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MULHERES INDÍGENAS

III Marcha das Mulheres Indígenas: Uma Luta Firme em Brasília

Publicado em

Por: Renan Dantas

Rondonópolis, 10 setembro de 2023

Desde a noite de sábado(09), Brasília tem sido o destino de várias delegações que participarão da III Marcha das Mulheres Indígenas. Este evento, organizado pela Anmiga (Articulação Nacional das Mulheres Indígenas Guerreiras da Ancestralidade), acontece no Eixo Cultural Ibero-Americano, no centro da capital federal.

**A Marcha: Um Encontro de Saberes e Ações**

Além das reuniões e discussões em grupos de trabalho, as mulheres indígenas estão se preparando para uma grande marcha pela Esplanada dos Ministérios na quarta-feira, dia 13 de setembro. Durante essa marcha, elas terão encontros com autoridades para discutir as demandas apresentadas em uma carta entregue anteriormente, durante a pré-marcha realizada em janeiro. A mensagem central é clara: as maiores dificuldades enfrentadas por essas mulheres estão relacionadas a leis que não reconhecem a diversidade de suas culturas e a existência de suas comunidades.

**O Conflito do Marco Temporal**

A questão central que ronda essa marcha é o julgamento do chamado “marco temporal”. O STF, após uma votação de 4 a 2 contra a tese que dificulta as demarcações de terras, suspendeu temporariamente o julgamento. Essa tese sustenta que apenas comunidades indígenas que ocupavam a terra até 5 de outubro de 1988, data da promulgação da Constituição Federal, têm direito a demarcações.

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**O STF e o Futuro do Marco Temporal**

O julgamento do marco temporal terá um grande impacto nos pedidos de demarcação que aguardam decisão, aguardando votos de mais 5 ministros do STF. O ministro André Mendonça votou a favor do marco temporal, enquanto o ministro Cristiano Zanin votou contra, recebendo aplausos calorosos dos indígenas presentes. O ministro Luís Roberto Barroso também votou contra a tese.

**As Propostas e os Próximos Passos**

O ministro Mendonça apresentou critérios para aplicar a tese do marco temporal, considerando conflitos persistentes pela posse da terra na data da promulgação da Constituição. Zanin argumentou que os direitos indígenas não estão vinculados a uma data específica e que a demarcação é uma confirmação desses direitos.

**O Impacto Nacional**

A decisão do STF não afetará apenas casos de disputas de terras, mas também orientará a atuação do Poder Executivo e influenciará processos judiciais em andamento. Atualmente, há 226 processos suspensos em tribunais inferiores, aguardando uma decisão sobre o tema.

**Funarte em Destaque**

Enquanto a III Marcha das Mulheres Indígenas ocorre em Brasília, a Fundação Nacional de Artes (Funarte), vinculada ao Ministério do Turismo, desempenha um papel importante no apoio às artes visuais, à música, ao circo, à dança e ao teatro em nível federal.

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Em um momento crucial para a luta pelos direitos das comunidades indígenas e para o reconhecimento de sua rica cultura, a Funarte continua a apoiar expressões artísticas que refletem a criatividade e a identidade do Brasil.

**O Relato de Silvia Maria Valentim Pinheiro, da Etnia Sateré Mawé, na Aldeia de Córrego Grande, MT (Boe Bororo)**

Silvia Maria Valentim Pinheiro, membro da etnia Sateré Mawé, missionária do CIMI – MT, e residente na aldeia de Córrego Grande, MT (Boe – Bororo) há mais de 20 anos, compartilhou sua visão sobre a importância deste evento. Ela relatou que 44 mulheres, representando as 5 Terras Indígenas e suas aldeias, incluindo Meruri, Jarudori, Tadarimana, Córrego Grande, Piebaga, Arareao e Galdino Pimentel, participam da marcha. A abertura ocorreu na noite de hoje, e a marcha continuará de 11 a 13 de setembro. Para Silvia, este evento é um momento crucial de fortalecimento político e busca pelos direitos garantidos na Constituição Federal. Ela destacou os desafios enfrentados durante a viagem e no acampamento, mas enfatizou que vale a pena apoiar essas mulheres em suas lutas pela vida de seus povos. Exigir e Gritar: NÃO AO MARCO TEMPORAL! DEMARCAÇÃO JÁ!

Colaborou Frei Renan Dantas

 

 

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ARTIGO & OPINIÃO

missão de defender Mato Grosso

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*Por Caroline Tomelero_

Existem profissões que escolhemos. Outras nos escolhem pela responsabilidade que carregam. Ser procurador do Estado é assumir diariamente o compromisso de defender aquilo que pertence à sociedade, garantindo legalidade, segurança jurídica e equilíbrio para que o Estado possa cumprir seu papel diante da população. É uma atuação que exige preparo técnico, responsabilidade e, acima de tudo, compromisso com o interesse público e com o fortalecimento das instituições.

Neste mês de maio, o Dia do Procurador do Estado, comemorado em 21 de maio, ganha um significado ainda mais especial ao marcar também os 55 anos da Procuradoria-Geral do Estado de Mato Grosso (PGE/MT). São décadas de uma trajetória construída por profissionais que dedicaram suas vidas à defesa de Mato Grosso, acompanhando o crescimento do Estado e contribuindo diretamente para sua organização administrativa, jurídica e institucional. Uma história marcada pelo trabalho sério, técnico e comprometido com a sociedade mato-grossense.

Muitas vezes, o trabalho da Procuradoria acontece longe dos holofotes. Está nos pareceres que garantem segurança às decisões administrativas, na atuação judicial que protege os recursos públicos e na orientação jurídica que permite que políticas públicas sejam executadas com responsabilidade. É um trabalho silencioso, mas indispensável para que serviços essenciais continuem chegando à população com segurança jurídica, eficiência e respeito à legislação.

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Ao longo desses 55 anos, a PGE/MT se fortaleceu diante de novos desafios e acompanhou as transformações de Mato Grosso. O crescimento econômico e social do Estado trouxe demandas mais complexas, exigindo uma atuação cada vez mais estratégica, moderna e preparada para lidar com diferentes realidades. Nesse processo, a instituição avançou em inovação, modernização tecnológica e valorização da carreira, ampliando sua capacidade de atuação em áreas fundamentais para a população.

Hoje, a Procuradoria participa diretamente de decisões importantes relacionadas à saúde, educação, infraestrutura, meio ambiente e desenvolvimento econômico. Cada atuação carrega responsabilidade e impacto direto na vida da população. Falar da PGE/MT também é reconhecer o trabalho de procuradores e servidores que enfrentam diariamente grandes desafios com ética, dedicação e compromisso público, compreendendo que defender o Estado significa proteger direitos, fortalecer instituições e ajudar a construir um Mato Grosso mais forte e preparado para o futuro.

Celebrar esta data é reconhecer a importância de uma instituição sólida, respeitada e essencial para a administração pública. É valorizar uma carreira construída com responsabilidade, equilíbrio e dedicação à sociedade.

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_**Caroline Tomelero* é presidente da Associação dos Procuradores do Estado de Mato Grosso (Apromat) e presidente da Comissão do Advogado Público da OAB-MT._

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