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Secretaria de Meio Ambiente promove em agosto o ‘Mês de Proteção ao Bem-Estar Animal em Cuiabá’ 

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A Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano Sustentável (SMADESS), via Diretoria de Bem-Estar Animal (DBEA), promoverá, a partir de 1º de agosto, o ‘Mês de Proteção ao Bem-Estar Animal’. Os eventos serão realizados em unidades de ensino, no auditório da Prefeitura de Cuiabá, canil municipal e na Praça Alencastro (confira a programação abaixo). Todas as atividades serão abertas à população em geral. 

A iniciativa tem como premissa, viabilizar um amplo debate sobre os assuntos inerentes ao tema, como a violência contra os animais,  o papel das Organizações Não Governamentais (ONGs) e a importância dos protetores de animais independentes, por meio de palestras e rodas de conversas, com a participação de convidados e representantes da sociedade civil. 

O secretári de Meio Ambiente,  Renivaldo Nascimento, afirmou que as ações são pautadas na efetivação da educação animal, contribuindo para diminuição de casos de maus-tratos e abandonos dos indefesos.

“Infelizmente, sabemos que em nossa cidade há muitos bichinhos em situação de vulnerabilidade social. Nós, enquanto gestores, temos que agir, para que esse mal se perpetue em nossa comunidade. Essa semana especial vem para mostrar justamente isso, que se cada um fizer a sua parte, vamos ter uma convivência muito melhor e mais agradável com eles”, salientou o gestor. 

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A titular da DBEA, Beatriz Del’Isola, pontuou que essa é mais uma proposta da gestão Emanuel Pinheiro em fazer com que ações do Executivo Municipal alcance aqueles que mais precisam. “Sabemos que muitos munícipes não tem condições, ou, muitas vezes não sabem tratar de maneira correta seus animais. A nossa ideia é justamente essa, levar conhecimento a todos, sejam eles, crianças e adultos, garantindo uma melhor qualidade de vida dos pets, partindo dos lares cuiabanos”, frisou. 

Dados oficiais

Somente nos primeiros seis meses deste ano, a Pasta prestou mais 600 atendimentos prestados à população, o que compreende castrações (310); resgates (82); assistência médica veterinária (70) e denúncias (166), no período de janeiro a junho.

Além disso, em maio, o prefeito  lançou a obras do Hospital Veterinário Municipal (HVM), o Complexo Manchinha, colocando,mais uma vez, a capital em evidência, como única da rede pública a dispor de um ambulatório de saúde destinado ao atendimento exclusivo de animais domésticos (cães e gatos).

Confira:

Data: 01 de agosto – Segunda-feira

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Palestra de combate aos Maus Tratos

Local: Auditório da Prefeitura de Cuiabá

Horário: 9h

05 de agosto – Sexta-feira

Feira de adoção

Local: Praça Alencastro

Horário: 8h

12 de agosto – Sexta-feira

Palestra para Ongs e Protetores Independentes

Local: Auditório da Prefeitura de Cuiabá

Horário: 9h

16 de agosto – Terça-feira

Lançamento do projeto O meu Amigo Humano

Local: Canil municipal

Horário: 9h

19 de agosto – Sexta-feira

Lançamento do projeto O Protetor Mirim

Local: Escola Municipal Tenente Octacílio Sebastião da Cruz

Horário: 9h

27 de agosto – Sábado

Evento Cão Folia

Local: Praça Alencastro

Horário: 16h. 

Fonte: Prefeitura de Cuiabá MT

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Procedimento inédito em MT amplia precisão no tratamento das artérias do coração

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O Hospital Santa Rosa realizou, na última semana o primeiro procedimento em Mato Grosso com tecnologia que combina o ultrassom intracoronário, conhecido como IVUS, e a espectroscopia por infravermelho próximo (NIRS), em uma única avaliação das artérias do coração.

Utilizado durante o cateterismo cardíaco, o sistema permite que o cardiologista observe não apenas o estreitamento da artéria, mas também as características da parede do vaso e a composição das placas de aterosclerose, fornecendo informações adicionais que podem auxiliar no planejamento do tratamento.

O procedimento inaugural foi conduzido pelos cardiologistas intervencionistas Leandro Mandaloufas e Nelson Artur dos Reis, do Hospital Santa Rosa.

Segundo o Dr. Mandaloufas, a associação das duas tecnologias acrescenta informações que não podem ser obtidas somente pela angiografia coronária convencional.

“A angiografia continua sendo fundamental para identificarmos as obstruções, mas mostra principalmente a passagem do contraste pelo interior da artéria, como uma silhueta da circulação. Com o ultrassom intracoronário, conseguimos visualizar a artéria por dentro e avaliar detalhes que não aparecem apenas no raio X”, explica.

