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Estudantes da ECIMC Prof.ª Maria Dimpina Lobo Duarte participam da quarta visita guiada ao legislativo municipal

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Estudantes da Escola Cívico-Militar Cuiabana (ECIMC) Prof.ª Maria Dimpina Lobo Duarte visitaram nesta quinta-feira (23), a Câmara Municipal de Cuiabá. Participaram da quarta visita guiada do Projeto Cuiabaninhos, 34 estudantes do 9º Ano da unidade educacional. A iniciativa do Núcleo da Escola do Legislativo é realizada em parceria com a Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Educação.

O Projeto tem como objetivo apresentar aos estudantes do Ensino Fundamental como funciona a Casa de Leis. O projeto funciona desde 2019 e foi retomado em abril deste ano, após o período de pandemia da COVID 19. Por meio da iniciativa, 139 estudantes das Escolas Municipais de Educação Básica Prof. Ranulpho Paes de Barros, do bairro Santa Izabel; Senador Darcy Ribeiro, do Jardim Industriário I; e Dejani Ribeiro de Campos, do Jardim Vitória, já participaram da visita guiada.

Os estudantes da ECIMC Prof.ª Maria Dimpina Lobo Duarte, localizada no bairro Coxipó da Ponte, na capital, foram acompanhados de um professor, o monitor Sgt. Marcílio Alves de Almeida, o assessor pedagógico da Secretaria Municipal de Educação, Edmilson Moraes, e servidores da Secretaria de Ações Institucionais do Poder Legislativo.

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Os alunos conheceram o marco geodésico da América do Sul onde está o Obelisco na Praça Moreira Cabral, a história da Câmara Municipal de Cuiabá e as suas instalações. Depois participam de uma palestra sobre o Poder Legislativo, no auditório Ana Maria Couto, e terminam a visita no Plenário das Deliberações Paulo de Campos Borges, onde foram recebidos pelo presidente da Casa, o vereador Juca do Guarana Filho, e outros vereadores.

O Sgt. Marcílio Alves de Almeida falou sobre a iniciativa. “É um Projeto importante para todos nós, professores, monitores e estudantes e fortalece o processo de construção da cidadania”, destacou.

O assessor pedagógico da Secretaria de Educação, Edmilson Moraes, parabenizou a iniciativa e disse que no segundo semestre, outras unidades estarão participando. “Devido ao recesso escolar e o recesso da Câmara Municipal o Projeto será suspenso. Mas, já estamos em tratativas com o legislativo municipal e em agosto, o Projeto Cuiabaninhos será retomado, para dar oportunidade aos estudantes dos 8º e 9º Anos, das escolas do  campo, de visitarem a Casa de Leis”, disse ele.

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A estudante do 9º Ano Nathaly Lombardi da Silva Pinto, 15 anos, destacou o papel importante da iniciativa na Educação Política dos jovens. “O Projeto nos faz refletir na importância do legislativo, na vida da cidade. Conhecer a sua estrutura e funcionamento nos ajuda na escolha dos nossos representantes e a importância do trabalho realizado pelos vereadores para o desenvolvimento da nossa cidade. Este é um espaço de voz também para os jovens”, disse ela.

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Procedimento inédito em MT amplia precisão no tratamento das artérias do coração

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O Hospital Santa Rosa realizou, na última semana o primeiro procedimento em Mato Grosso com tecnologia que combina o ultrassom intracoronário, conhecido como IVUS, e a espectroscopia por infravermelho próximo (NIRS), em uma única avaliação das artérias do coração.

Utilizado durante o cateterismo cardíaco, o sistema permite que o cardiologista observe não apenas o estreitamento da artéria, mas também as características da parede do vaso e a composição das placas de aterosclerose, fornecendo informações adicionais que podem auxiliar no planejamento do tratamento.

O procedimento inaugural foi conduzido pelos cardiologistas intervencionistas Leandro Mandaloufas e Nelson Artur dos Reis, do Hospital Santa Rosa.

Segundo o Dr. Mandaloufas, a associação das duas tecnologias acrescenta informações que não podem ser obtidas somente pela angiografia coronária convencional.

“A angiografia continua sendo fundamental para identificarmos as obstruções, mas mostra principalmente a passagem do contraste pelo interior da artéria, como uma silhueta da circulação. Com o ultrassom intracoronário, conseguimos visualizar a artéria por dentro e avaliar detalhes que não aparecem apenas no raio X”, explica.

