CUIABÁ

NATAL

Além do acendimento das luzes natalinas na quinta-feira (05), haverá uma programação intensa até o dia 14 de dezembro 

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A temporada de Natal no Sesc-MT começa hoje(5), a fachada do Sesc Arsenal ganha uma decoração especial com o acendimento das luzes natalinas, marcando o início das celebrações de fim de ano nas unidades.
A programação terá início às 20 horas, quando as luzes serão acesas e iluminarão a fachada. Será um espetáculo formado por vários canhões de led proporcionando uma bela apresentação de cores sincronizadas com músicas natalinas.
A Rua 13 de Junho, em frente a unidade, ficará fechada das 18h às 22h, apenas na quinta-feira, para que o público possa apreciar com tranquilidade o espetáculo.
Além das luzes externas, o público também pode apreciar a decoração natalina que já está enfeitando o Sesc Arsenal.
Em seguida, os visitantes também poderão desfrutar da apresentação de Wanessa Dias. A apresentação “Encantos de Natal” é um projeto da cantora e compositora, que convida os corações  um belo e musical passeio pela energia natalina.
Por meio de músicas que marcaram a história de Wanessa e com canções inéditas, compostas especialmente para a data festiva, a artista apresenta um repertório especialmente elaborado, trazendo a essência da harmonia e paz propícios para o período natalino.
Confira a programação natalina para o fim de semana no Sesc Arsenal.
Sábado (07)
A programação continua no sábado (07) pela manhã, das 9h às 10h30, com a apresentação da Cia Ciranda com o tema “Um Quarto de Brinquedos em uma noite de Natal”. O espetáculo é uma proposta elaborada a partir do olhar das crianças, e a abordagem de temas como amor, generosidade, gratidão, empatia, respeito às diferenças e solidariedade. É uma época rica em simbolismos e tradições, que permite a abordagem de valores fundamentais para o desenvolvimento de crianças cidadãs, conscientes e respeitadoras.
No período da noite, a programação começa às 18h com a apresentação musical de Yan Alvez, no jardim do Arsenal.
Às 19h, no Teatro do Arsenal, a Trupe Teatro de Brincar apresenta a peça “Histórias Mágicas de Natal”. O espetáculo traz para a cena uma mistura de teatro, brincadeiras, cantigas clássicas e memórias que só a noite de Natal pode proporcionar.
No palco, dois cantadores apresentam com muita ludicidade, bonecos e brincadeiras histórias com temáticas natalinas como “A lenda do Pinheirinho” e “A fada dos brinquedos abandonados” de Didier Lévy, que traz personagens como Anjinhos, Boneco de Neve e o querido Papai Noel. A peça também conta com trilha sonora ao vivo, com canções que marcaram gerações.
A entrada no evento será mediante a doação de 1kg de alimento não perecível (exceto sal) por pessoa. Os ingressos poderão ser retirados até 1 hora antes do evento, na porta do Teatro.
Domingo (08)
No domingo (8), a programação está recheada com muita diversão, músicas, danças e apresentações circenses. A partir das 17h, as crianças irão se divertir com jogos, brinquedos e brincadeiras durante a Gincana Natalina, no jardim do Arsenal. Os visitantes irão aproveitar a apresentação musical de Vini Carvalho, a partir das 17h30.
O palco do jardim do Arsenal também recebe, às 19h, a apresentação da companhia de dança Dreams Ballet. Em uma noite mágica e envolvente, os bailarinos levam ao público uma jornada onde o universo dos sonhos se materializa em movimentos. A cada ato, os bailarinos transformam o palco em um portal onde a realidade e a fantasia se encontram, transportando a plateia para mundos encantados, onde emoções e histórias ganham vida por meio da dança.
E às 20h chega a vez do espetáculo “Grande Circo do Palhaço Zabilim Plim Plim”, com a Associação Cultural em Cena Escola de Artes de Cuiabá (Aceceac), resgatando a ingenuidade do palhaço e levando a plateia ao universo lúdico das brincadeiras com malabares com bolinhas, equilíbrios de pratos, engolidor de Espadas, entre outros números clássicos.
Sobre o Sesc-MT   
O Serviço Social do Comércio (Sesc-MT) é uma entidade privada, financiada com as contribuições do empresariado, sem ônus para os empregados, ou a utilização de recursos públicos. Desde 1947, promove ações de saúde, lazer, educação, cultura e assistência, com o objetivo de fornecer o bem-estar social e a qualidade de vida dos trabalhadores do Comércio de Bens, Serviços e Turismo, de seus familiares e da comunidade em geral no estado de Mato Grosso.
Atualmente, o Sesc-MT administra 22 unidades fixas no estado e quatro unidades móveis que circulam pelos municípios do interior.
O Sistema S do Comércio é presidido pelo empresário José Wenceslau de Souza Júnior. A entidade é filiada à Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), que está sob o comando de José Roberto Tadros.

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AGRO & NEGÓCIOS

Indígenas Parecis mostram que produzir também é preservar a dignidade

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Campo Novo do Parecis, em Mato Grosso, abriga uma experiência pioneira no Brasil: a produção agrícola conduzida por indígenas dentro de seu próprio território, de forma organizada, coletiva e com olhar voltado para o futuro.

