CUIABÁ

TOLERÂNCIA ZERO

Em comparação com o ano anterior houve um aumento de 67% no número de operações

Publicado em

A Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT) realizou 218 operações integradas entre as forças de segurança de janeiro a dezembro de 2024 em Mato Grosso, um crescimento de 67% em comparação com 2023, quando foram realizadas 130 operações.

As ações foram voltadas principalmente para o combate às facções criminosas, tráfico de drogas, redução dos índices de roubos, furtos e homicídios. Somente em 2024 foram investidos R$ 14,2 milhões para a realização dessas ações.

Desde a pandemia da Covid-19, em 2020, o número de operações integradas em Mato Grosso têm aumentado. Naquele ano foram realizadas 54 operações. Nos anos seguintes foram 67 em 2021, 90 em 2022, 130 em 2023 e, agora, 218 em 2024. Em comparação com o início da gestão, em 2019, quando foram realizadas 97 operações, o aumento nas ações foi de 124% nos últimos cinco anos.

As operações integradas são deflagradas de forma direta, com ordens de serviços da Secretaria Adjunta de Integração Operacional (Saiop), e por meio de apoio financeiro e estrutural às Polícias Militar e Civil. Os recursos investidos pelo Governo do Estado permitem ações permanentes e de forma pontual para atender a demanda especifica de cada região.

Leia Também:  Conhecimento voltado ao trabalho de inteligência na Segurança Pública é tema de capacitação

O secretário adjunto de Integração Operacional, coronel Fernando Augustinho de Oliveira, destacou a importância do trabalho conjunto entre as instituições de segurança pública.

“As forças policiais desempenham um trabalho importante, cada uma dentro da sua expertise. A Polícia Militar está no policiamento ostensivo, 24 horas nas ruas, e a Polícia Civil se empenhando nas investigações para elucidar os crimes e autuar os criminosos. Essa integração, aliada aos investimentos promovidos pelo Governo do Estado, são fundamentais para proporcionar esse trabalho integrado, e consequentemente, trazendo mais sensação de segurança para a população”, afirmou.

Entre as operações coordenadas pela Secretaria Adjunta Integração Operacional está a “Mancha Criminal”, realizada desde maio deste ano em Alto Araguaia, e voltada ao combate aos homicídios e ao tráfico de drogas

Já em Barra do Bugres, a Sesp deflagrou a operação “Voluntas Legis”, com o objetivo de reprimir crimes violentos e fortalecer a sensação de segurança nos municípios que integram o 7º Comando Regional. Desde o início da operação, em maio, a região tem recebido reforço policial para intensificar o policiamento ostensivo e preventivo.

Leia Também:  Mãe e filho responderão por apropriação de celular em Vila Rica

Destaca-se também a operação “Metrópole Segura”, conduzida de forma contínua e estratégica em áreas de maior demanda de Cuiabá e Várzea Grande, conforme análise realizada pela Sesp-MT.

No município de Sorriso, a operação “Vitae”, iniciada em janeiro de 2023, segue em andamento de forma ininterrupta.

Fonte: SESP

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

CIDADES

Entre a Curva e a Consciência: Quantas Vidas Ainda Precisarão Ser Perdidas na Estrada de Chapada?

Published

on

A manhã deste domingo (14) foi marcada por mais uma tragédia na MT-251, rodovia que liga Cuiabá a Chapada dos Guimarães. O jovem motociclista Márcio J. D. Pontes Sampaio, de apenas 18 anos, morreu após perder o controle da motocicleta em uma curva entre a Salgadeira e o Portão do Inferno. Segundo informações divulgadas pelas autoridades, ele colidiu contra a proteção lateral da pista e foi arremessado para fora da rodovia.

A notícia abalou familiares, amigos e toda a comunidade motociclista de Mato Grosso. A Associação dos Pilotos de Mato Grosso emitiu uma nota de pesar lamentando a perda precoce de mais um apaixonado pelas duas rodas.  

Mas, diante de mais uma cruz invisível fincada naquela serra, surge uma pergunta que precisa ser feita: o que está acontecendo naquele trecho da estrada?

Não é a primeira vez que uma vida é interrompida em circunstâncias semelhantes. Nos últimos anos, outros acidentes graves foram registrados justamente em curvas conhecidas pelos motociclistas que frequentam a região aos finais de semana. O local se tornou uma espécie de ponto de encontro para amantes da velocidade, da adrenalina e da fotografia.

E aqui é importante deixar algo muito claro: não se trata de apontar culpados.

Os fotógrafos que passam horas registrando a beleza das motos e a habilidade dos pilotos não podem ser responsabilizados por decisões tomadas no guidão. Eles apenas eternizam momentos que acontecem na estrada. Mas talvez seja necessário refletir sobre um comportamento que tem se tornado cada vez mais comum. Em tempos de redes sociais, curtidas e compartilhamentos, muitos motociclistas sonham com a foto perfeita. A imagem da curva impecável. O joelho próximo ao asfalto. A inclinação extrema. A pose que transmite domínio absoluto da máquina.

Leia Também:  Polícia Civil recupera valor de R$ 5,5 mil subtraídos de vítima de golpe pela internet

A foto rende admiração. O vídeo ganha visualizações. Os comentários elogiam a coragem. Mas a física não conhece curtidas. A gravidade não se impressiona com seguidores. E a curva não distingue quem é iniciante ou experiente. Em uma fração de segundo, a linha entre uma fotografia memorável e uma tragédia pode desaparecer. Talvez a reflexão mais dura seja justamente essa: até que ponto a busca por reconhecimento, aprovação ou pela sensação de parecer um piloto profissional pode fazer alguém esquecer o principal motivo de voltar para casa?

A segurança.

Nenhuma imagem vale uma vida. Nenhum vídeo vale o sofrimento de uma mãe. Nenhuma postagem vale o silêncio que fica quando um capacete não volta a ser usado. A Estrada de Chapada é uma das mais bonitas de Mato Grosso. Suas curvas atraem turistas, ciclistas, motociclistas e aventureiros de todo o Brasil. Mas beleza também exige respeito. Pilotar uma motocicleta é uma paixão legítima. É liberdade. É amizade. É irmandade. Mas paixão sem prudência pode se transformar em dor.

A morte de Márcio não deve servir para julgamentos, acusações ou disputas de narrativas. Deve servir para algo maior: consciência.

Que cada motociclista que passar por aquela curva daqui para frente lembre que a melhor foto continua sendo aquela tirada depois do passeio, ao lado dos amigos, com todos vivos para contar a história.

Leia Também:  Mãe e filho responderão por apropriação de celular em Vila Rica

Porque, no fim das contas, o verdadeiro piloto não é aquele que faz a curva mais radical. É aquele que chega em casa.

Nosso mais profundo sentimento a família e amigos do Márcio.

Luiz Henrique Menezes – Saran News

COMENTE ABAIXO:
Continue Reading

CIDADES

POLÍTICA MT

MATO GROSSO

POLÍCIA

MAIS LIDAS DA SEMANA