CUIABÁ

Dia Internacional da Mulher

Amazônidas transformam suas realidades com liberdade e protagonismo

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A floresta amazônica é lar de vozes femininas que fazem a diferença. Seja por meio da liderança, da resiliência ou do direito de aprender e ensinar, elas exercem suas liberdades para transformar a realidade todos os dias. Neste Dia Internacional da Mulher, 8 de março, a Fundação Amazônia Sustentável (FAS) apresenta histórias de amazônidas fortes, resilientes e líderes que lutam para escrever sua própria trajetória.

A região é fortemente marcada por sua singularidade geográfica. Os rios funcionam como as principais “estradas” que interligam municípios e comunidades tradicionais (ribeirinhas, indígenas e quilombolas). Esse cenário exige deslocamentos longos e resiliência para quem estuda, trabalha ou empreende em áreas urbanas, rurais e profundas.

Quem conhece essa realidade é Ivone Silva, que vive na comunidade Acajatuba, localizada na Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) Rio Negro, em Manacapuru (a 93 quilômetros de Manaus). Ela nasceu e cresceu na mesma comunidade, onde teve sua mãe e seu pai como grandes exemplos de vida.

Desde pequena, enfrentou desafios para estudar: começou a frequentar a escola aos 7 anos e remava por duas horas para chegar às aulas. Aos 12 anos, precisou ir para Manaus para continuar os estudos. Mesmo diante dessas dificuldades, nunca desistiu.

“A essência da mulher amazônida é sermos fortes. Mesmo morando na floresta, somos grandes empreendedoras. Elas nunca desistem dos seus sonhos. São mulheres que acordam pela manhã, pegam um remo e uma canoa e vão atrás de conquistar seus objetivos”, declara.

Com 15 anos, começou a trabalhar como professora voluntária em uma escola de madeira, construída pelos pais das crianças da comunidade. Ao longo dos anos, sua dedicação à educação e à saúde comunitária cresceu. Mesmo após enfrentar um câncer de mama e superar a doença, manteve seu compromisso com a comunidade. Hoje, Ivone trabalha com agricultura, uma paixão que deseja fortalecer através da troca de conhecimento com outros voluntários na área, e é voluntária em educação e saúde.

“Liberdade para a mulher amazônica é termos nossos direitos e valores reconhecidos. Mulheres empreendedoras, professoras, médicas, agricultoras. Isso tudo gera um grande impacto”, complementa.

Professora e atual vice-presidente do Conselho de Administração da FAS, Izolena Garrido é um exemplo de superação. Tornou-se mãe solo aos 20 anos e enfrentou situações de discriminação, rejeição, humilhação e machismo. No entanto, por meio de sua formação como professora, teve a oportunidade de mudar a própria história, a dos filhos e até da comunidade Tumbira, localizada na Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) Rio Negro.

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Com ajuda de outras pessoas, Garrido foi uma das fundadoras da comunidade Tumbira, tornando-se uma forte liderança feminina na luta por melhorias essenciais, como escola, poço artesiano, energia, centro social e outros. Sua busca por conhecimento não parou: cursou graduação, pós-graduação e diversas formações para fortalecer sua atuação em defesa da comunidade e do meio ambiente.

Outra mulher que luta para transformar a realidade da Amazônia é Valcléia Lima, ambientalista e superintendente de Desenvolvimento Sustentável de Comunidades da FAS. Nascida na comunidade quilombola Murumuru, a 40 quilômetros de Santarém (PA), Valcléia teve que superar desafios desde cedo para buscar conhecimento. Seu pai estudou apenas até a terceira série, mas sempre incentivou os filhos a estudarem, pois compreendia as dificuldades que enfrentariam por questões raciais.

