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Queimadas na BR-163 reduzem 43% com ações estratégicas e parceria

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O número de queimadas às margens da BR-163, no trecho sob concessão da Rota do Oeste, reduziu 43% nos meses de junho e julho, se comparado com o mesmo período de 2021. O cenário às margens da rodovia é favorável em relação ao estadual que apresenta um aumento de 6% nos registros, de acordo com dados do Instituto Centro Vida (ICV).

Segundo o levantamento da Concessionária, em junho e julho de 2022 foram registrados 88 acionamentos para controle de chamas, enquanto no mesmo período de 2021 a Rota do Oeste atuou em 155 situações desta natureza.

Na avaliação do diretor de Operações da Rota do Oeste, Wilson Ferreira, as ações realizadas pela empresa refletem positivamente nos números e destaca pontos principais: o envolvimento dos proprietários de áreas rurais às margens da rodovia e o conhecimento aprimorado da Concessionária sobre o assunto favorecem a situação. Em 2021, a empresa criou o Disque – Corta Fogo para simplificar o processo de permissão para atuação de terceiros na faixa de domínio da BR-163. Neste ano, a adesão ao programa foi intensificada.

Além disso, o setor de Operações dispõe de um mapeamento prévio das áreas com maior incidência de queimadas no trecho sob concessão e a área de Engenharia intensificou a roçada e criação de aceiros nos pontos de maior relevância.

“Temos ainda a participação do usuário da BR-163, que está cada vez mais consciente sobre a importância de não jogar materiais na rodovia, como bitucas de cigarro, e o envolvimento da Polícia Rodoviária Federal, a PRF, na fiscalização da rodovia e o apontamento de ocorrências à Rota do Oeste e ao Corpo de Bombeiros”, explica Ferreira.

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Para que os números continuem caindo, o diretor orienta os usuários da BR-163 a acionarem a Rota do Oeste sempre que identificarem focos de incêndio. A notificação pode ser feita via 0800 065 0163 ou em uma das bases de atendimento ou nas praças de pedágio da rodovia. Pede ainda aos motoristas que não tentem controlar as chamas e evitem ‘adentrar’ em trechos com fumaça muito densa, com comprometimento da visibilidade, primando pela segurança viária.

“Esses dois pontos são muito importantes para proteção pessoal de quem percorre a rodovia. Não tentem apagar focos de queimadas, quando identificados. Acionem quem tem treinamento para isso, que pode ser a Rota do Oeste, em casos de pequenos focos, ou o Corpo de Bombeiros, para qualquer situação”.

Ações – Durante o período de queimadas em Mato Grosso, a Rota do Oeste atua em frentes distintas de trabalho sempre com foco na prevenção e combate às chamas às margens da rodovia, orientação dos usuários e lindeiros e atendimento operacional. A atuação da empresa em 2021 alcançou uma redução de 8,5% nos números de queimadas às margens da BR-163.

Entre as ações estão a limpeza e manutenção da remoção da vegetação na faixa de domínio de 4 metros do bordo da pista em direção à cerca das propriedades rurais. A roçada é realizada durante todo o ano. No período seco, as equipes intensificam a atuação e ainda realizam aceiros (remoção da vegetação) às margens das cercas das fazendas, criando barreiras naturais que impedem a passagem do fogo tanto das fazendas para a rodovia, quanto no sentido oposto. Ainda assim, resta uma parte da vegetação entre o aceiro e a roçada. É justamente nessa faixa de área verde que os proprietários rurais podem atuar, por meio do Disque-Corta Fogo.

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Para oferecer um atendimento operacional diferenciado no período proibitivo de queimadas em Mato Grosso, a Concessionária põe em prática um plano específico, que prevê o treinamento de funcionários, aquisição de novos materiais, contratação de equipamento e equipe extra.

A empresa também trabalha com as bombas costais em pontos estratégicos e com maior incidência de focos de incêndio. Assim, os veículos operacionais dispõem desse equipamento e dos tradicionais abafadores.