Durante reunião com lideranças indígenas da região, os pré-candidatos Dra. Paula Boaventura, à Câmara Federal, e Antônio Galvan, ao Senado, ouviram relatos fortes sobre a realidade dos Haliti-Pareci, povo que há anos enfrenta burocracias, embargos, preconceitos e visões ultrapassadas sobre o que é ser indígena no Brasil atual.


fAdilson Muziwane/Paula Boaventura

A principal mensagem deixada pelas lideranças foi clara: o indígena de hoje não pode ser condenado a viver como se o Brasil ainda estivesse em 1500. A cultura permanece, a tradição permanece, a família permanece. Mas o mundo mudou. A alimentação mudou. A saúde exige melhores condições. A educação exige investimento. E a dignidade exige trabalho.
“Somos seres humanos, somos brasileiros e temos o direito de viver bem dentro do nosso território, através do nosso próprio trabalho”, resumiu uma das lideranças.

Os Pareci defendem uma política pública que reconheça a diversidade dos povos indígenas. Só em Mato Grosso, são dezenas de etnias, cada uma com sua história, seu tempo de contato, sua cultura e sua realidade. Por isso, segundo eles, não é possível que uma única visão ideológica, muitas vezes construída longe das aldeias, determine o futuro de todos.

A experiência agrícola dos Pareci mostra que é possível produzir, gerar renda, manter a cultura e melhorar a qualidade de vida. Arnaldo Zuni Zakaê relata que, antes da agricultura, muitas famílias dependiam quase exclusivamente de aposentadorias, cargos na saúde ou na educação. Hoje, a produção abriu novas oportunidades: trabalho nas lavouras, cooperativas, associações, operação de máquinas, gestão, pesquisa, tecnologia e distribuição de renda.

O resultado, segundo os relatos, aparece na vida real. A população aumentou, a alimentação melhorou, a mortalidade caiu e os jovens passaram a enxergar futuro dentro do próprio território. “Saúde não se faz só com remédio. Saúde se faz com alimentação”, afirmou Arnaldo.

Também chamou atenção a participação das mulheres indígenas. Sônia Aparecida Zoazo Kamaero, agricultora, formada em Direito e especialista na área ambiental, explicou que a produção não rompeu com a cultura familiar, mas se adequou a ela. Segundo ela, na tradição Pareci, a mulher sempre teve papel fundamental na colheita, na formação da família e na transmissão de valores. Hoje, além disso, participa das decisões técnicas e econômicas.


“O homem é o guarda-chuva, a mulher é o pilar. Um não anda sem o outro”, afirmou Sônia.
O que os Pareci pedem não é privilégio. É segurança jurídica. É o direito de planejar a longo prazo. É poder acessar crédito, licenciamento, tecnologia e comercialização sem viver sob ameaça permanente de que uma mudança política ou uma interpretação burocrática paralise tudo.

Antônio Galvan, ex-presidente da Aprosoja MT e da Aprosoja Brasil, defendeu que os indígenas tenham direito real ao uso produtivo de parte de seus territórios, sempre com responsabilidade. Para ele, a experiência Pareci prova que o trabalho melhora a vida nas aldeias e pode servir de exemplo para outras etnias que desejam produzir.

Dra. Paula Boaventura também reforçou compromisso com a regulamentação, com a segurança jurídica e com políticas públicas que respeitem a autonomia indígena. De origem Bororo, ela destacou a importância da família, da tradição e do desenvolvimento como caminhos que podem andar juntos.

A reflexão que fica é simples: não se combate pobreza mantendo povos inteiros dependentes de assistencialismo. Também não se preserva cultura impedindo que indígenas estudem, produzam, empreendam e decidam seu próprio futuro.
O povo Pareci mostra que tradição e modernidade não são inimigas. O indígena pode preservar sua língua, seus rituais, seus pajés, sua família, suas mulheres, seus jovens e, ao mesmo tempo, plantar, colher, comercializar, estudar, usar tecnologia e melhorar de vida.
O Brasil precisa abandonar a visão romântica e atrasada de que o indígena só é indígena se estiver isolado da modernidade. Ser indígena é pertencer a um povo, a uma história e a uma cultura. Mas também é ser cidadão brasileiro, com direito à dignidade, ao trabalho, à renda e à liberdade de escolher o próprio caminho.
Campo Novo do Parecis talvez esteja mostrando ao país uma das discussões mais importantes do nosso tempo: o futuro indígena não deve ser imposto por gabinetes, ONGs ou ideologias. Deve ser construído ouvindo quem vive na aldeia, quem planta, quem colhe, quem cria os filhos e quem sabe, na prática, o que significa lutar por dignidade dentro do próprio território.
Os Pareci foram pioneiros. Agora, o desafio político é transformar essa experiência em política pública séria, segura e respeitosa, para que outras etnias que desejem seguir esse caminho também possam ter oportunidade de produzir, prosperar e viver melhor.

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por Luiz Henrique Menezes

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