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Cerimônia destacou a trajetória de cinco décadas da Loja Maçônica e prestou homenagens a membros e familiares

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Há noites em que a história não apenas é lembrada, ela é sentida. Assim foi a Sessão Solene realizada pela Câmara Municipal de Cuiabá nesta quarta-feira (19), marcada por emoção, reconhecimento e pela memória viva de homens que dedicaram suas vidas à construção de valores fraternos.

Presidida pela vereadora Katiuscia Manteli (PSB), primeira-secretária da Casa, a cerimônia celebrou os 50 anos da Loja Maçônica Duque de Caxias nº 5. A homenagem se estendeu aos irmãos que ajudaram a escrever essa trajetória, incluindo os que partiram, mas deixaram legado profundo entre familiares e companheiros de jornada.

Ao abrir a sessão, a vereadora destacou a honra de conduzir uma homenagem tão simbólica. “É com profunda honra que presido nesta noite esta Sessão Solene em homenagem aos 50 anos da Loja Maçônica Duque de Caxias. Celebrar meio século de existência é reconhecer uma trajetória marcada por valores, princípios e contribuições silenciosas, porém impactantes, que muitas vezes passam despercebidas aos olhos do grande público, mas que têm profunda importância para a construção de uma sociedade mais justa, fraterna e solidária”, declarou a vereadora.


O Grão-Mestre da Grande Loja Maçônica do Estado de Mato Grosso, Pedro Calazans, reforçou a importância histórica da Duque de Caxias nº 5.

“A Loja Duque de Caxias contribuiu de maneira significativa para a estruturação da Grande Loja do Estado de Mato Grosso desde 1978. Hoje, temos 108 lojas fundadas, mais de 3 mil maçons e reconhecimento internacional por mais de 220 potências regulares do planeta. Tudo isso começou com as 11 lojas fundadoras, entre elas a Duque de Caxias nº 5, que ajudou a construir essa história”, ressaltou.

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O Venerável Mestre da Loja Duque de Caxias, Fernando Fajoni, relembrou desafios, gratidão e a força da tradição.


“Se estou aqui, devo isso aos irmãos da cabeça branca, que construíram essa história. Hoje, nossa loja conta com muitos irmãos jovens, preparados e com energia para construir os próximos 50 ou 100 anos da nossa história”, disse.

Ele também destacou o papel fundamental das famílias. “De nada vale nossos estudos se não colocarmos em prática na sociedade e no nosso berço familiar. Ter a família maçônica presente, com cunhadas e sobrinhos, fortalece os laços que sustentam nossa jornada”, completou.

Entre os momentos mais emocionantes da noite, o maçom Everson de Oliveira Manus, integrante da loja, relembrou irmãos que marcaram sua trajetória pessoal e a história da instituição.

“A Loja me ensinou muito daquilo que eu sou. É uma escola de aperfeiçoamento humano que transforma vidas e contribui para a sociedade cuiabana e mato-grossense. Manifesto minha alegria e gratidão aos irmãos que me acolheram e aos que já partiram, mas deixaram ensinamentos que carrego comigo”, afirmou o maçom.

A noite também contou com o depoimento comovente de Neuza Maria, representando seu esposo, Ersio Antônio, homenageado In Memoriam.

“Meu marido foi um grande amante desta loja. Foi fundador, batalhador e dedicou sua vida a ela. Ele dizia que a Loja era a casa onde nasceu, cresceu e onde deveria partir. Agradeço profundamente por esta homenagem, que chega às vésperas de completar nove anos de sua partida”, afirmou com a voz embargada.

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Representando as cunhadas, Elyse Fajoni ressaltou o papel das famílias na construção da história da Loja.

“É uma alegria celebrar os 50 anos da Duque de Caxias nº 5. Falo em nome das esposas que caminham ao lado desses homens dedicados a valores éticos e fraternos. Mesmo não participando dos rituais, fazemos parte do sentido deles. Nosso agradecimento pelo acolhimento”, destacou.

*Moções de Aplausos e reconhecimento*

Durante a solenidade, a Câmara Municipal entregou Moções de Aplausos a membros da Loja e às famílias dos homenageados. As lembranças ressaltam que, ao longo de cinco décadas, cada maçom contribuiu, com trabalho, fé e fraternidade, para fortalecer a construção coletiva de uma sociedade mais justa e solidária.

Fechando a solenidade, a vereadora Katiuscia agradeceu os familiares presentes e destacou o significado da participação das cunhadas na vida maçônica.

