CUIABÁ

DESPEDIDA HISTÓRICA

A casa que se tornou símbolo da cena alternativa cuiabana prepara uma despedida emocionante após 12 anos de história, música e encontros inesquecíveis

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Depois de mais de uma década reunindo amigos, bandas, histórias e noites que marcaram gerações, o Malcom Santa Rosa inicia sua contagem regressiva. As últimas duas semanas da casa prometem uma programação carregada de nostalgia, celebração e aquele clima de despedida que mistura saudade, abraços apertados e expectativa pelo novo espaço que está por vir.


A proposta é viver intensamente cada último momento. Dar o último rolê, cantar junto mais uma vez, dividir a última cerveja no balcão e revisitar toda a história construída no local que se tornou patrimônio afetivo da cena cultural cuiabana.


Na sexta-feira (8), a programação começa com o último Festival Rock 2000 no Pub. A partir das 23h, o público revive clássicos de Green Day, Blink-182 e Simple Plan. À 00h30, a noite segue com o especial NX Zero e, às 2h, a banda Covernation assume o palco com sucessos de Detonautas, CPM 22, Strike, System of a Down, Foo Fighters, Nickelback, Linkin Park e Restart.


Enquanto isso, no Club, será realizada a última edição da festa I Love 2000, comandada pelos DJs Karine Buenno e Cleyton 7. A entrada custa R$ 30, com ladies free até as 23h.

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No sábado (9), o Club recebe a última “Fiesta Latina”, com os DJs Edinho Martins e Serginho Moraes. Já no Pub, às 23h, a banda Rádio Retrô apresenta clássicos de The Cure, RPM, Barão Vermelho, Pearl Jam e outros sucessos que marcaram gerações.

À 1h, a MPROCK assume a madrugada com um repertório que passeia por Ira!, Titãs, Linkin Park e Barão Vermelho. A portaria será R$ 35.

*O Legado*

Em 2026, o Malcom completa 12 anos de trajetória e deixa um legado que vai além da música. Entre amizades, romances, festivais e noites memoráveis, a casa ajudou a construir parte da identidade alternativa de Cuiabá. E mesmo com a despedida do espaço no Santa Rosa, uma certeza permanece entre o público fiel da casa. A história do Malcom continua.

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ARTIGO & OPINIÃO

TDAH nas Escolas: Estratégias Eficazes para a Alfabetização e a Aprendizagem

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Luciana Brites, Doutoranda em Ciências do Desenvolvimento Humano e Mestra em Distúrbios do Desenvolvimento

O Dia Mundial de Conscientização do Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), em 13 de julho, destaca a importância da informação, do enfrentamento aos estigmas e da garantia de diagnóstico e tratamento adequados, com atenção especial aos desafios vividos por crianças e adolescentes na escola.

O TDAH é um transtorno do neurodesenvolvimento que afeta 5% das crianças em idade escolar. Caracteriza-se por desatenção, hiperatividade e impulsividade, fatores que impactam a aprendizagem e a alfabetização. Porém, o transtorno não impede que a criança tenha uma trajetória escolar e social plena ao receber acompanhamento adequado.

É importante explicar que o TDAH não se manifesta de forma única. O Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5) descreve três apresentações. A com predominância desatenta, a predominantemente hiperativa-impulsiva e a combinada, que reúne as duas. Essa distinção tem efeito direto na alfabetização.

Na apresentação desatenta, a criança se perde no meio da tarefa, esquece o que estava lendo e tem dificuldade em sustentar o foco em atividades que exigem esforço contínuo. Já na hiperativa-impulsiva, o obstáculo aparece na impulsividade, pois a criança tende a adivinhar palavras em vez de decodificá-las, escreve de forma apressada e abandona a atividade antes de concluí-la. Na combinada, os dois conjuntos se somam. Reconhecer qual apresentação predomina ajuda o professor a ajustar as estratégias, em vez de tratar todas as crianças com TDAH da mesma maneira.

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É mito afirmar que crianças com TDAH são menos inteligentes. Com diagnóstico precoce, apoio multidisciplinar e estratégias pedagógicas eficazes, elas podem apresentar inteligência dentro ou acima da média. O acompanhamento pode envolver psicopedagogos, psicólogos, fonoaudiólogos e outros profissionais, de acordo com as necessidades individuais.

Em sala de aula, é importante que os professores observem sinais como dificuldade em manter a atenção por longos períodos, impaciência, esquecimento de materiais, distração frequente e excesso de movimentos.

Na alfabetização, as principais dificuldades estão relacionadas à atenção, à memória, à autorregulação emocional e comportamental, à baixa motivação em tarefas repetitivas e, em alguns casos, à presença de comorbidades, como dislexia ou Transtorno Opositivo Desafiador (TOD). Diferentemente dos transtornos de linguagem, no TDAH o principal obstáculo está na manutenção do foco.

Para favorecer a aprendizagem, recomenda-se propor uma tarefa por vez, oferecer tempo extra para a execução, reduzir estímulos distratores e utilizar recursos visuais claros e objetivos. Estratégias práticas do cotidiano e instruções diretas também contribuem.

As dificuldades na escrita são comuns e podem estar associadas à impulsividade, à atenção reduzida e à coordenação motora fina. Medidas eficazes em sala são priorizar a qualidade em vez da quantidade, dividir atividades em etapas menores, respeitar o ritmo da criança e permitir pausas frequentes. O uso de recursos visuais, jogos, tecnologia e reforço positivo fortalece a motivação.

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Lidar com o TDAH na alfabetização exige paciência, planejamento e empatia. Com adaptações simples e apoio adequado, é possível transformar desafios em oportunidades, promovendo aprendizado significativo e inclusão escolar.


(*) Luciana Brites é CEO do Instituto NeuroSaber, psicopedagoga, psicomotricista, Doutoranda em Ciências do Desenvolvimento Humano e Mestra em Distúrbios do Desenvolvimento pelo Mackenzie, palestrante e autora de livros sobre educação e transtornos de aprendizagem. Instituto NeuroSaber https://institutoneurosaber.com.br

 

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