CUIABÁ

QUINTAL DA MÚSICA

Diversidade musical envolve apresentações de MPB, Pop Rock, blues e samba, nas unidades da capital e no interior do estado

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A programação musical faz parte das atrações do mês de setembro do Serviço Social do Comércio (Sesc-MT), que conta com a participação de diversos artistas do estado. Uma variedade de gêneros musicais contempla as atividades das unidades do Sesc Arsenal, Dr. Meireles e Rondonópolis.

O Sesc Arsenal realiza a ‘Música Ao Vivo’ e o ‘Quintal da Música’ com um amplo repertório que envolve MPB, pop rock, blues, samba e música de viola, com apresentações de Diva Barros, Karola Nunes, Wanessa Dias, Cris Chaves e outros cantores.

Gabriel Carmo agita o Sesc Rondonópolis, com apresentação ao vivo no ‘Quintal da Música’. O evento também conta com exposição de artesanatos, feira gastronômica composta por comidas típicas mato-grossenses e espaço recreativo para as crianças.

Com o intuito de fomentar a cena artística musical, o Sesc Dr. Meireles recebe apresentações ao vivo que irão embalar as tardes do público em geral, enquanto usufruem das atividades do espaço.

Programação

O ‘Música Ao Vivo’ acontece de quarta-feira a domingo, das 17h30 às 21h, no jardim do Sesc Arsenal. O público pode desfrutar da diversidade de ritmos nas vozes de Diva Barros, Branco Barros, Wanessa Dias, Karola Nunes, Viviane Cantarela, Ariston Neto, Cris Chaves, Carol Brandelise, Joel Delatorre, Vinicius Carvalho, André Coruja, Zumba Beat e Luth Peixoto.

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Na sexta-feira (15), das 18h às 21h, o cantor Gabriel Carmo faz parte das atrações do ‘Quintal da Música’ do Sesc de Rondonópolis. As famílias serão embaladas pelo reggae e músicas brasileiras, enquanto aproveitam as atividades artísticas e se deliciam com as comidas típicas do estado.

Já nos dias 10 e 24 de setembro, a atração das tardes, entre 12h e 15h, fica por conta de Julio Coutinho e Márcia; e Diva Barros, no Sesc. Dr. Meireles. Enquanto aproveitam as opções disponíveis no espaço, o público pode apreciar a música regional de MT.

O Sistema S do Comércio, composto pela Fecomércio, Sesc, Senac e IPF em Mato Grosso, é presidido por José Wenceslau de Souza Júnior. A entidade é filiada à Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), que está sob o comando de José Roberto Tadros.

SERVIÇO

‘Música Ao Vivo’ no Sesc Arsenal

Quando: De quarta a domingo, das 17h30 às 21h

Onde: Espaço de Alimentação do Sesc Arsenal (Rua 13 de Junho, 1435 – Centro Sul, Cuiabá – MT)

Entrada gratuita

‘Quintal da Música’ – Com MP Rock

Quando: domingo (17), das 18h às 21h

Onde: Sesc Arsenal (Rua 13 de Junho, 1435 – Centro Sul, Cuiabá – MT)

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Entrada gratuita

CONFIRA AS ATRAÇÕES DE SETEMBRO DIA A DIA

Branco Barros – 02 e 24/09

André Coruja – 03 e 13/09

Diva Barros – 09/06

Viviane Cantarela – 07/09

Carol Brandalise e banda – 09/08

Wanessa Dias – 09, 20 e 28/09

Karola Nunes – 10 e 21/09

Vinícius Carvalho – 14/09

Joel Delatorre e Banda – 15/09

Ariston Neto – 16/09

Cris Chaves – Samba Rock – 22/09

Joel Delatorre – 23/09

Luth Peixoto – 27/09

Batida de Zumba – 29/09

Cris Chaves – 30/09

 

‘Quintal da Música’ – Com Gabriel Carmo

Quando: sexta-feira (15), das 18h às 21h

Onde: Sesc Rondonópolis (Alameda dos Cravos, S/N – Quadra 197 – Residencial Colina Verde – Sagrada Família, Rondonópolis-MT)

Entrada gratuita

 

‘Música Ao Vivo’ Sesc Dr. Meireles com Júlio Coutinho & Márcia; e Diva Barros

Quando: 10 e 24/09, das 12h às 15h

Onde: Sesc Dr. Meirelles (Av. Dr. Meirelles, nº 3.476 – São João Del Rei – Cuiabá-MT)

Entrada: Gratuita para comerciantes, pessoas com deficiência, doadores de sangue e idosos com mais de 60 anos. Público-geral: R$ 17,00 (meia) e R$ 35,00 (inteira)

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AGRO & NEGÓCIOS

Indígenas Parecis mostram que produzir também é preservar a dignidade

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Campo Novo do Parecis, em Mato Grosso, abriga uma experiência pioneira no Brasil: a produção agrícola conduzida por indígenas dentro de seu próprio território, de forma organizada, coletiva e com olhar voltado para o futuro.

