza cirurgias de urgência voltadas a pequenos e médios procedimentos, garantindo assistência adequada em diferentes situações clínicas.

Nos casos em que o paciente necessita de continuidade no tratamento ou de suporte hospitalar complementar, o cuidado pode ser ampliado por meio da estrutura integrada do Grupo Santa. O Hospital Santa Rosa, que também faz parte da rede, oferece retaguarda hospitalar e suporte assistencial, permitindo acompanhamento contínuo e atendimento direcionado às necessidades específicas de cada paciente.

A principal orientação dos especialistas é que o período de férias continue sendo sinônimo de lazer e diversão, mas sempre acompanhado de supervisão adequada e cuidados preventivos que contribuam para a segurança de toda a família.

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

ARTIGO & OPINIÃO

Férias escolares também podem ser tempo de descobrir a música

Published

on

Por Manoel Izidoro

Quando as férias escolares chegam, é natural que pais e responsáveis procurem formas de ocupar o tempo das crianças. Passeios, viagens e momentos de descanso fazem parte da programação, mas existe uma oportunidade que, muitas vezes, passa despercebida. O recesso pode ser o momento ideal para despertar um interesse que acompanhará o jovem por toda a vida, e a música é um desses caminhos.

Durante o ano letivo, a rotina costuma ser intensa. Escola, tarefas, atividades complementares e compromissos deixam pouco espaço para experimentar algo novo. Nas férias, esse ritmo desacelera, abrindo espaço para a curiosidade, o brincar e as novas descobertas.

Afinal, aprender música vai muito além de tocar um instrumento. É um processo que desenvolve disciplina, concentração, coordenação motora, criatividade e sensibilidade. Ao mesmo tempo, oferece um refúgio precioso em um mundo marcado pelo excesso de telas e estímulos rápidos, convidando a criança a ouvir, observar, respeitar o tempo de cada aprendizado e celebrar pequenas conquistas.

É comum que muitas famílias procurem as escolas de música justamente nessa época, motivadas pelo desejo de conhecer os instrumentos. Algumas crianças se encantam pelo piano, outras, pelo violão, pela bateria ou pelo canto. Não existe escolha certa ou errada, mas sim afinidade, identificação e, principalmente, a liberdade de experimentar.

Leia Também:  O Legado de São Cosme e São Damião: Médicos da Fé e Protetores da Vida

Essa descoberta também pode ser compartilhada entre pais e filhos. Não é raro ver adultos que, ao acompanharem os pequenos, acabam realizando o antigo sonho de aprender a tocar. A arte aproxima gerações, cria memórias afetivas e fortalece vínculos que permanecem na rotina familiar muito além do período de descanso.

Outro aspecto essencial é que o aprendizado musical não deve nascer da obrigação. Quando o primeiro contato ocorre em um ambiente leve e descontraído, a experiência se torna muito mais prazerosa. O objetivo inicial não é formar músicos profissionais, embora isso possa acontecer, mas sim contribuir para o desenvolvimento integral do indivíduo, estimulando habilidades úteis para qualquer profissão e para a vida.

As férias passam rápido, mas as escolhas feitas nelas podem deixar marcas duradouras. Um instrumento descoberto, uma primeira aula ou uma melodia aprendida podem representar o início de uma bela história construída com dedicação e emoção.

Entre um passeio e outro, vale a pena reservar um tempo para desvendar o universo sonoro. Em muitos casos, é justamente nesse encontro despretensioso que nasce uma paixão para toda a vida.

Leia Também:  Sesc-MT promove diálogo em família e orientações de saúde

_*Manoel Izidoro* é professor e proprietário da Escola de Música IGC de Cuiabá._

COMENTE ABAIXO:
Continue Reading

CIDADES

POLÍTICA MT

MATO GROSSO

POLÍCIA

MAIS LIDAS DA SEMANA