Mais de 580 quilos de skunk (supermaconha) foram apreendidos na noite de sábado (22.07) e madrugada de domingo (23), na Operação Unitas, deflagrada pela Polícia Civil de Mato Grosso, por meio da Delegacia Especializada de Repressão a Entorpecentes (DRE) e Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, pela 2ª Delegacia de Dourados e 1ª Delegacia de Coxim.
As investigações contaram com apoio do Núcleo de Inteligência da Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos (DRCI), da Polícia Civil de Mato Grosso.
Parte da grande quantidade de droga foi apreendida dentro de um caminhão na cidade de Coxim (MS) e o restante do entorpecente foi encontrado em uma “casa cofre”, na cidade de Dourados (MS). Cinco pessoas foram presas pelos crimes de tráfico de drogas e associação para o tráfico.
Em trabalho de combate ao tráfico de drogas interestadual, a equipe da DRE vinha monitorando um trecho entre os estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, utilizado como rota para “mulas” (pessoas que fazem o transporte de entorpecentes), local onde já teriam ocorrido várias prisões anteriores.
A investigação tinha como alvo duas mulheres, com passagens anteriores por tráfico de drogas, inclusive no estado de Mato Grosso do Sul e ligadas a uma facção local. Segundo as informações, as suspeitas estavam recrutando novas mulheres para fazer o transporte da droga, em grande parte dos casos em caminhões que oferecem carona na estrada.
Após troca de informações com a equipe da 1ª Delegacia de Dourados, os policiais da DRE foram para o estado de Mato Grosso do Sul, onde identificaram uma residência utilizada como “casa cofre” para guarda de entorpecentes. As investigações também descobriram que parte da droga já estava na estrada, sendo transportada para Mato Grosso.
Apreensão
Diante das informações, a equipe da DRE com apoio de policiais da 1º Delegacia de Coxim realizaram a abordagem de caminhões na estrada, na noite de sábado (22), conseguindo efetuar a prisão de duas mulheres, que estavam atuando como “mulas”. Com elas, foram apreendidos diversos tabletes de maconha tipo skunk, totalizando cerca de 80 quilos do entorpecente.
Em continuidade às diligências, na madrugada de domingo (23), os policiais da DRE e da 1ª Delegacia de Dourados realizaram a abordagem na casa cofre, onde encontraram o carregamento de tabletes de skunk, totalizando mais de 200 quilos da droga. Enquanto estavam no local, um carro estacionou na residência, estando em seu interior um casal que transportava mais de 300 quilos de entorpecentes no interior do veículo.
Na casa também foi encontrado um veículo Renault Sandeiro produto de roubo, ocorrido no mês de maio em Cuiabá. No total, cinco pessoas foram presas, sendo três de Mato Grosso e duas da cidade de Coxim (MS). O flagrante da droga apreendida na estrada foi lavrado na Delegacia de Coxim. O entorpecente apreendido na casa cofre e os suspeitos foram conduzidos à Delegacia de Dourados onde foi lavrado o flagrante.
A manhã deste domingo (14) foi marcada por mais uma tragédia na MT-251, rodovia que liga Cuiabá a Chapada dos Guimarães. O jovem motociclista Márcio J. D. Pontes Sampaio, de apenas 18 anos, morreu após perder o controle da motocicleta em uma curva entre a Salgadeira e o Portão do Inferno. Segundo informações divulgadas pelas autoridades, ele colidiu contra a proteção lateral da pista e foi arremessado para fora da rodovia.
A notícia abalou familiares, amigos e toda a comunidade motociclista de Mato Grosso. A Associação dos Pilotos de Mato Grosso emitiu uma nota de pesar lamentando a perda precoce de mais um apaixonado pelas duas rodas.
Mas, diante de mais uma cruz invisível fincada naquela serra, surge uma pergunta que precisa ser feita: o que está acontecendo naquele trecho da estrada?
Não é a primeira vez que uma vida é interrompida em circunstâncias semelhantes. Nos últimos anos, outros acidentes graves foram registrados justamente em curvas conhecidas pelos motociclistas que frequentam a região aos finais de semana. O local se tornou uma espécie de ponto de encontro para amantes da velocidade, da adrenalina e da fotografia.
E aqui é importante deixar algo muito claro: não se trata de apontar culpados.
Os fotógrafos que passam horas registrando a beleza das motos e a habilidade dos pilotos não podem ser responsabilizados por decisões tomadas no guidão. Eles apenas eternizam momentos que acontecem na estrada. Mas talvez seja necessário refletir sobre um comportamento que tem se tornado cada vez mais comum. Em tempos de redes sociais, curtidas e compartilhamentos, muitos motociclistas sonham com a foto perfeita. A imagem da curva impecável. O joelho próximo ao asfalto. A inclinação extrema. A pose que transmite domínio absoluto da máquina.
A foto rende admiração. O vídeo ganha visualizações. Os comentários elogiam a coragem. Mas a física não conhece curtidas. A gravidade não se impressiona com seguidores. E a curva não distingue quem é iniciante ou experiente. Em uma fração de segundo, a linha entre uma fotografia memorável e uma tragédia pode desaparecer. Talvez a reflexão mais dura seja justamente essa: até que ponto a busca por reconhecimento, aprovação ou pela sensação de parecer um piloto profissional pode fazer alguém esquecer o principal motivo de voltar para casa?
A segurança.
Nenhuma imagem vale uma vida. Nenhum vídeo vale o sofrimento de uma mãe. Nenhuma postagem vale o silêncio que fica quando um capacete não volta a ser usado. A Estrada de Chapada é uma das mais bonitas de Mato Grosso. Suas curvas atraem turistas, ciclistas, motociclistas e aventureiros de todo o Brasil. Mas beleza também exige respeito. Pilotar uma motocicleta é uma paixão legítima. É liberdade. É amizade. É irmandade. Mas paixão sem prudência pode se transformar em dor.
A morte de Márcio não deve servir para julgamentos, acusações ou disputas de narrativas. Deve servir para algo maior: consciência.
Que cada motociclista que passar por aquela curva daqui para frente lembre que a melhor foto continua sendo aquela tirada depois do passeio, ao lado dos amigos, com todos vivos para contar a história.
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