Artéria observada por dentro

O ultrassom intracoronário é realizado por meio de um pequeno cateter fino, equipado com um pequeno transdutor de ultrassom em sua extremidade, introduzido nas artérias coronárias durante o cateterismo.

As imagens produzidas permitem analisar o tamanho real da artéria, a quantidade e a extensão das placas de aterosclerose, o grau de calcificação e outras características da parede do vaso. Essas informações são utilizadas tanto na avaliação da doença coronariana quanto no planejamento da angioplastia.

Durante o tratamento de uma obstrução, o IVUS auxilia o cardiologista na escolha do diâmetro e do comprimento mais adequados do stent — pequena estrutura metálica implantada para manter a artéria aberta. Após a implantação, o exame também permite verificar se o stent ficou adequadamente expandido e bem posicionado.

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“Quando conhecemos as dimensões reais da artéria e a extensão da doença, conseguimos planejar melhor o procedimento. O ultrassom ajuda na escolha do stent e permite confirmar se ele ficou corretamente implantado, o que é importante para aumentar a segurança e otimizar o resultado do tratamento”, afirma Mandaloufas.

Embora a angiografia continue sendo o exame padrão para diagnosticar as obstruções das artérias coronárias, os métodos de imagem intracoronária vêm sendo cada vez mais utilizados nos principais centros cardiovasculares do mundo por fornecerem informações adicionais que auxiliam no planejamento e na otimização da angioplastia, especialmente em casos mais complexos.

Infravermelho analisa a placa

O diferencial da plataforma é a associação do ultrassom intracoronário com a espectroscopia no infravermelho próximo (NIRS). Enquanto o IVUS mostra a anatomia da artéria, o NIRS fornece informações sobre a composição da placa de aterosclerose.

é a associação do ultrassom intracoronário com a espectroscopia no infravermelho próximo (NIRS). Enquanto o IVUS mostra a anatomia da artéria, o NIRS fornece informações sobre a composição da placa de aterosclerose.


“O NIRS funciona como uma espécie de scanner da placa. Ele identifica regiões com elevado conteúdo de lipídios que poderiam não ser percebidas apenas pela angiografia. Assim, além de saber onde está a obstrução, conseguimos compreender melhor as características daquela lesão”, explica o cardiologista.

A identificação de uma placa rica em lipídios não significa que o paciente necessariamente sofrerá um infarto. Essa informação deve ser interpretada em conjunto com o quadro clínico, os fatores de risco, os sintomas e os demais exames para auxiliar na avaliação da doença e no planejamento do tratamento.

“Enquanto o ultrassom mostra a estrutura da artéria, o infravermelho revela a composição da placa. A combinação dessas informações nos permite compreender melhor cada caso e individualizar o tratamento de acordo com as características de cada paciente”, acrescenta dr. Mandaloufas.

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Tecnologias são complementares

A utilização conjunta dessas tecnologias não substitui a angiografia coronária. As tecnologias são complementares e podem ser empregadas quando o cardiologista necessita de uma avaliação mais detalhada da lesão ou de informações adicionais para planejar e otimizar a angioplastia.

Além do estreitamento da artéria, a imagem intracoronária permite avaliar a espessura e a extensão da placa, o grau de calcificação, alterações na arquitetura do vaso e o seu diâmetro verdadeiro.

Estudos clínicos randomizados e metanálises demonstram que a angioplastia guiada pelo ultrassom intracoronário proporciona melhor dimensionamento e expansão dos stents e está associada à redução de eventos cardiovasculares, como trombose do stent, necessidade de nova intervenção na mesma artéria e infarto relacionado ao vaso tratado, especialmente em procedimentos mais complexos.

A espectroscopia por infravermelho acrescenta a identificação e a quantificação do conteúdo lipídico das placas, informação utilizada para aprimorar a avaliação do risco e o planejamento do tratamento.

“Não se trata de substituir os exames que já utilizamos, mas de agregar informações. Quanto melhor conhecemos a anatomia da artéria e as características da placa, mais precisas e individualizadas podem ser as decisões sobre o tratamento, sempre considerando o quadro clínico de cada paciente”, conclui Mandaloufas.

O Hospital Santa Rosa reforça seu pioneirismo na cardiologia ao realizar o primeiro procedimento desse tipo em Mato Grosso. A instituição reúne cardiologista no Pronto Atendimento, Unidade Coronariana, Hemodinâmica, Centro Cirúrgico, consultas ambulatoriais e exames cardiológicos, de imagem e laboratoriais, compondo uma linha de cuidado que acompanha o paciente da avaliação inicial aos procedimentos de maior complexidade.

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