Com muita dedicação, graduou-se em Gestão Pública, fez especialização em Inovação e Difusão Tecnológica e se destacou profissionalmente pelo trabalho no Projeto Saúde e Alegria, executado no Pará, e na coordenação do Programa Bolsa Floresta (PBF), implementado pela FAS no Amazonas. Com quase 30 anos de experiência, atua em projetos que visam promover um futuro mais justo, inclusivo e sustentável para as comunidades amazônicas.

“Sem dúvidas, estar em uma posição para representar as diferentes comunidades tradicionais da Amazônia é uma grande responsabilidade. Para mim, é uma honra ainda maior ocupar este espaço de luta pelo desenvolvimento sustentável da Amazônia, o meu lar e lar de tantas outras mulheres”, compartilha a ambientalista.

Projetos que apoiam mulheres da Amazônia

A FAS desenvolve iniciativas que fortalecem e capacitam mulheres amazônidas. Uma delas é o “Parentas que Fazem”, um projeto voltado para potencializar iniciativas empreendedoras de mulheres, organizações e grupos indígenas do Amazonas que atuam no setor da sociobioeconomia. Em 2024, sua primeira fase capacitou 374 mulheres e apoiou cinco associações ao longo do último ano.

O “Parentas que Fazem” conta com o apoio do Google.org — a instituição filantrópica do Google — e é realizado em parceria com a Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab) e a Rede de Mulheres Indígenas do Amazonas (Makira-E’ta).

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Outra iniciativa é o “Empreendedoras da Floresta”, cujo objetivo é capacitar mulheres indígenas e ribeirinhas em habilidades empreendedoras, gestão de negócios e acesso ao mercado para o desenvolvimento de produtos inovadores em bioeconomia. O projeto está beneficiando 60 mulheres artesãs em três Unidades de Conservação (UCs) do Amazonas, que, ao longo de três anos, receberão mentoria financeira e um capital semente para viabilizar seus projetos. O “Empreendedoras da Floresta” é uma iniciativa da FAS desenvolvida em parceria com o L’Oréal Fund for Women.

Além desses, a instituição realiza o projeto “Conservação da Amazônia: uma aliança entre natureza e criatividade”, iniciativa executada com o apoio do grupo LVMH – Moët Hennessy Louis Vuitton SE. O projeto visa apoiar os negócios da floresta com o objetivo de combater o desmatamento, promovendo proteção ambiental com desenvolvimento sustentável. Em 2024, o projeto ofertou curso de gastronomia para mulheres da região do baixo Rio Negro. Durante quatro dias, as participantes receberam aulas teóricas sobre segurança dos alimentos e reconhecimento de Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANCs).

“Hoje, a FAS celebra essas e outras histórias únicas de mulheres que reúnem força, resiliência e determinação, moldando a diversidade feminina. Cada mulher carrega sua própria história, personalidade e sonhos. Ser uma mulher amazônida também significa ser uma promotora do desenvolvimento sustentável e fazer a diferença pelo futuro de todas nós. A FAS parabeniza todas as mulheres da Amazônia que contribuem para um mundo mais sustentável e igualitário”, finaliza Lima.

 

Sobre a FAS

A Fundação Amazônia Sustentável (FAS) é uma organização da sociedade civil sem fins lucrativos que atua pelo desenvolvimento sustentável da Amazônia. Sua missão é contribuir para a conservação do bioma, para a melhoria da qualidade de vida das populações da Amazônia e para a valorização da floresta em pé e de sua biodiversidade. Com 17 anos de atuação, a instituição tem números de destaque, como o aumento de 202% na renda média de milhares de famílias beneficiadas e a queda de 39% no desmatamento em áreas atendidas.