“A saudade não tem tempo. Cada esposa, cada familiar aqui presentes traz consigo a memória de homens que fizeram parte da história dessa Loja. Aprendi que a maçonaria é uma família, e somos acolhidas como tal”, ponderou a vereadora.

Ela também reconheceu a dedicação dos servidores da Câmara que atuaram para realização da sessão, agradeceu ao esposo Thiago Toledo pelo apoio e reforçou a importância do momento.

“Hoje celebramos 50 anos iluminados pelo trabalho de cada obreiro que passou por essa coluna de luz. Que os próximos 50 anos sejam ainda mais fecundos em ações, união e serviço à nossa querida Cuiabá. Sintam-se abraçados e homenageados pela Câmara Municipal”, finalizou Katiuscia.

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ARTIGO & OPINIÃO

TDAH nas Escolas: Estratégias Eficazes para a Alfabetização e a Aprendizagem

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Luciana Brites, Doutoranda em Ciências do Desenvolvimento Humano e Mestra em Distúrbios do Desenvolvimento

O Dia Mundial de Conscientização do Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), em 13 de julho, destaca a importância da informação, do enfrentamento aos estigmas e da garantia de diagnóstico e tratamento adequados, com atenção especial aos desafios vividos por crianças e adolescentes na escola.

O TDAH é um transtorno do neurodesenvolvimento que afeta 5% das crianças em idade escolar. Caracteriza-se por desatenção, hiperatividade e impulsividade, fatores que impactam a aprendizagem e a alfabetização. Porém, o transtorno não impede que a criança tenha uma trajetória escolar e social plena ao receber acompanhamento adequado.

É importante explicar que o TDAH não se manifesta de forma única. O Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5) descreve três apresentações. A com predominância desatenta, a predominantemente hiperativa-impulsiva e a combinada, que reúne as duas. Essa distinção tem efeito direto na alfabetização.

Na apresentação desatenta, a criança se perde no meio da tarefa, esquece o que estava lendo e tem dificuldade em sustentar o foco em atividades que exigem esforço contínuo. Já na hiperativa-impulsiva, o obstáculo aparece na impulsividade, pois a criança tende a adivinhar palavras em vez de decodificá-las, escreve de forma apressada e abandona a atividade antes de concluí-la. Na combinada, os dois conjuntos se somam. Reconhecer qual apresentação predomina ajuda o professor a ajustar as estratégias, em vez de tratar todas as crianças com TDAH da mesma maneira.

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É mito afirmar que crianças com TDAH são menos inteligentes. Com diagnóstico precoce, apoio multidisciplinar e estratégias pedagógicas eficazes, elas podem apresentar inteligência dentro ou acima da média. O acompanhamento pode envolver psicopedagogos, psicólogos, fonoaudiólogos e outros profissionais, de acordo com as necessidades individuais.

Em sala de aula, é importante que os professores observem sinais como dificuldade em manter a atenção por longos períodos, impaciência, esquecimento de materiais, distração frequente e excesso de movimentos.

Na alfabetização, as principais dificuldades estão relacionadas à atenção, à memória, à autorregulação emocional e comportamental, à baixa motivação em tarefas repetitivas e, em alguns casos, à presença de comorbidades, como dislexia ou Transtorno Opositivo Desafiador (TOD). Diferentemente dos transtornos de linguagem, no TDAH o principal obstáculo está na manutenção do foco.

Para favorecer a aprendizagem, recomenda-se propor uma tarefa por vez, oferecer tempo extra para a execução, reduzir estímulos distratores e utilizar recursos visuais claros e objetivos. Estratégias práticas do cotidiano e instruções diretas também contribuem.

As dificuldades na escrita são comuns e podem estar associadas à impulsividade, à atenção reduzida e à coordenação motora fina. Medidas eficazes em sala são priorizar a qualidade em vez da quantidade, dividir atividades em etapas menores, respeitar o ritmo da criança e permitir pausas frequentes. O uso de recursos visuais, jogos, tecnologia e reforço positivo fortalece a motivação.

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Lidar com o TDAH na alfabetização exige paciência, planejamento e empatia. Com adaptações simples e apoio adequado, é possível transformar desafios em oportunidades, promovendo aprendizado significativo e inclusão escolar.


(*) Luciana Brites é CEO do Instituto NeuroSaber, psicopedagoga, psicomotricista, Doutoranda em Ciências do Desenvolvimento Humano e Mestra em Distúrbios do Desenvolvimento pelo Mackenzie, palestrante e autora de livros sobre educação e transtornos de aprendizagem. Instituto NeuroSaber https://institutoneurosaber.com.br

 

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