CUIABÁ

SAÚDE E PREVENÇÃO

CAA/MT e OAB-MT promovem imunização gratuita para advogados(as) e estagiários(as) adimplentes; familiares também podem participar ao custo de R$ 79 por dose

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A Caixa de Assistência dos Advogados de Mato Grosso (CAA/MT) e a Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT) promovem a Campanha de Vacinação Contra a Gripe, que começa nesta segunda-feira, dia 06 de abril. A imunização será gratuita para advogados(as) e estagiários(as) adimplentes, que terão direito a uma dose.

Além disso, cada beneficiário poderá adquirir até três doses adicionais para dependentes, no valor de R$ 79,00 cada.

Em Cuiabá, a vacinação ocorrerá nos dias 06, 07, e 09 a 11 de abril, das 8h às 17h30, e no dia 11 de abril (sábado), das 8h às 17h, na Clínica Saúde Livre, localizada no bairro Bosque da Saúde. Também haverá aplicação no espaço Meu Escritório nos dias 07 e 09 de abril, das 9h às 12h e das 13h às 16h30.

“A vacinação é uma das principais formas de prevenção contra a gripe e reforça o compromisso da Caixa de Assistência com a saúde e o bem-estar da advocacia e de seus familiares”, destaca o presidente da CAA/MT, Rodrigo Araújo.

As compras devem ser realizadas no site oficial da CAA/MT. É essencial que os dados cadastrais estejam atualizados junto à Seccional para a efetivação da compra. O pagamento poderá ser feito via cartão de crédito ou Pix diretamente no site.

No momento da aplicação, tanto o(a) advogado(a) ou estagiário(a) quanto seus familiares deverão apresentar um documento original de identificação, além do comprovante de compra da vacina, que será enviado por e-mail após a confirmação e estará disponível no sistema.

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*Confira as datas de vacinação:*
08/04 – Água Boa – Clínica Saúde Livre Vacinas – 8h às 17h30;
13 a 17/04 – Alta Floresta – Clínica Mamy Baby – 7h30 às18h;
07/04 – Alto Araguaia – Sede da OAB – 13h às 18h;
13 a 17/04 – Barra do Garças – Clínica Livre Vacinas – 9h às 13h e das 14h30 às 18h;
07 a 09/04 – Cáceres – Clínica Multicare – 14h às 17h;
07/04 – Campo Verde – Biomagistral – 8h às 11h e das 13h às 17h;
13 a 17/04 – Canarana – Centro Integrado de Imunização – 7h às 19h;
17/04 – Confresa – Sala da OAB na Vara do Trabalho – 8h às 12h;
06 a 10/04 – Colíder – PSF Perin;
06 e 07 e 09 a 11/04 – Cuiabá – Clínica Saúde Livre – 8h às 17h30 | Meu Escritório – 9h às 12h e das 13h às 16h30;
06/04 – Diamantino – Laboran – 7h às 11h e das 13h às 17h;
06 a 10/04 – Jaciara – LaboVita – 7h às 13h e das 13h30 às 17h;
14/04 – Juara – Centro de Saúde Frater Lucas – Sala de Vacinação – 7h às 11h e das 13h às 17h;
13 a 14/04 – Juína – Clínica Saúde Livre – 8h às 11h30 e das 13h30 às 17h;
08/04 – Lucas do Rio Verde – Subseção da OAB – 8h às 17h;
08/04 – Mirassol D’Oeste – Vigilância Sanitária – 8h às 12h30;
08/04 – Nova Mutum – Saúde Livre – 8h às 11h e das 14h 17h;
10/04 – Nova Xavantina – Sala da OAB – 13h às 19h;
13 a 17/04 – Peixoto de Azevedo – Rede de Farmácias Mais Barato – 9h às 14h e das 13h às 17h;
10/04 – Pontos e Lacerda – Sede da OAB – 13h às 18h;
13 a 17/04 – Primavera do Leste – Laboratório Prime Lab – 11h às 17h;
16/04 – Querência – ESF Setor G – Rua G14 – 7h30 às 11h30 e das 13h30 às 17h30;
01 a 30/04 – Rondonópolis – RM Farma – 6h30 às 22h30;
08 a 10/04 e 13 a 17/04 – Sinop – Espaço Vacina e Saúde – 8h às 17h;
13 a 17/04 – Sorriso – Vacinvida – 8h às 17h;
14 a 15/04 – Tangará da Serra – Previnna Clínica de Vacinas – 8h às 17h30;
15 a18/04 – Várzea Grande – Clínica Vida – de 15 a 17/04 das 11h às 17h | 18/04 (sábado) das 7h às 11h;
17/04 – São Félix do Araguaia – Fórum – 15h às 17h30;
17/04 – Vila Rica – Sala da OAB no Fórum – 15h às 17h30;
10/04 – Poxoréo – Sala da OAB no Fórum – 14h às 17h.

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Indígenas Parecis mostram que produzir também é preservar a dignidade

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Campo Novo do Parecis, em Mato Grosso, abriga uma experiência pioneira no Brasil: a produção agrícola conduzida por indígenas dentro de seu próprio território, de forma organizada, coletiva e com olhar voltado para o futuro.