Artéria observada por dentro

O ultrassom intracoronário é realizado por meio de um pequeno cateter fino, equipado com um pequeno transdutor de ultrassom em sua extremidade, introduzido nas artérias coronárias durante o cateterismo.

As imagens produzidas permitem analisar o tamanho real da artéria, a quantidade e a extensão das placas de aterosclerose, o grau de calcificação e outras características da parede do vaso. Essas informações são utilizadas tanto na avaliação da doença coronariana quanto no planejamento da angioplastia.

Durante o tratamento de uma obstrução, o IVUS auxilia o cardiologista na escolha do diâmetro e do comprimento mais adequados do stent — pequena estrutura metálica implantada para manter a artéria aberta. Após a implantação, o exame também permite verificar se o stent ficou adequadamente expandido e bem posicionado.

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“Quando conhecemos as dimensões reais da artéria e a extensão da doença, conseguimos planejar melhor o procedimento. O ultrassom ajuda na escolha do stent e permite confirmar se ele ficou corretamente implantado, o que é importante para aumentar a segurança e otimizar o resultado do tratamento”, afirma Mandaloufas.

Embora a angiografia continue sendo o exame padrão para diagnosticar as obstruções das artérias coronárias, os métodos de imagem intracoronária vêm sendo cada vez mais utilizados nos principais centros cardiovasculares do mundo por fornecerem informações adicionais que auxiliam no planejamento e na otimização da angioplastia, especialmente em casos mais complexos.

Infravermelho analisa a placa

O diferencial da plataforma é a associação do ultrassom intracoronário com a espectroscopia no infravermelho próximo (NIRS). Enquanto o IVUS mostra a anatomia da artéria, o NIRS fornece informações sobre a composição da placa de aterosclerose.

é a associação do ultrassom intracoronário com a espectroscopia no infravermelho próximo (NIRS). Enquanto o IVUS mostra a anatomia da artéria, o NIRS fornece informações sobre a composição da placa de aterosclerose.


“O NIRS funciona como uma espécie de scanner da placa. Ele identifica regiões com elevado conteúdo de lipídios que poderiam não ser percebidas apenas pela angiografia. Assim, além de saber onde está a obstrução, conseguimos compreender melhor as características daquela lesão”, explica o cardiologista.

A identificação de uma placa rica em lipídios não significa que o paciente necessariamente sofrerá um infarto. Essa informação deve ser interpretada em conjunto com o quadro clínico, os fatores de risco, os sintomas e os demais exames para auxiliar na avaliação da doença e no planejamento do tratamento.

“Enquanto o ultrassom mostra a estrutura da artéria, o infravermelho revela a composição da placa. A combinação dessas informações nos permite compreender melhor cada caso e individualizar o tratamento de acordo com as características de cada paciente”, acrescenta dr. Mandaloufas.

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Tecnologias são complementares

A utilização conjunta dessas tecnologias não substitui a angiografia coronária. As tecnologias são complementares e podem ser empregadas quando o cardiologista necessita de uma avaliação mais detalhada da lesão ou de informações adicionais para planejar e otimizar a angioplastia.

Além do estreitamento da artéria, a imagem intracoronária permite avaliar a espessura e a extensão da placa, o grau de calcificação, alterações na arquitetura do vaso e o seu diâmetro verdadeiro.

Estudos clínicos randomizados e metanálises demonstram que a angioplastia guiada pelo ultrassom intracoronário proporciona melhor dimensionamento e expansão dos stents e está associada à redução de eventos cardiovasculares, como trombose do stent, necessidade de nova intervenção na mesma artéria e infarto relacionado ao vaso tratado, especialmente em procedimentos mais complexos.

A espectroscopia por infravermelho acrescenta a identificação e a quantificação do conteúdo lipídico das placas, informação utilizada para aprimorar a avaliação do risco e o planejamento do tratamento.

“Não se trata de substituir os exames que já utilizamos, mas de agregar informações. Quanto melhor conhecemos a anatomia da artéria e as características da placa, mais precisas e individualizadas podem ser as decisões sobre o tratamento, sempre considerando o quadro clínico de cada paciente”, conclui Mandaloufas.

O Hospital Santa Rosa reforça seu pioneirismo na cardiologia ao realizar o primeiro procedimento desse tipo em Mato Grosso. A instituição reúne cardiologista no Pronto Atendimento, Unidade Coronariana, Hemodinâmica, Centro Cirúrgico, consultas ambulatoriais e exames cardiológicos, de imagem e laboratoriais, compondo uma linha de cuidado que acompanha o paciente da avaliação inicial aos procedimentos de maior complexidade.

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