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ARTIGO DE OPINIÃO

Conexões definem 2026

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Por Mário Quirino

Durante muito tempo, acreditamos que o mundo caminhava para mais integração, previsibilidade e estabilidade. Essa ideia sustentou decisões econômicas, estratégias empresariais e até projetos pessoais. Mas esse mundo ficou para trás. O ano de 2026 se impõe sob a influência de forças que não pedem licença, como a aceleração vertiginosa da inteligência artificial, a fragmentação global que rompe antigas alianças e uma inflação estrutural que pressiona escolhas em todos os níveis. Nenhuma dessas transformações pode ser enfrentada de forma individual.

A inteligência artificial reduziu drasticamente o custo da especialização. À primeira vista, isso parece libertador. No entanto, há um risco silencioso nesse processo. Quem não tem acesso fica para trás. E o acesso, hoje, não se limita à tecnologia. Envolve pessoas, informação qualificada e oportunidades certas no momento certo. Em um mundo fragmentado, estar fora das redes certas custa caro em tempo, em erros e em dinheiro.

A globalização, como a que conhecíamos, perdeu força. Em seu lugar, nasce o networking estratégico. A lógica antiga era da eficiência máxima, a nova lógica é da resiliência. Empresas redesenham cadeias de suprimento, governos formam blocos e os mercados passam a valorizar parcerias confiáveis mais do que preços baixos. Isso também vale para indivíduos. Quem construiu um bom network consegue antecipar movimentos, acessar oportunidades que não são públicas, aprender mais rápido e se proteger melhor da volatilidade. Quem não o construiu reage com atraso, paga mais caro e depende excessivamente da sorte.

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Existe ainda uma inflação que passa despercebida por muitos, a inflação da confiança. Relações superficiais, promessas vazias e conexões puramente utilitaristas perdem valor rapidamente. Em tempos instáveis, relacionamentos sólidos se transformam em ativos reais. Confiança não oscila os juros, reputação não sofre volatilidade diária e bons relacionamentos preservam o chamado poder de compra social.

Networking deixou de ser marketing pessoal e passou a ser estratégia de sobrevivência. O novo jogo não é sobre quantidade, mas sobre posicionamento. Não se trata de conhecer muita gente, mas de ser alguém em quem se confia. Não é sobre trocar cartões, mas sobre sustentar compromissos. Não é sobre estar em todos os lugares, mas no ecossistema certo.

A pergunta decisiva já não é o que vai acontecer com o mercado, mas quem estará ao nosso lado quando ele mudar. O futuro não será construído por indivíduos isolados, mas por redes inteligentes e confiáveis. 2026 tende a recompensar quem investiu em boas conexões. No mundo que se desenha, network é a infraestrutura invisível do sucesso.

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_**Mário Quirino* é especialista em Desenvolvimento Humano e Diretor Executivo do BNI Brasil em Mato Grosso._

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ARTIGO & OPINIÃO

Cuidar hoje é proteger o amanhã

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Por Bruna Teixeira_

Na rotina corrida, é comum que muitas mulheres priorizem tudo e todos antes de si mesmas. Entre compromissos profissionais, cuidados com a família e responsabilidades diárias, exames preventivos acabam sendo adiados. O problema é que, quando o assunto é câncer do colo do útero, adiar pode custar caro.

O Março Lilás reforça a importância da informação e da prevenção. O câncer do colo do útero está entre os que mais atingem mulheres no Brasil. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), é o terceiro tipo de câncer mais incidente entre mulheres no país, desconsiderando o câncer de pele não melanoma. Ainda assim, trata-se de uma das doenças com maior possibilidade de prevenção e cura quando identificada precocemente. O exame preventivo, conhecido como Papanicolau, e a vacinação contra o HPV são medidas eficazes que salvam vidas.

Além disso, estima-se que mais de 95% dos casos de câncer do colo do útero estejam relacionados à infecção persistente pelo HPV, um vírus sexualmente transmissível bastante comum. Esse dado reforça como a informação, a vacinação e o acompanhamento médico regular são ferramentas poderosas de proteção.

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Muitas vezes, o diagnóstico acontece apenas quando surgem sintomas como sangramento fora do período menstrual, dor pélvica ou desconforto durante as relações sexuais. Nessa fase, o tratamento tende a ser mais complexo. Por isso, manter consultas regulares e realizar exames de rotina é, acima de tudo, um gesto de responsabilidade consigo mesma.

Falar sobre prevenção também é falar sobre autonomia. É reconhecer que a própria saúde precisa ocupar espaço na agenda e compreender que o autocuidado não é luxo, é necessidade. Pequenas atitudes, como agendar uma consulta ou tirar dúvidas com um profissional, podem mudar completamente o desfecho de uma história.

O acesso à orientação médica de forma rápida também contribui para decisões mais seguras. Diante de sintomas inesperados ou preocupações, contar com suporte ágil reduz inseguranças e evita atrasos na busca por atendimento. O Help Já amplia essa possibilidade ao facilitar o contato imediato com a equipe de saúde, oferecendo direcionamento e rapidez quando cada minuto importa.

Também é fundamental quebrar o silêncio que ainda envolve o tema. Conversar com amigas, filhas, irmãs e colegas de trabalho ajuda a espalhar informações corretas e reduz medos que, muitas vezes, afastam as mulheres dos consultórios. Quando o cuidado se torna um assunto natural, a prevenção ganha força.

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Prevenir é um compromisso com o presente e com o futuro. É escolher estar bem para continuar vivendo planos, sonhos e conquistas. O cuidado começa na informação, fortalece-se na atitude e se concretiza-se na decisão de não deixar para depois aquilo que pode proteger a própria vida.

_**Bruna Teixeia* é médica ginecologista_

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