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Produtores aprovam pautas ligadas à sustentabilidade e segurança jurídica

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A Associação Brasileira dos Produtores de Soja promoveu nesta sexta-feira (5/8) o 1º Congresso Brasileiro dos Produtores de Soja (CBPS 2022). O evento aconteceu no Centro de Eventos Brasil 21, em Brasília, e reuniu cerca de 200 produtores rurais associados às 16 Aprosojas estaduais.

O objetivo central foi aprovar a pauta nacional da entidade para os próximos quatro anos, além de reforçar o papel da sustentabilidade como diferencial competitivo da soja brasileira.

A parte da manhã do Congresso foi dedicada à apresentação de dados científicos para produtores e representantes do corpo diplomático de países consumidores da soja brasileira, entre eles África do Sul, Alemanha, Egito, Holanda, Malta, Portugal, Reino Unido, Rússia e Turquia.

No painel de sustentabilidade, o pesquisador do Departamento de Ciência do Solo da Escola Superior da Agricultura da Universidade de São Paulo (Esalq/USP), professor Carlos Eduardo Cerri, apresentou um estudo que evidencia o papel da soja como um aliado na redução das mudanças climáticas por meio do sequestro de carbono.

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Na sequência, o engenheiro agrônomo e pesquisador Gustavo Spadotti, da Embrapa, falou sobre uso e ocupação do solo no Brasil e reforçou a importância dos serviços ambientais realizados pelos produtores rurais e seus benefícios como um diferencial da soja brasileira.

Já no segundo painel, o consultor Jeferson Souza, da Agrinvest, trouxe um panorama que explica os motivos para a elevação do preço dos fertilizantes no mundo.

Em seguida, o diretor da consultoria Pátria Agronegócios, Matheus Pereira, apresentou o cenário sobre o comportamento dos preços da soja e do milho aos produtores brasileiros.

À tarde a Aprosoja Brasil promoveu uma assembleia, em que foi deliberada a pauta da entidade para os próximos quatro anos, incluindo matérias em tramitação no Congresso Nacional como os projetos de lei dos Defensivos (PL 1.459/2022), o Licenciamento Ambiental (PL 2.159/2021), entre outros.

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Circuito Aprosoja reúne produtores em Alta Floresta e debate endividamento, FETAB e desafios do agro em MT

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A manhã desta segunda-feira (18) foi marcada pela realização do 20º Circuito Aprosoja, em Alta Floresta, no extremo norte de Mato Grosso. O encontro reuniu produtores rurais, empresários e lideranças do setor na sede do SIMENORTE, Sindicato dos Madeireiros do Extremo Norte de Mato Grosso.


Representando a Aprosoja-MT, o vice-presidente Luiz Pedro Bier fez um balanço dos últimos anos de atuação da entidade e destacou os principais desafios enfrentados pela agricultura mato-grossense. Entre os temas abordados estiveram o endividamento dos produtores, insegurança jurídica no campo, ameaças de invasão de terras, instabilidades climáticas, restrições ao crédito rural, regularização ambiental, logística e a cobrança do FETAB.


Durante a apresentação, Bier afirmou que o setor produtivo tem enfrentado uma combinação de fatores que pressionam diretamente a atividade no campo. Segundo ele, a queda no preço da soja, o aumento dos custos de produção, os juros elevados, a seca em algumas regiões e o excesso de chuvas em outras criaram um cenário de forte preocupação para os produtores.

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O vice-presidente também destacou a atuação da Aprosoja em pautas como a regularização do CAR, a defesa da propriedade privada, o enfrentamento à moratória da soja e o diálogo com instituições financeiras em busca de alternativas para o endividamento rural.


Outro ponto de destaque foi o FETAB. Bier afirmou que a entidade, junto com outras organizações do setor produtivo, tem trabalhado para evitar novos aumentos e buscar alívio ao produtor rural. Segundo ele, os congelamentos recentes e a possível não reedição do chamado FETAB 2 podem representar uma economia expressiva para o setor.

O ex-presidente da Aprosoja Brasil, Antônio Galvan, também participou do encontro e falou sobre o impacto do FETAB no bolso do produtor, reforçando a cobrança por medidas que aliviem a carga sobre quem produz em Mato Grosso.

O evento também contou com palestra do professor HOC, que abordou temas ligados à geopolítica e seus reflexos no agronegócio brasileiro, especialmente em um momento de instabilidade econômica, disputas comerciais e mudanças no cenário internacional.


O Circuito Aprosoja em Alta Floresta reforçou a importância do debate regionalizado, ouvindo produtores e levando informações sobre as ações da entidade em defesa do setor produtivo mato-grossense.

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