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Competição marcou a abertura do circuito mundial na Capital Mato-grossense

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Os brasileiros dominaram as quadras do Mundial de Beach Tennis, que ocorre até domingo (04.08), na arena Beach Peak, em Cuiabá. No primeiro dia de disputa, a dupla masculina Guido Rupp e Breno Batistuzo Garcia se sagrou campeã do BT 10, torneio que abriu a programação do evento internacional. Garcia e Rupp derrotaram João Vieira e Thiago Cesario Tormim por 3/6 6/3 10/5 conquistando os 10 pontos no ranking mundial.

E as brasileiras também alcançaram o primeiro lugar na competição. Em uma partida muito disputada, a dupla Viviane Kobo e Ana Paula Albuquerque conquistou o título, por 2/6 6/3 10/7, superando as jogadas de Maria Gilli e Milena Barreto.

A italiana Flaminia Daina, a 6ª melhor jogadora do ranking mundial de Beach Tennis feminino, foi uma das atrações do BT10.

O torneio abriu a programação do BT 200, que se começa oficialmente nesta quinta-feira (1º.08) com o qualificatório, a partir das 9h. Nesses jogos serão definidos os competidores da chave principal, dando início à 1ª rodada. A competição se estenderá até às 21h.

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Grandes estrelas do esporte vão competir a partir de hoje, entram em quadra Nicolas Gianotti, Mattia Spoto, Diego Bolletinari, Leonardo Branco, Julia Barozzi, Ana Beluzzo, Leticia Salgado, entre outros atletas ranqueados.

Na sexta-feira (02.08) ocorrerão as oitavas e quartas de final – rodada dupla, que começa às 9h e segue até às 22h.

O sábado (03.08), é o dia mais esperado do evento, quando acontecem as semifinais e finais do BT 200. A competição inicia mais cedo, às 7h e irá até às 22h.

O último dia do evento será domingo (04.08), data em que acontece o segundo torneio de BT10, que terá jogos entre às 7h e 19h.

O Circuito distribui um total de US$ 15 mil, em premiação. Os vencedores também recebem mais de 200 pontos no ranking mundial.

*Organização*

O mundial é promovido pela Federação Internacional de Tênis (ITF), Ministério dos Esportes, Governo de Mato Grosso, Secretaria de Cultura, Esporte e Lazer de Mato Grosso (Secel-MT), Storm Realizações, Federação Mato-grossense de Tênis e Beach Tennis (FMTT) e Confederação Brasileira de Tênis (CBT).

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Patrocinam o evento – Heroes Brand, Ginco Urbanismo, Super Quadra Jundu, Advanced Hotel e Flats Cuiabá, SBT Cuiabá, Action Recovery, Fiat Domani, Banco BRB e Zeiq. Apoio: Programa Play BT, Gold Air Táxi Aéreo, Heliponto Morro dos Ventos, Criamigos Cuiabá, Além dos Esportes, Body For Sure Cuiabá, BodyTech Jardim das Américas e Wi Control.

Crédito Foto: Val Fernandes / Além dos Esportes

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ARTIGO & OPINIÃO

TDAH nas Escolas: Estratégias Eficazes para a Alfabetização e a Aprendizagem

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Luciana Brites, Doutoranda em Ciências do Desenvolvimento Humano e Mestra em Distúrbios do Desenvolvimento

O Dia Mundial de Conscientização do Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), em 13 de julho, destaca a importância da informação, do enfrentamento aos estigmas e da garantia de diagnóstico e tratamento adequados, com atenção especial aos desafios vividos por crianças e adolescentes na escola.

O TDAH é um transtorno do neurodesenvolvimento que afeta 5% das crianças em idade escolar. Caracteriza-se por desatenção, hiperatividade e impulsividade, fatores que impactam a aprendizagem e a alfabetização. Porém, o transtorno não impede que a criança tenha uma trajetória escolar e social plena ao receber acompanhamento adequado.

É importante explicar que o TDAH não se manifesta de forma única. O Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5) descreve três apresentações. A com predominância desatenta, a predominantemente hiperativa-impulsiva e a combinada, que reúne as duas. Essa distinção tem efeito direto na alfabetização.

Na apresentação desatenta, a criança se perde no meio da tarefa, esquece o que estava lendo e tem dificuldade em sustentar o foco em atividades que exigem esforço contínuo. Já na hiperativa-impulsiva, o obstáculo aparece na impulsividade, pois a criança tende a adivinhar palavras em vez de decodificá-las, escreve de forma apressada e abandona a atividade antes de concluí-la. Na combinada, os dois conjuntos se somam. Reconhecer qual apresentação predomina ajuda o professor a ajustar as estratégias, em vez de tratar todas as crianças com TDAH da mesma maneira.

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É mito afirmar que crianças com TDAH são menos inteligentes. Com diagnóstico precoce, apoio multidisciplinar e estratégias pedagógicas eficazes, elas podem apresentar inteligência dentro ou acima da média. O acompanhamento pode envolver psicopedagogos, psicólogos, fonoaudiólogos e outros profissionais, de acordo com as necessidades individuais.

Em sala de aula, é importante que os professores observem sinais como dificuldade em manter a atenção por longos períodos, impaciência, esquecimento de materiais, distração frequente e excesso de movimentos.

Na alfabetização, as principais dificuldades estão relacionadas à atenção, à memória, à autorregulação emocional e comportamental, à baixa motivação em tarefas repetitivas e, em alguns casos, à presença de comorbidades, como dislexia ou Transtorno Opositivo Desafiador (TOD). Diferentemente dos transtornos de linguagem, no TDAH o principal obstáculo está na manutenção do foco.

Para favorecer a aprendizagem, recomenda-se propor uma tarefa por vez, oferecer tempo extra para a execução, reduzir estímulos distratores e utilizar recursos visuais claros e objetivos. Estratégias práticas do cotidiano e instruções diretas também contribuem.

As dificuldades na escrita são comuns e podem estar associadas à impulsividade, à atenção reduzida e à coordenação motora fina. Medidas eficazes em sala são priorizar a qualidade em vez da quantidade, dividir atividades em etapas menores, respeitar o ritmo da criança e permitir pausas frequentes. O uso de recursos visuais, jogos, tecnologia e reforço positivo fortalece a motivação.

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Lidar com o TDAH na alfabetização exige paciência, planejamento e empatia. Com adaptações simples e apoio adequado, é possível transformar desafios em oportunidades, promovendo aprendizado significativo e inclusão escolar.


(*) Luciana Brites é CEO do Instituto NeuroSaber, psicopedagoga, psicomotricista, Doutoranda em Ciências do Desenvolvimento Humano e Mestra em Distúrbios do Desenvolvimento pelo Mackenzie, palestrante e autora de livros sobre educação e transtornos de aprendizagem. Instituto NeuroSaber https://institutoneurosaber.com.br

 

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