CUIABÁ

POLÍCIA

Laudo da Politec aponta que Paccola matou agente com três tiros pelas costas

Publicado em

A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) do Estado de Mato Grosso, concluiu o laudo de necropsia e confirmou que o agente socioeducativo Alexandre Miyagawa, de 41 anos, foi morto após ser atingindo por três tiros pelas costas. O vereador de Cuiabá, Marcos Paccola (Republicanos) foi o autor dos disparos.

O caso aconteceu no dia 1° de julho, no bairro Quilombo, na Capital. Conforme o parlamentar, na ocasião, os disparos foram efetuados em “legítima defesa”. O documento foi encaminhado à Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), responsável pela investigação do caso, nesta quarta-feira (13).

Conforme o laudo, “Japão”, como era conhecido, morreu em decorrência de hemorragia devido à um trauma torácico. Dos três disparos, um foi de raspão e dois atingiram a coluna e o ombro, respectivamente, do servidor. Os tiros lesionaram o pulmão, fígado e diafragma de Alexandre.

Em nota, a Polícia Civil informa que recebeu o laudo pericial e ressaltou que não há previsão para entrega do laudo de balística das armas da vítima e de Paccola, visto que, ainda é necessário a conclusão do inquérito de extração dos dados dos dois aparelhos celulares do vereador, que foram apreendidos na quarta-feira (13). O material será analisado e subsidiará o inquérito policial.

Leia Também:  Homem confessa homicídio e é preso em flagrante horas após o crime em Campo Novo do Parecis

NOTA OFICIAL – A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), em relação à ocorrência envolvendo a morte do agente do sistema socioeducativo, Alexandre Miyagawa, vem a público confirmar que todas as perícias requisitadas até o momento (necropsia, local de crime, balística e alcoolemia), encontram-se concluídas e disponibilizadas à Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

Diante de algumas notícias veiculadas na imprensa informamos que não houve até o presente momento requisição de exames periciais em equipamentos, de áudios e/ou vídeos.

 

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

CIDADES

Entre a Curva e a Consciência: Quantas Vidas Ainda Precisarão Ser Perdidas na Estrada de Chapada?

Published

on

A manhã deste domingo (14) foi marcada por mais uma tragédia na MT-251, rodovia que liga Cuiabá a Chapada dos Guimarães. O jovem motociclista Márcio J. D. Pontes Sampaio, de apenas 18 anos, morreu após perder o controle da motocicleta em uma curva entre a Salgadeira e o Portão do Inferno. Segundo informações divulgadas pelas autoridades, ele colidiu contra a proteção lateral da pista e foi arremessado para fora da rodovia.

A notícia abalou familiares, amigos e toda a comunidade motociclista de Mato Grosso. A Associação dos Pilotos de Mato Grosso emitiu uma nota de pesar lamentando a perda precoce de mais um apaixonado pelas duas rodas.  

Mas, diante de mais uma cruz invisível fincada naquela serra, surge uma pergunta que precisa ser feita: o que está acontecendo naquele trecho da estrada?

Não é a primeira vez que uma vida é interrompida em circunstâncias semelhantes. Nos últimos anos, outros acidentes graves foram registrados justamente em curvas conhecidas pelos motociclistas que frequentam a região aos finais de semana. O local se tornou uma espécie de ponto de encontro para amantes da velocidade, da adrenalina e da fotografia.

E aqui é importante deixar algo muito claro: não se trata de apontar culpados.

Os fotógrafos que passam horas registrando a beleza das motos e a habilidade dos pilotos não podem ser responsabilizados por decisões tomadas no guidão. Eles apenas eternizam momentos que acontecem na estrada. Mas talvez seja necessário refletir sobre um comportamento que tem se tornado cada vez mais comum. Em tempos de redes sociais, curtidas e compartilhamentos, muitos motociclistas sonham com a foto perfeita. A imagem da curva impecável. O joelho próximo ao asfalto. A inclinação extrema. A pose que transmite domínio absoluto da máquina.

Leia Também:  Sessão Solene homenageia os 50 anos da Loja Maçônica Duque de Caxias nº 5

A foto rende admiração. O vídeo ganha visualizações. Os comentários elogiam a coragem. Mas a física não conhece curtidas. A gravidade não se impressiona com seguidores. E a curva não distingue quem é iniciante ou experiente. Em uma fração de segundo, a linha entre uma fotografia memorável e uma tragédia pode desaparecer. Talvez a reflexão mais dura seja justamente essa: até que ponto a busca por reconhecimento, aprovação ou pela sensação de parecer um piloto profissional pode fazer alguém esquecer o principal motivo de voltar para casa?

A segurança.

Nenhuma imagem vale uma vida. Nenhum vídeo vale o sofrimento de uma mãe. Nenhuma postagem vale o silêncio que fica quando um capacete não volta a ser usado. A Estrada de Chapada é uma das mais bonitas de Mato Grosso. Suas curvas atraem turistas, ciclistas, motociclistas e aventureiros de todo o Brasil. Mas beleza também exige respeito. Pilotar uma motocicleta é uma paixão legítima. É liberdade. É amizade. É irmandade. Mas paixão sem prudência pode se transformar em dor.

A morte de Márcio não deve servir para julgamentos, acusações ou disputas de narrativas. Deve servir para algo maior: consciência.

Que cada motociclista que passar por aquela curva daqui para frente lembre que a melhor foto continua sendo aquela tirada depois do passeio, ao lado dos amigos, com todos vivos para contar a história.

Leia Também:  Feira conecta empresas e candidatos a vagas de trabalho em Rondonópolis

Porque, no fim das contas, o verdadeiro piloto não é aquele que faz a curva mais radical. É aquele que chega em casa.

Nosso mais profundo sentimento a família e amigos do Márcio.

Luiz Henrique Menezes – Saran News

COMENTE ABAIXO:
Continue Reading

CIDADES

POLÍTICA MT

MATO GROSSO

POLÍCIA

MAIS LIDAS DA SEMANA