CUIABÁ

USA METEU O PÉ NA PORTA

Ação militar relâmpago e explosões em Caracas

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Segundo relatos de testemunhas e imagens que circulam nas redes sociais, pelo menos sete explosões sacudiram a capital venezuelana, Caracas, e outras regiões como Miranda, Aragua e La Guaira nas primeiras horas do sábado, pouco antes do anúncio oficial americano. Moradores descreveram aviões voando baixo, colunas de fumaça e interrupções no fornecimento de energia elétrica em vários bairros.
Em uma publicação na sua rede social, Trump confirmou que os Estados Unidos lançaram um ataque militar de grande escala e que Maduro e sua esposa foram capturados e levados para fora da Venezuela. O presidente americano prometeu mais detalhes em coletiva de imprensa programada em sua residência em Mar-a-Lago, na Flórida.
O governo dos EUA vem acusando Maduro há anos de vínculos com narcotráfico e terrorismo, especialmente por suposto envolvimento no chamado “Cartel dos Soles”. Autoridades americanas já haviam oferecido recompensas de até US$ 50 milhões por informações para a prisão do presidente venezuelano, e o Departamento de Justiça dos EUA acusou formalmente Maduro e Flores de narcoterrorismo e conspiração para importar cocaína.
Segundo o governo americano, a operação teria sido executada com unidades de elite, com apoio de forças de segurança dos EUA, e teria como objetivo levar Maduro a julgamento em solo norte-americano por esses crimes.
O governo venezuelano condenou a ação como “agressão militar” e violação da soberania nacional, decretando estado de emergência e exigindo uma prova de vida de Maduro e de Flores, cujo paradeiro é oficialmente desconhecido para as autoridades locais. A vice-presidente Delcy Rodríguez afirmou que o governo não tem informações sobre onde os dois estariam.
A resposta internacional foi amplamente dividida. Países aliados de Caracas, como Rússia e Cuba, classificaram o ataque como uma “agressão criminosa” e chamaram por ação diplomática.

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Já líderes como o presidente da Argentina, Javier Milei, celebraram a captura do ditador venezuelano nas redes sociais, afirmando que “a liberdade avança”. Na Europa, entidades como a União Europeia pediram respeito ao direito internacional e moderação, enquanto governos europeus monitoram a situação de seus cidadãos no país. Colômbia reforçou tropas na fronteira antecipando possível fluxo de refugiados diante do agravamento da crise.
A captura de Maduro abre um grande vácuo de poder em um país já profundamente polarizado e com instituições fragilizadas. A Constituição venezuelana prevê que a vice-presidente assuma interinamente em caso de ausência do presidente — papel que recaíria sobre Delcy Rodríguez caso a captura seja confirmada. No entanto, a falta de clareza sobre a situação política interna e militar do país indica um cenário de possível instabilidade prolongada.
Especialistas políticos alertam que a ação pode desencadear uma série de eventos imprevisíveis: desde fluxos migratórios intensificados, pressão sobre órgãos como a ONU e a OEA por respostas coordenadas, até debates sobre legalidade internacional e precedentes para intervenções militares em países soberanos. A próxima reunião do Conselho de Segurança da ONU, solicitada pela Venezuela, deve ser um dos primeiros fóruns a tratar da legitimidade e consequências do ataque.
Além disso, a possível julgar criminal de Maduro nos Estados Unidos e o impacto sobre as relações bilaterais com países vizinhos e blocos regionais prometem manter a situação em constante evolução nos próximos dias e semanas.
A captura de Nicolás Maduro representa um ponto de virada dramático na história recente da América Latina. A operação dos EUA, saudada por aliados e condenada por adversários, não apenas altera o curso da política venezuelana, mas também eleva questões complexas sobre soberania, direito internacional e o papel das grandes potências nas disputas regionais. As repercussões dessa ação prometem moldar o futuro geopolítico da região por um longo tempo.

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Por SaranNews

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AGRO & NEGÓCIOS

Circuito Aprosoja reúne produtores em Alta Floresta e debate endividamento, FETAB e desafios do agro em MT

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A manhã desta segunda-feira (18) foi marcada pela realização do 20º Circuito Aprosoja, em Alta Floresta, no extremo norte de Mato Grosso. O encontro reuniu produtores rurais, empresários e lideranças do setor na sede do SIMENORTE, Sindicato dos Madeireiros do Extremo Norte de Mato Grosso.


Representando a Aprosoja-MT, o vice-presidente Luiz Pedro Bier fez um balanço dos últimos anos de atuação da entidade e destacou os principais desafios enfrentados pela agricultura mato-grossense. Entre os temas abordados estiveram o endividamento dos produtores, insegurança jurídica no campo, ameaças de invasão de terras, instabilidades climáticas, restrições ao crédito rural, regularização ambiental, logística e a cobrança do FETAB.


Durante a apresentação, Bier afirmou que o setor produtivo tem enfrentado uma combinação de fatores que pressionam diretamente a atividade no campo. Segundo ele, a queda no preço da soja, o aumento dos custos de produção, os juros elevados, a seca em algumas regiões e o excesso de chuvas em outras criaram um cenário de forte preocupação para os produtores.

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O vice-presidente também destacou a atuação da Aprosoja em pautas como a regularização do CAR, a defesa da propriedade privada, o enfrentamento à moratória da soja e o diálogo com instituições financeiras em busca de alternativas para o endividamento rural.


Outro ponto de destaque foi o FETAB. Bier afirmou que a entidade, junto com outras organizações do setor produtivo, tem trabalhado para evitar novos aumentos e buscar alívio ao produtor rural. Segundo ele, os congelamentos recentes e a possível não reedição do chamado FETAB 2 podem representar uma economia expressiva para o setor.

O ex-presidente da Aprosoja Brasil, Antônio Galvan, também participou do encontro e falou sobre o impacto do FETAB no bolso do produtor, reforçando a cobrança por medidas que aliviem a carga sobre quem produz em Mato Grosso.

O evento também contou com palestra do professor HOC, que abordou temas ligados à geopolítica e seus reflexos no agronegócio brasileiro, especialmente em um momento de instabilidade econômica, disputas comerciais e mudanças no cenário internacional.


O Circuito Aprosoja em Alta Floresta reforçou a importância do debate regionalizado, ouvindo produtores e levando informações sobre as ações da entidade em defesa do setor produtivo mato-grossense.

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