Durante reunião com lideranças indígenas da região, os pré-candidatos Dra. Paula Boaventura, à Câmara Federal, e Antônio Galvan, ao Senado, ouviram relatos fortes sobre a realidade dos Haliti-Pareci, povo que há anos enfrenta burocracias, embargos, preconceitos e visões ultrapassadas sobre o que é ser indígena no Brasil atual.


fAdilson Muziwane/Paula Boaventura

A principal mensagem deixada pelas lideranças foi clara: o indígena de hoje não pode ser condenado a viver como se o Brasil ainda estivesse em 1500. A cultura permanece, a tradição permanece, a família permanece. Mas o mundo mudou. A alimentação mudou. A saúde exige melhores condições. A educação exige investimento. E a dignidade exige trabalho.
“Somos seres humanos, somos brasileiros e temos o direito de viver bem dentro do nosso território, através do nosso próprio trabalho”, resumiu uma das lideranças.

Os Pareci defendem uma política pública que reconheça a diversidade dos povos indígenas. Só em Mato Grosso, são dezenas de etnias, cada uma com sua história, seu tempo de contato, sua cultura e sua realidade. Por isso, segundo eles, não é possível que uma única visão ideológica, muitas vezes construída longe das aldeias, determine o futuro de todos.

A experiência agrícola dos Pareci mostra que é possível produzir, gerar renda, manter a cultura e melhorar a qualidade de vida. Arnaldo Zuni Zakaê relata que, antes da agricultura, muitas famílias dependiam quase exclusivamente de aposentadorias, cargos na saúde ou na educação. Hoje, a produção abriu novas oportunidades: trabalho nas lavouras, cooperativas, associações, operação de máquinas, gestão, pesquisa, tecnologia e distribuição de renda.

O resultado, segundo os relatos, aparece na vida real. A população aumentou, a alimentação melhorou, a mortalidade caiu e os jovens passaram a enxergar futuro dentro do próprio território. “Saúde não se faz só com remédio. Saúde se faz com alimentação”, afirmou Arnaldo.

Também chamou atenção a participação das mulheres indígenas. Sônia Aparecida Zoazo Kamaero, agricultora, formada em Direito e especialista na área ambiental, explicou que a produção não rompeu com a cultura familiar, mas se adequou a ela. Segundo ela, na tradição Pareci, a mulher sempre teve papel fundamental na colheita, na formação da família e na transmissão de valores. Hoje, além disso, participa das decisões técnicas e econômicas.


“O homem é o guarda-chuva, a mulher é o pilar. Um não anda sem o outro”, afirmou Sônia.
O que os Pareci pedem não é privilégio. É segurança jurídica. É o direito de planejar a longo prazo. É poder acessar crédito, licenciamento, tecnologia e comercialização sem viver sob ameaça permanente de que uma mudança política ou uma interpretação burocrática paralise tudo.

Antônio Galvan, ex-presidente da Aprosoja MT e da Aprosoja Brasil, defendeu que os indígenas tenham direito real ao uso produtivo de parte de seus territórios, sempre com responsabilidade. Para ele, a experiência Pareci prova que o trabalho melhora a vida nas aldeias e pode servir de exemplo para outras etnias que desejam produzir.

Dra. Paula Boaventura também reforçou compromisso com a regulamentação, com a segurança jurídica e com políticas públicas que respeitem a autonomia indígena. De origem Bororo, ela destacou a importância da família, da tradição e do desenvolvimento como caminhos que podem andar juntos.

A reflexão que fica é simples: não se combate pobreza mantendo povos inteiros dependentes de assistencialismo. Também não se preserva cultura impedindo que indígenas estudem, produzam, empreendam e decidam seu próprio futuro.
O povo Pareci mostra que tradição e modernidade não são inimigas. O indígena pode preservar sua língua, seus rituais, seus pajés, sua família, suas mulheres, seus jovens e, ao mesmo tempo, plantar, colher, comercializar, estudar, usar tecnologia e melhorar de vida.
O Brasil precisa abandonar a visão romântica e atrasada de que o indígena só é indígena se estiver isolado da modernidade. Ser indígena é pertencer a um povo, a uma história e a uma cultura. Mas também é ser cidadão brasileiro, com direito à dignidade, ao trabalho, à renda e à liberdade de escolher o próprio caminho.
Campo Novo do Parecis talvez esteja mostrando ao país uma das discussões mais importantes do nosso tempo: o futuro indígena não deve ser imposto por gabinetes, ONGs ou ideologias. Deve ser construído ouvindo quem vive na aldeia, quem planta, quem colhe, quem cria os filhos e quem sabe, na prática, o que significa lutar por dignidade dentro do próprio território.
Os Pareci foram pioneiros. Agora, o desafio político é transformar essa experiência em política pública séria, segura e respeitosa, para que outras etnias que desejem seguir esse caminho também possam ter oportunidade de produzir, prosperar e viver melhor.

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por Luiz Henrique Menezes

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