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Dia 24, AL vota o veto do governador ao PL que quer impedir a construção de hidrelétricas no rio Cuiabá

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A Assembleia Legislativa deve votar no próximo dia 24, uma série de vetos do governador Mauro Mendes (União Brasil). Entre eles, o veto ao Projeto de Lei 957/2019, de autoria do deputado Wilson Santos (PSD) que proíbe a construção de hidrelétricas no Rio Cuiabá. Atualmente, 133 projetos para a construção destas plantas na bacia do Alto Paraguai, da qual faz parte o Cuiabá, estão sob análise da Secretaria de Estado de Meio Ambiente.

O Rio Paraguai é a coluna vertebral desta bacia que tem como afluentes os rios Cuiabá, Manso, Cuiabazinho, Coxipó, Vermelho, Piquiri, Taquari e São Lourenço, entre outros. Bacia que está dentro de Mato Grosso e do Mato Grosso do Sul. Só para o rio Cuiabá, um dos mais importantes da bacia responsável por 20% da produção de água, já existem 6 projetos de hidrelétricas aprovados.

Para Wilson Santos, a construção destas usinas trará inúmeros prejuízos ambientais, entre eles a diminuição de peixes nativos no Rio Cuiabá e no Pantanal mato-grossense.

“As usinas terão seis grandes barragens e as chamadas escadarias para que os peixes consigam ultrapassá-las e fazer a desova durante a Piracema. Já está mais que provado pela ciência que em Mato Grosso os peixes têm muitas dificuldades para transpor estas construções. Os que conseguem subir não fazem o caminho de volta, o que provocará a extinção de espécies nativas”, explicou.

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“Usinas refreiam o curso do rio, provocam assoreamento e desmoronamento de barreiras, piorando a qualidade da água; causam a extinção espécies de peixes, destruição da vegetação natural e tornam o ambiente propício à transmissão de doenças como malária e esquistossomose. Que benefícios elas podem trazer?”, indagou o deputado.

Wilson lembrou que Mato Grosso não precisa de mais energia elétrica. O estado produz, através da Usina do Manso, muito mais que consome e exporta o excedente. “Isso porque a usina nem opera na sua capacidade máxima, como previsto no projeto de construção”.

“Mais de 60% da energia produzida no Manso é colocada no Sistema Nacional para abastecer outros estados. Se queremos mais energia, que surjam investimentos em energia limpa, energia solar. Mato Grosso é rico neste recurso natural. Esse é o futuro: desenvolvimento sustentável, o mundo inteiro fala disso. Não podemos ficar de fora e retroagir matando o rio Cuiabá e o nosso Pantanal”.

UM ABAIXO-ASSINADO – Mais de 50 entidades da sociedade civil organizada, ONGs voltadas à preservação ambiental, universidades, empresários e artistas já se colocaram contra o veto do governador Mauro Mendes ao Projeto de Lei 975/2019. Inclusive, entidades emitiram uma carta aberta em favor do projeto publicada maciçamente pela mídia.

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Agora, um abaixo-assinado está circulando na internet em favor da derrubada do veto. Além disso, várias equipes estão pelas principais ruas do centro de Cuiabá coletando assinaturas.

“A ideia é que o documento seja apresentado aos deputados estaduais antes da sessão de votação do veto (24/08) e entregue ao Governo do Estado, Ministério Público, Poder Judiciário, demais autoridades e organizações ambientais. Se você concorda com a necessidade da preservação do meio ambiente e com a defesa do rio Cuiabá e do Pantanal, participe”, explicou Wilson Santos.

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Da enxada à sala de aula: quem é Professora Mazé e o que representa sua candidatura em Mato Grosso?

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A política mato-grossense começa a receber novos nomes para as eleições de 2026. Entre eles está o da Professora Mazé (PL), que nesta quarta-feira (22), durante a convenção do partido realizada em Cuiabá, teve seu nome apresentado para disputar uma cadeira na Assembleia Legislativa de Mato Grosso, etapa partidária que antecede o registro oficial da candidatura junto à Justiça Eleitoral.


Natural de Goiatuba (GO), Maria José de Oliveira Arruda, conhecida como Professora Mazé, relata ter vivido uma infância marcada pelas dificuldades enfrentadas pela família durante o período do garimpo de Serra Pelada. Ainda muito jovem, precisou ajudar no sustento da casa e, aos 14 anos, chegou sozinha a Cuiabá em busca de oportunidades, sempre incentivada pela mãe a acreditar que a educação seria o caminho para transformar sua realidade.


Foi justamente pelos estudos que sua vida mudou. Depois de vencer inúmeros desafios, concluiu a graduação em Letras pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e construiu uma carreira de quase três décadas na educação pública estadual. Ao longo dessa caminhada tornou-se mestre, doutora, pesquisadora e escritora, encerrando sua carreira no magistério com uma trajetória marcada pela dedicação à formação de milhares de estudantes.

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Cristã evangélica, casada, mãe e avó, Professora Mazé afirma que sua decisão de ingressar na política nasceu da inquietação diante das injustiças, da insegurança jurídica, dos casos de corrupção e de outros problemas que, em sua avaliação, afetam o Brasil. Segundo ela, chegou o momento de deixar de apenas acompanhar os acontecimentos para participar diretamente da construção de soluções que possam contribuir para Mato Grosso e para o país.


Sua entrada na vida pública também reflete a convicção de que experiência profissional, conhecimento e compromisso com a sociedade podem contribuir para a formulação de políticas públicas. Em suas manifestações, Mazé defende valores como família, liberdade, educação de qualidade, eficiência na gestão pública, segurança jurídica e maior participação das mulheres nos espaços de decisão.

Outro ponto presente em seu discurso é a valorização do mérito. Para a professora, oportunidades devem ser ampliadas para que as pessoas possam crescer por meio do estudo, do trabalho e da dedicação, princípios que, segundo ela, marcaram toda a sua trajetória de vida.

Ao colocar seu nome à disposição para a disputa eleitoral, Mazé afirma que pretende transformar a experiência adquirida ao longo de décadas na educação em uma nova forma de serviço à população. Segundo ela, não basta manifestar indignação apenas nas redes sociais ou nos grupos de mensagens. É preciso assumir responsabilidades e participar ativamente da construção de um Estado mais justo, eficiente e comprometido com seus cidadãos.


Sua história demonstra que o esforço, a perseverança e a educação podem transformar vidas. Agora, Professora Mazé busca levar essa experiência para a Assembleia Legislativa, com o propósito de contribuir para o desenvolvimento de Mato Grosso e retribuir ao Estado que, segundo ela, lhe proporcionou oportunidades de crescimento pessoal e profissional.

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Independentemente do cenário eleitoral que se desenhará nos próximos meses, a trajetória da Professora Mazé acrescenta ao debate político um perfil marcado pela experiência na educação, pela superação de adversidades e pela disposição de colocar sua vivência a serviço da sociedade mato-grossense.

Por Luiz Henrique Menezes

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