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Polícia Militar prende 38 pessoas envolvidas com o tráfico em Cuiabá

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DANA CAMPOS
Assessoria/PMMT

A Polícia Militar de Mato Grosso prendeu 38 pessoas, apreendeu 335 unidades de substâncias análogas a maconha e pasta base de cocaína e um revólver calibre 38, durante mais uma operação Sýn Érgon, que tem como objetivo combater o tráfico de drogas. A ação foi realizada em conjunto com a Polícia Judiciária Civil (PJC) e o Ministério Público Estadual (MPE), entre os dias 21 de dezembro e 03 deste mês, em Cuiabá. Nesse período foram estouradas 29 ‘bocas de fumo’, localizadas nas quatro regiões da capital.

Conforme o comandante do Comando Regional de Cuiabá (CR I), coronel Zaqueu Barbosa, esse enfrentamento reflete diretamente na redução dos índices de criminalidade. Segundo o comandante, a partir da implantação do Programa de Ação de Segurança (PAS), feito pela então Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), a Polícia Militar tem conseguido reduzir os índices de criminalidade que estão diretamente relacionados ao tráfico de drogas.

Em novembro, por exemplo, dos índices que a Polícia Militar trabalha para o monitoramento da criminalidade (homicídios, entorpecentes, latrocínio, roubo e furto), houve a redução de 30% nos casos de homicídios registrados em Cuiabá. Em 2009, foram registrados pela PM 27 ocorrências e no ano passado foram 10. Comparados esses índices entre os meses de janeiro a novembro dos dois anos, de nove parâmetros analisados, cinco sofreram redução.

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As ocorrências de latrocínio (roubo seguido de morte) e roubo de motocicleta foram os que apresentaram maiores quedas, com 45% e 15%, respectivamente. De janeiro a novembro de 2009, foram registrados 11 casos de latrocínio, enquanto nesse mesmo período de 2010 foram seis. Os roubos de motocicletas foram 287 ocorrências em 2009 e 243, em 2010. Os outros índices que sofreram quedas nesse mesmo período foram: roubo de automóvel (6%), roubo e homicídios, ambos com redução de 5%. Os parâmetros do mês de dezembro estão sendo computados, mesmo assim, afirma o coronel Zaqueu, os índices de criminalidade em Cuiabá se manterão em queda.

“Quando há o enfrentamento direto do tráfico de entorpecente há um reflexo bastante positivo nos índices de criminalidade. Essa queda é resultado do trabalho que vem sendo desempenhado pela corporação, com o apoio de outros setores da segurança pública, no combate ao tráfico de drogas”, diz o coronel Zaqueu.

Para o comandante geral da PM, o coronel Osmar Lino Farias, desde que assumiu o comando da corporação, e que foi implantado o PAS, o policiamento ordinário em todo o Estado foi intensificado e operações integradas com o MPE e a PJC foram realizadas de forma frequente. “Desde abril já conseguimos estourar quase 2 mil bocas em todo Mato Grosso, nos quais foram apreendidos mais de 300 quilos de droga e retiradas 45 armas de circulação”, enfatiza. “Graças a essas operações, conseguimos prender, em todo o Estado, cerca 3,2 mil pessoas”, conclui o coronel Farias.

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Segundo o comandante geral, o apoio dos Conselhos de Segurança (Conseg) e da população em geral tem sido fundamental para o combate ao tráfico de drogas. “A sociedade tem ajudado muito por meio das denúncias que são feitas por telefone e nas próprias unidades de polícia. São informações importantes que são repassadas aos policiais do Serviço de Inteligência que identificam os pontos de comércio de drogas e com o apoio do serviço ordinário fazem as prisões e apreensões”, diz Farias.

O comandante geral da PM enfatiza que as denúncias podem ser feitas pelo telefone 0800-65-3939. Por esse meio de contato, a informação é recebida diretamente pela Diretoria da Central de Inteligência da PM, que mantém sigilo absoluto das ligações e não solicita que o cidadão se identifique. Outro número que também pode ser usado para realizar denúncias é o 190, mais utilizado para situações emergenciais.

Fonte: PM MT

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BOMBA NA SAÚDE PÚBLICA DE CUIABÁ E VÁRZEA GRANDE: SAMU À BEIRA DO COLAPSO?

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Uma denúncia grave, feita por uma fonte anônima ligada diretamente ao Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), acende um alerta vermelho na saúde pública da Baixada Cuiabana. Segundo relato obtido pelo SaranNews, uma reunião realizada nesta terça-feira (24) teria confirmado o desligamento de 56 profissionais, entre enfermeiros, técnicos e condutores. O impacto vai além dos números: cinco bases do SAMU devem ser desativadas, sendo três em Várzea Grande e duas em Cuiabá.


A consequência? Menos viaturas nas ruas, aumento no tempo de resposta e, possivelmente, vidas em risco. “Quem vai sofrer com esse desmonte é a população”, relatou a fonte.

SUCATEAMENTO PROGRAMADO?

De acordo com a denúncia, o cenário levanta suspeitas ainda mais graves. Profissionais afirmam que houve recentemente um termo de cooperação entre o SAMU e o Corpo de Bombeiros, que, na prática, deveria fortalecer o atendimento pré-hospitalar.

Mas o que estaria acontecendo é o oposto.

“Desde esse acordo, o SAMU só vem sendo sucateado”, afirma a fonte. Sem reposição de pessoal, contratos sendo encerrados e bases sendo fechadas, cresce a percepção interna de que o serviço pode estar sendo enfraquecido propositalmente.

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PERGUNTAS QUE NÃO QUEREM CALAR

  • Quem ganha com o enfraquecimento do SAMU?
  • Por que desligar profissionais sem abrir novos processos seletivos?
  • Em uma região que cresce rapidamente, faz sentido fechar bases de emergência?
  • Estariam preparando o terreno para que outra instituição assuma totalmente o serviço?

A suspeita levantada é preocupante: primeiro sucateia, depois aponta a falha… e então substitui.


“Daqui a pouco vão dizer que o SAMU não funciona mais e justificar que só o bombeiro assuma”, disse a fonte.

IMPACTO DIRETO NA POPULAÇÃO

Hoje, entre Cuiabá e Várzea Grande, existem 12 bases operacionais. Com a possível desativação de cinco, o sistema perderia quase metade da sua estrutura ativa.
Isso significa: Mais demora no atendimento, Menor cobertura nas regiões periféricas, Risco real de aumento de mortes evitáveis
Em casos de urgência, minutos salvam vidas. E cada base fechada pode representar tempo perdido entre a vida e a morte.


Diante da gravidade da situação, uma comissão de profissionais deve ir até a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) nesta quarta-feira (25), em busca de apoio político e respostas.

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A pergunta agora é: o poder público vai agir antes que o sistema entre em colapso?
POSICIONAMENTO OFICIAL
A reportagem do SaranNews buscou posicionamento junto ao Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso. A tenente-coronel Poliana Simões, responsável pela BM5 (setor de comunicação) informou que solicitou o envio de um e-mail formal para encaminhamento da demanda aos setores competentes.
O e-mail já foi enviado pela reportagem, e a expectativa é de que uma resposta oficial e qualificada seja encaminhada nesta quarta-feira (25).
Até o momento, não houve manifestação oficial sobre as possíveis demissões e desativações de bases. Se confirmado, o que está em curso pode não ser apenas uma reestruturação… mas sim um dos maiores desmontes do atendimento de urgência da história recente da Baixada Cuiabana.
E quando o socorro não chega a tempo, não tem discurso que resolva.

Colaborou: Luiz Henrique Menezes

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