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CIDADES

Projeto Social Amigos da Escolinha recebe R$ 100 mil e levará jovens atletas ao Campeonato Mato-Grossense de Futebol

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O esporte como instrumento de transformação social ganhará um novo capítulo em Cuiabá. A partir do dia 1º de outubro de 2026, o Instituto INCAMTEC – Instituto de Cultura, Artes, Meio Ambiente, Turismo, Esporte e Cidadania dará início a uma nova etapa do Projeto Social Amigos da Escolinha, iniciativa que oferece oportunidades esportivas gratuitas a crianças e adolescentes da capital mato-grossense.
O projeto contará com um fomento de R$ 100 mil, viabilizado por meio de emenda parlamentar do deputado estadual Juca do Guaraná, através do Fundo de Desenvolvimento Desportivo do Estado de Mato Grosso.
Os recursos serão destinados ao fortalecimento das atividades esportivas, proporcionando melhores condições para os treinamentos e a participação dos jovens atletas em competições.

Da escolinha social ao Campeonato Mato-Grossense

Uma das principais novidades desta nova etapa será a participação do projeto no Campeonato Mato-Grossense de Futebol de Base de 2026.
Os jovens atletas das categorias Sub-11 e Sub-13 terão a oportunidade de representar o Clube Profissional Várzeagrandense, vivenciando a experiência de disputar uma competição oficial.


A participação representa um avanço na trajetória esportiva dos alunos, que poderão colocar em prática os conhecimentos adquiridos durante os treinamentos, enfrentar novos desafios e ampliar suas perspectivas dentro do futebol.

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Mais do que buscar resultados dentro das quatro linhas, a proposta é fortalecer valores como disciplina, responsabilidade, respeito, espírito de equipe e convivência social.

Um projeto que nasceu para transformar vidas
O Amigos da Escolinha surgiu há aproximadamente três anos no bairro Três Barras, em Cuiabá, com uma proposta essencialmente social: oferecer treinamento gratuito para crianças e adolescentes que sonham em jogar futebol, mas que nem sempre possuem condições financeiras para frequentar escolinhas particulares.


Atualmente, o projeto atende jovens de 8 a 17 anos, com atividades de futebol de campo, futsal e futebol society, tendo como referências o bairro Três Barras e o Miniestádio do CPA 4.

Ao longo de sua trajetória, os participantes já tiveram oportunidades de disputar torneios e competições, acumulando experiências importantes para o desenvolvimento esportivo e pessoal.
Com a chegada do novo fomento, o Instituto INCAMTEC pretende fortalecer esse trabalho e ampliar as condições de preparação dos atletas.
Muito além do futebol
Para muitas famílias, projetos sociais esportivos representam uma oportunidade de oferecer aos filhos um ambiente de aprendizado, convivência e desenvolvimento pessoal.
O futebol, nesse contexto, vai além da prática esportiva. É também uma ferramenta de inclusão, fortalecimento da autoestima e construção de valores que acompanham crianças e adolescentes dentro e fora dos campos.

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A nova etapa do Amigos da Escolinha aproxima ainda mais o trabalho social desenvolvido pelo Instituto INCAMTEC do futebol de base competitivo, criando oportunidades para que jovens talentos vivenciem novas experiências sem perder a essência comunitária do projeto.

Afinal, antes de formar atletas, iniciativas como essa ajudam a formar cidadãos.
Serviço
Projeto Social Amigos da Escolinha
Realização: Instituto INCAMTEC
Início da nova etapa: 1º de outubro de 2026
Público atendido: Crianças e adolescentes de 8 a 17 anos
Modalidades: Futebol de campo, futsal e futebol society
Local: Bairro Três Barras e Miniestádio do CPA 4, em Cuiabá (MT)
Fomento: R$ 100 mil
Origem dos recursos: Emenda parlamentar do deputado Juca do Guaraná, através do Fundo de Desenvolvimento Desportivo do Estado de Mato Grosso
Competição: Campeonato Mato-Grossense de Futebol de Base 2026
Categorias: Sub-11 e Sub-13
Representação: Clube Profissional Várzeagrandense

Instagram: @instituto.incamtec  | @amigosdaescolinhaoficial 

SaranNews | Esporte, cidadania e transformação social em Mato Grosso.

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