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Dupla criminosa que agiu em roubos a transeuntes em VG é presa em flagrante com celulares e documentos das vítimas

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Dois irmãos, de 30 e 36 anos, apontados em diversos roubos cometidos com violência, foram presos em flagrante nesta terça-feira (28) pela equipe da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Várzea Grande. A equipe da Derf realizou diversas diligências para identificar e localizar a dupla criminosa e conseguiu prender os irmãos no Distrito de Bonsucesso.

Com eles foram apreendidos o veículo HB20 utilizado para cometer o roubo registrado na segunda-feira (27), no bairro Jardim Costa Verde, e os celulares e documentos levados das vítimas. Os criminosos ainda usaram cartões das vítimas para fazer compras, efetuando os pagamentos com a tecnologia por aproximação.

Roubos

Duas vítimas estavam sentadas na calçada de uma residência do bairro Costa Verde, quando a dupla se aproximou com o HB20 e desceu, anunciando o roubo, na tarde de segunda-feira.

Os dois criminosos, munidos cada um com uma arma de fogo, ordenaram que as vítimas entregassem seus pertences e ainda as ameaçaram de morte. Durante o roubo, um dos suspeitos desferiu um tapa no rosto de uma das vítimas e a dupla fugiu levando dois aparelhos celulares, uma jaqueta e carteiras com documentos pessoais e bancários.

Após cometer o roubo, os criminosos utilizaram os cartões das vítimas em estabelecimentos comerciais, um deles no bairro 24 de Dezembro, pagando as compras pelo sistema de aproximação.

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Prisões

Os dois irmãos foram localizados no Distrito de Bonsucesso, em Várzea Grande. Além dos celulares levados no roubo desta segunda-feira, na residência da dupla foram localizados outros aparelhos, ambos modelos Iphone e roubados em Cuiabá. Com um dos criminosos foi apreendido um chapéu camuflado que ele usava durante um dos roubos. E o outro usava a camisa de um time, a mesma em que ele aparece nas imagens de um supermercado onde usou o cartões das vítimas.

“A dupla estava aterrorizando a cidade, com a prática de roubos contra transeuntes, executando
os crimes com o mesmo modus operandis – além da grave ameaça, eles eram extremamente violentos com as vítimas, ao ponto de agredi-las fisicamente, desferindo socos nos rostos das vítimas”, explicou a delegada Elaine Fernandes.

A suspeita da equipe da Derf de Várzea Grande é de que os dois criminosos também atuam na receptação de produtos de crime. Os dois Iphones encontrados foram roubados na Capital, um no início de junho, no bairro Pico do Amor, e outro no mês de novembro do ano passado, no Bosque da Saúde.

“Os dois não possuem apenas o parentesco, evidenciando também, um vínculo muito forte para a prática contumaz de roubos. Além dos roubos apontados, há outras ocorrências, em trâmite na Derf nas quais se constam o mesmo modus operandis”, pontuou a delegada titular da Derf.

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Um dos presos em flagrante tem condenação por roubo e o outro registro criminal por furto.

Roubo a transeuntes

A Delegacia de Roubos e Furtos de Várzea Grande recebeu o registro de outra ocorrência, em que a vítima reconheceu a dupla criminosa como os autores do roubo ocorrido no dia 11 de junho, também no bairro Costa Verde.

A vítima voltava do serviço de bicicleta, quando foi interceptada pela dupla , que partiram pra cima ordenando que entregasse seu celular uma corrente de ouro. Um dos irmãos ainda colocou a mão na cintura simulando que estaria armado. Um deles desferiu socos contra o rosto da vítima antes de fugir levando o aparelho Iphone avaliado em R$ 4 mil e a corrente de ouro.

“O comprometimento e competência das equipes de investigadores que se empenharam nas diligências foram fundamentais para chegar a essa prisão em flagrante, de extrema importância, haja vista que se tratam de criminosos contumazes”, finalizou a delegada.

Fonte: PJC MT

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CIDADES

Entre a Curva e a Consciência: Quantas Vidas Ainda Precisarão Ser Perdidas na Estrada de Chapada?

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A manhã deste domingo (14) foi marcada por mais uma tragédia na MT-251, rodovia que liga Cuiabá a Chapada dos Guimarães. O jovem motociclista Márcio J. D. Pontes Sampaio, de apenas 18 anos, morreu após perder o controle da motocicleta em uma curva entre a Salgadeira e o Portão do Inferno. Segundo informações divulgadas pelas autoridades, ele colidiu contra a proteção lateral da pista e foi arremessado para fora da rodovia.

A notícia abalou familiares, amigos e toda a comunidade motociclista de Mato Grosso. A Associação dos Pilotos de Mato Grosso emitiu uma nota de pesar lamentando a perda precoce de mais um apaixonado pelas duas rodas.  

Mas, diante de mais uma cruz invisível fincada naquela serra, surge uma pergunta que precisa ser feita: o que está acontecendo naquele trecho da estrada?

Não é a primeira vez que uma vida é interrompida em circunstâncias semelhantes. Nos últimos anos, outros acidentes graves foram registrados justamente em curvas conhecidas pelos motociclistas que frequentam a região aos finais de semana. O local se tornou uma espécie de ponto de encontro para amantes da velocidade, da adrenalina e da fotografia.

E aqui é importante deixar algo muito claro: não se trata de apontar culpados.

Os fotógrafos que passam horas registrando a beleza das motos e a habilidade dos pilotos não podem ser responsabilizados por decisões tomadas no guidão. Eles apenas eternizam momentos que acontecem na estrada. Mas talvez seja necessário refletir sobre um comportamento que tem se tornado cada vez mais comum. Em tempos de redes sociais, curtidas e compartilhamentos, muitos motociclistas sonham com a foto perfeita. A imagem da curva impecável. O joelho próximo ao asfalto. A inclinação extrema. A pose que transmite domínio absoluto da máquina.

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A foto rende admiração. O vídeo ganha visualizações. Os comentários elogiam a coragem. Mas a física não conhece curtidas. A gravidade não se impressiona com seguidores. E a curva não distingue quem é iniciante ou experiente. Em uma fração de segundo, a linha entre uma fotografia memorável e uma tragédia pode desaparecer. Talvez a reflexão mais dura seja justamente essa: até que ponto a busca por reconhecimento, aprovação ou pela sensação de parecer um piloto profissional pode fazer alguém esquecer o principal motivo de voltar para casa?

A segurança.

Nenhuma imagem vale uma vida. Nenhum vídeo vale o sofrimento de uma mãe. Nenhuma postagem vale o silêncio que fica quando um capacete não volta a ser usado. A Estrada de Chapada é uma das mais bonitas de Mato Grosso. Suas curvas atraem turistas, ciclistas, motociclistas e aventureiros de todo o Brasil. Mas beleza também exige respeito. Pilotar uma motocicleta é uma paixão legítima. É liberdade. É amizade. É irmandade. Mas paixão sem prudência pode se transformar em dor.

A morte de Márcio não deve servir para julgamentos, acusações ou disputas de narrativas. Deve servir para algo maior: consciência.

Que cada motociclista que passar por aquela curva daqui para frente lembre que a melhor foto continua sendo aquela tirada depois do passeio, ao lado dos amigos, com todos vivos para contar a história.

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Porque, no fim das contas, o verdadeiro piloto não é aquele que faz a curva mais radical. É aquele que chega em casa.

Nosso mais profundo sentimento a família e amigos do Márcio.

Luiz Henrique Menezes – Saran News

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