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Dupla é presa em flagrante e PM impede furto em loja de eletrodomésticos em Sinop

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Policiais militares do 11º Batalhão prenderam em flagrante, na madrugada de domingo (16.10), em Sinop, dois homens, de 18 e 19 anos, por tentativa de furto a uma loja de eletrodomésticos. Na ação, foram apreendidas as ferramentas que seriam utilizadas no crime.

Conforme o boletim de ocorrência, por volta de 04h30, a equipe do 11º BPM foi acionada, via 190, para atender a uma ocorrência de furto no Setor Comercial Norte. Segundo a denúncia, o alarme da loja foi disparado e os suspeitos do crime se encontravam no interior do estabelecimento.

De imediato, as equipes policiais se deslocaram até o local do crime, porém não identificaram nenhum suspeito dentro da loja. Na sequência, iniciaram diligências pelas redondezas e encontraram um veículo estacionado de forma suspeita.

Ao abordarem o motorista, o suspeito afirmou que estaria chegando ao local para dar apoio à quadrilha responsável pelo furto, sendo detido em flagrante. Segundo ele, o crime seria cometido por três homens. 

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Os policiais militares continuaram as buscas e encontraram um segundo suspeito escondido em um terreno baldio, com uma mochila onde estavam diversas ferramentas, como alicates e pés de cabras, que seriam utilizados na prática criminosa.

Os dois homens foram encaminhados à Delegacia da cidade, junto com o material apreendido, para registro da ocorrência e demais providências. O veículo conduzido pelo primeiro suspeito detido também foi apreendido, por apresentar sinais de adulteração. As equipes policiais continuam em diligências em busca dos outros suspeitos pelo crime.

Disque-denúncia  

A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do 190, ou disque-denúncia 0800.065.3939.

 

Fonte: PM MT

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PL 3574/2024 endurece punições para motoristas alcoolizados, mas enfrenta desafios jurídicos para sair do papel

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O Projeto de Lei 3574/2024, de autoria do deputado Gilvan Maximo, reacende um debate sensível no país: o endurecimento das punições para motoristas que dirigem sob efeito de álcool e provocam acidentes com vítimas. A proposta, que tramita na Câmara dos Deputados, amplia significativamente as sanções administrativas e financeiras nesses casos, prevendo multas elevadas, suspensão prolongada da CNH e responsabilização direta pelos custos das vítimas.

Pelo texto, condutores que causarem morte ao volante sob efeito de álcool poderão sofrer multa multiplicada em até 100 vezes e perder o direito de dirigir por até 10 anos. Em situações de invalidez permanente, a penalidade também é rigorosa, com multa elevada e suspensão da habilitação por cinco anos. Além disso, o projeto estabelece que o infrator deverá arcar com despesas médicas e indenizações durante o período de recuperação da vítima. A proposta encontra respaldo em um forte apelo social. Em um país onde acidentes de trânsito ainda figuram entre as principais causas de morte, o endurecimento das regras é visto por muitos como resposta à sensação de impunidade. Especialistas apontam que medidas mais severas podem ter efeito pedagógico e contribuir para a redução de condutas de risco, sobretudo quando associadas à fiscalização eficiente. No entanto, o projeto também apresenta fragilidades jurídicas que podem comprometer sua efetividade. Um dos principais pontos de atenção está na forma como a responsabilização financeira é descrita. Trechos que tratam de indenizações vinculadas à renda ou à previdência do infrator levantam dúvidas quanto à constitucionalidade e à viabilidade prática de execução. Há ainda o risco de sobreposição com normas já existentes no Código de Trânsito Brasileiro e na legislação penal, o que pode gerar conflitos de interpretação e judicialização.

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Outro desafio é garantir que o endurecimento das penalidades não se limite ao papel. Sem fiscalização consistente e estrutura adequada para aplicação das sanções, há o risco de a proposta se tornar mais um dispositivo de difícil implementação, sem impacto real na redução dos acidentes. Em análise geral, o PL 3574/2024 surge como uma resposta política alinhada ao clamor popular por mais rigor no trânsito. No entanto, seu avanço dependerá de ajustes técnicos que assegurem segurança jurídica e aplicabilidade. O equilíbrio entre punição efetiva e viabilidade legal será determinante para que a proposta deixe de ser apenas simbólica e se transforme em instrumento concreto de prevenção.

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