Durante reunião com lideranças indígenas da região, os pré-candidatos Dra. Paula Boaventura, à Câmara Federal, e Antônio Galvan, ao Senado, ouviram relatos fortes sobre a realidade dos Haliti-Pareci, povo que há anos enfrenta burocracias, embargos, preconceitos e visões ultrapassadas sobre o que é ser indígena no Brasil atual.


fAdilson Muziwane/Paula Boaventura

A principal mensagem deixada pelas lideranças foi clara: o indígena de hoje não pode ser condenado a viver como se o Brasil ainda estivesse em 1500. A cultura permanece, a tradição permanece, a família permanece. Mas o mundo mudou. A alimentação mudou. A saúde exige melhores condições. A educação exige investimento. E a dignidade exige trabalho.
“Somos seres humanos, somos brasileiros e temos o direito de viver bem dentro do nosso território, através do nosso próprio trabalho”, resumiu uma das lideranças.

Os Pareci defendem uma política pública que reconheça a diversidade dos povos indígenas. Só em Mato Grosso, são dezenas de etnias, cada uma com sua história, seu tempo de contato, sua cultura e sua realidade. Por isso, segundo eles, não é possível que uma única visão ideológica, muitas vezes construída longe das aldeias, determine o futuro de todos.

A experiência agrícola dos Pareci mostra que é possível produzir, gerar renda, manter a cultura e melhorar a qualidade de vida. Arnaldo Zuni Zakaê relata que, antes da agricultura, muitas famílias dependiam quase exclusivamente de aposentadorias, cargos na saúde ou na educação. Hoje, a produção abriu novas oportunidades: trabalho nas lavouras, cooperativas, associações, operação de máquinas, gestão, pesquisa, tecnologia e distribuição de renda.

O resultado, segundo os relatos, aparece na vida real. A população aumentou, a alimentação melhorou, a mortalidade caiu e os jovens passaram a enxergar futuro dentro do próprio território. “Saúde não se faz só com remédio. Saúde se faz com alimentação”, afirmou Arnaldo.

Também chamou atenção a participação das mulheres indígenas. Sônia Aparecida Zoazo Kamaero, agricultora, formada em Direito e especialista na área ambiental, explicou que a produção não rompeu com a cultura familiar, mas se adequou a ela. Segundo ela, na tradição Pareci, a mulher sempre teve papel fundamental na colheita, na formação da família e na transmissão de valores. Hoje, além disso, participa das decisões técnicas e econômicas.


“O homem é o guarda-chuva, a mulher é o pilar. Um não anda sem o outro”, afirmou Sônia.
O que os Pareci pedem não é privilégio. É segurança jurídica. É o direito de planejar a longo prazo. É poder acessar crédito, licenciamento, tecnologia e comercialização sem viver sob ameaça permanente de que uma mudança política ou uma interpretação burocrática paralise tudo.

Antônio Galvan, ex-presidente da Aprosoja MT e da Aprosoja Brasil, defendeu que os indígenas tenham direito real ao uso produtivo de parte de seus territórios, sempre com responsabilidade. Para ele, a experiência Pareci prova que o trabalho melhora a vida nas aldeias e pode servir de exemplo para outras etnias que desejam produzir.

Dra. Paula Boaventura também reforçou compromisso com a regulamentação, com a segurança jurídica e com políticas públicas que respeitem a autonomia indígena. De origem Bororo, ela destacou a importância da família, da tradição e do desenvolvimento como caminhos que podem andar juntos.

A reflexão que fica é simples: não se combate pobreza mantendo povos inteiros dependentes de assistencialismo. Também não se preserva cultura impedindo que indígenas estudem, produzam, empreendam e decidam seu próprio futuro.
O povo Pareci mostra que tradição e modernidade não são inimigas. O indígena pode preservar sua língua, seus rituais, seus pajés, sua família, suas mulheres, seus jovens e, ao mesmo tempo, plantar, colher, comercializar, estudar, usar tecnologia e melhorar de vida.
O Brasil precisa abandonar a visão romântica e atrasada de que o indígena só é indígena se estiver isolado da modernidade. Ser indígena é pertencer a um povo, a uma história e a uma cultura. Mas também é ser cidadão brasileiro, com direito à dignidade, ao trabalho, à renda e à liberdade de escolher o próprio caminho.
Campo Novo do Parecis talvez esteja mostrando ao país uma das discussões mais importantes do nosso tempo: o futuro indígena não deve ser imposto por gabinetes, ONGs ou ideologias. Deve ser construído ouvindo quem vive na aldeia, quem planta, quem colhe, quem cria os filhos e quem sabe, na prática, o que significa lutar por dignidade dentro do próprio território.
Os Pareci foram pioneiros. Agora, o desafio político é transformar essa experiência em política pública séria, segura e respeitosa, para que outras etnias que desejem seguir esse caminho também possam ter oportunidade de produzir, prosperar e viver melhor.

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por Luiz Henrique Menezes

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