Além dos cinco caminhões-pipa, a empresa contrata o serviço de mais uma unidade composta com equipe extra para reforçar o atendimento em casos que demandem esse tipo de estrutura, que ainda atua no auxílio ao Corpo de Bombeiros. A Rota do Oeste também conta com seis pontos de captação de água em locais estratégicos da BR-163/364 para o abastecimento dos caminhões-pipa da empresa e veículos do Corpo de Bombeiros.

CAMPANHA – O Disque – Corta Fogo é uma das ações preventivas às queimadas implementada pela Rota do Oeste para prevenir as queimadas na BR-163. A medida visa simplificar o processo de permissão para atuação de terceiros na faixa de domínio da BR-163 e contempla especialmente proprietários de áreas rurais lindeiras à rodovia que desejam remover a vegetação em áreas não contempladas pelos serviços da Concessionária.

Agora, para obter a autorização de roçada às margens do trecho sob concessão da BR-163, o interessado deverá entrar em contato com a Rota do Oeste, por meio do 0800 065 0163, e fornecer informações básicas sobre o serviço que deseja realizar.

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AGRO & NEGÓCIOS

Inteligência artificial e agricultura de precisão impulsionam novas profissões no campo

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O agronegócio brasileiro vive uma transformação impulsionada pela digitalização das operações e pela evolução das máquinas agrícolas. A incorporação de recursos de agricultura de precisão, soluções de telemetria, conectividade, automação e inteligência artificial (IA) está criando novas oportunidades de carreira e exigindo um perfil profissional cada vez mais multidisciplinar, que reúne conhecimentos do campo e competências em tecnologia, análise de dados e eletrônica.

Esse movimento acontece em um momento de expansão do mercado de trabalho no setor. Segundo levantamento da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o agronegócio registrou 28,4 milhões de pessoas ocupadas em 2025, o equivalente a 26,3% dos empregos do país. Em comparação com o ano anterior, foram criados mais de 600 mil novos postos de trabalho, enquanto o número de profissionais com ensino superior cresceu 8,3% e o de trabalhadores com ensino médio, 4,2%.

“A transformação tecnológica está mudando o perfil das profissões no campo. O operador de máquinas deixou de ser apenas alguém que conduz o equipamento para se tornar um gestor das informações geradas durante a operação. Da mesma forma, o mecânico passou a trabalhar com softwares, sensores, módulos eletrônicos e sistemas conectados, além dos componentes mecânicos tradicionais. São profissionais que precisam unir conhecimento técnico e competências digitais”, afirma Vitor Kaminski, gerente de treinamento técnico da AGCO, detentora da Massey Ferguson.

 

Máquinas inteligentes exigem novas competências

As máquinas agrícolas evoluíram significativamente nos últimos anos e passaram a reunir recursos que auxiliam o produtor na tomada de decisões. Tecnologias como piloto automático, controle de seções, aplicação em taxa variável, telemetria e plataformas digitais de gestão permitem acompanhar, em tempo real, indicadores relacionados ao desempenho operacional, consumo de combustível, qualidade das operações e utilização dos equipamentos.

Mais recentemente, a inteligência artificial passou a apoiar a análise de grandes volumes de dados para gerar recomendações que contribuem para aumentar a eficiência operacional e otimizar o uso dos recursos disponíveis na propriedade.

“Hoje, as máquinas são plataformas tecnológicas. Elas geram dados, se comunicam com outros sistemas e oferecem informações que ajudam o produtor a tomar decisões mais rápidas e assertivas. Para aproveitar todo esse potencial, é fundamental contar com profissionais preparados para interpretar essas informações, configurar os equipamentos e realizar a manutenção no menor tempo possível, garantindo alta disponibilidade das máquinas no campo”, destaca Kaminski.

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Novas carreiras para um agro cada vez mais tecnológico

A digitalização do campo impulsiona o surgimento de profissões que, há poucos anos, praticamente não existiam no setor agropecuário. Segundo o estudo Profissões Emergentes na Era Digital, publicado pelo SENAI em parceria com a GIZ, entre os exemplos estão o cientista de dados agrícolas, responsável por analisar informações que apoiam a tomada de decisões; o engenheiro agrônomo digital, que alia conhecimentos agronômicos às tecnologias aplicadas ao campo; e o engenheiro de automação agrícola, que atua na integração de sistemas inteligentes ao longo das diferentes etapas da produção. Também ganham espaço profissionais como o técnico em agricultura digital, que aplica ferramentas tecnológicas para otimizar as operações agrícolas e o técnico em agronegócio digital, voltado à utilização de soluções digitais na gestão da produção.

Um exemplo desse novo perfil profissional é o de Marlon Ferreira, engenheiro mecânico e especialista em máquinas agrícolas e agricultura de precisão da Massey Ferguson. Sua atuação integra tecnologia, operação e engenharia aplicada ao campo para transformar os dados gerados pelas máquinas em informações estratégicas que contribuem para o aumento da produtividade, a redução dos custos operacionais e a melhoria da eficiência das operações agrícolas. Seu trabalho envolve a calibração e otimização de equipamentos, análise do desempenho operacional, interpretação de dados de telemetria e treinamento de operadores e equipes técnicas.

Além da agricultura de precisão, Marlon desenvolve projetos de eficiência energética baseados em engenharia, diagnóstico técnico e análise de dados para reduzir o consumo de combustível e otimizar o aproveitamento energético dos equipamentos. A partir da avaliação das condições reais de operação das máquinas, são definidas estratégias que permitem utilizar melhor a energia disponível, mantendo a produtividade, a segurança mecânica e a confiabilidade dos equipamentos.

“Vejo que o futuro do agronegócio está na integração entre conhecimento técnico, tecnologia embarcada e tomada de decisão baseada em dados. Quando esses pilares trabalham em conjunto, é possível alcançar resultados expressivos em eficiência, sustentabilidade, produtividade e rentabilidade para o produtor”, afirma Marlon Ferreira.

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A crescente demanda por profissionais especializados também tem aproximado fabricantes, instituições de ensino e entidades de capacitação para desenvolver programas voltados às novas tecnologias aplicadas ao agronegócio.

A Massey Ferguson, por exemplo, mantém parcerias com universidades, instituições de ensino técnico e entidades como o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR). Essas iniciativas combinam conteúdos teóricos e práticos para preparar operadores, técnicos e mecânicos para atuar com máquinas cada vez mais conectadas e digitais.

“O futuro do agronegócio será orientado por dados. As tecnologias continuarão evoluindo, mas o fator humano seguirá sendo decisivo. São as pessoas que transformam dados em decisões e fazem com que todo o potencial das máquinas seja convertido em produtividade, eficiência e sustentabilidade”, conclui Vitor Kaminski.

 

Sobre a Massey Ferguson

A Massey Ferguson, marca pertencente ao grupo AGCO, acumulou mais de 175 anos de experiência global na produção para a indústria agrícola. É a maior exportadora de máquinas agrícolas da América Latina e referência no mercado brasileiro há seis décadas. Os tratores, colheitadeiras, plantadeiras, implementos, pulverizadores, enfardadoras e produtos e serviços de agricultura de precisão Massey Ferguson são comercializados para mais de 80 países, principalmente África do Sul, Arábia Saudita, Argélia, Argentina, Bolívia, Chile e Paraguai. As fábricas na América do Sul ficam localizadas no Brasil – em Canoas/RS (tratores), Santa Rosa/RS (colheitadeiras), Ibirubá/RS (plantadeiras e implementos), Mogi das Cruzes/SP (tratores, motores, pulverizadores e laboratório de controle de emissões) e também na Argentina, General Rodriguez/BUE (tratores, colheitadeiras e motores). Possui uma extensa e estabelecida rede de concessionárias no Brasil, com mais de 200 lojas. Mais: www.masseyferguson.com.br

 

Sobre a AGCO

A AGCO (NYSE: AGCO) é líder global em máquinas agrícolas e tecnologias de agricultura de precisão. Guiada por uma estratégia que prioriza o agricultor, a AGCO entrega valor por meio de suas marcas líderes e diferenciadas, como Fendt™, Massey Ferguson™, PTx™ e Valtra™. Seus equipamentos de alto desempenho e soluções inteligentes para o campo — incluindo tecnologias de retrofit independentes de marca e ofertas autônomas — capacitam os produtores a aumentar a produtividade, enquanto alimentam o mundo de forma sustentável. Para mais informações, visite www.agcocorp.com.

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