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Polícia Civil prende dupla por tráfico de drogas em Cuiabá

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Dois homens foram presos por tráfico de drogas no bairro Novo Colorado, em Cuiabá, durante investigação da Delegacia Especializada de Repressão a Entorpecentes (DRE) nesta quarta-feira (20.07). Os suspeitos, de 46 e 31 anos, foram autuados em flagrante pelos crimes de tráfico e associação para o tráfico.

Na ação foram apreendidas mais de 30 porções de entorpecentes, entre maconha e pasta base de cocaína, R$ 550 em dinheiro, balança de precisão, celulares, além de diversos materiais utilizados para embalar as substâncias ilícitas.

Os policiais civis realizavam diligências a fim de desarticular o comércio criminoso quando identificaram um endereço no bairro Novo Colorado conhecido por ser ponto de drogas.

Intensificando as investigações, foi identificado o suspeito responsável por abastecer, transportar e vender os entorpecentes naquele local. Ele estava associado com o proprietário da casa localizada, que tem, na rua dos fundos, uma distribuidora de fechada.

Desde então, a região passou a ser monitorada e, no início da noite de quinta-feira, a equipe visualizou o momento em que uma moto se aproximou do local. Quando a equipe da delegacia se aproximou, dois suspeitos fugiram, deixando para trás celular, 15 porções de pasta base de cocaína, 3 porções de maconha, entre outros objetos.

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Em seguida foi feito cerco policial contra os investigados, que acabaram sendo detidos em flagrante na área da frente da distribuidora. Com eles foram apreendidas mais 7 porções pequenas de maconha, e 5 porções de pasta base de cocaína.

No interior do imóvel também haviam duas pessoas usuárias e foi percebido forte odor de maconha. Durante buscas os policiais localizaram outras 3 porções de cocaína, uma balança de precisão, 22 porções de maconha, dinheiro, entre outros materiais.

Os dois envolvidos foram encaminhados até a DRE, interrogados e autuados em flagrante por tráfico de drogas e associação para o tráfico. As duas pessoas usuárias também foram conduzidas e ouvidas como testemunhas dos fatos.

Após a confecção dos autos os presos foram apresentados e colocados à disposição da Justiça. 

Fonte: PJC MT

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PL 3574/2024 endurece punições para motoristas alcoolizados, mas enfrenta desafios jurídicos para sair do papel

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O Projeto de Lei 3574/2024, de autoria do deputado Gilvan Maximo, reacende um debate sensível no país: o endurecimento das punições para motoristas que dirigem sob efeito de álcool e provocam acidentes com vítimas. A proposta, que tramita na Câmara dos Deputados, amplia significativamente as sanções administrativas e financeiras nesses casos, prevendo multas elevadas, suspensão prolongada da CNH e responsabilização direta pelos custos das vítimas.

Pelo texto, condutores que causarem morte ao volante sob efeito de álcool poderão sofrer multa multiplicada em até 100 vezes e perder o direito de dirigir por até 10 anos. Em situações de invalidez permanente, a penalidade também é rigorosa, com multa elevada e suspensão da habilitação por cinco anos. Além disso, o projeto estabelece que o infrator deverá arcar com despesas médicas e indenizações durante o período de recuperação da vítima. A proposta encontra respaldo em um forte apelo social. Em um país onde acidentes de trânsito ainda figuram entre as principais causas de morte, o endurecimento das regras é visto por muitos como resposta à sensação de impunidade. Especialistas apontam que medidas mais severas podem ter efeito pedagógico e contribuir para a redução de condutas de risco, sobretudo quando associadas à fiscalização eficiente. No entanto, o projeto também apresenta fragilidades jurídicas que podem comprometer sua efetividade. Um dos principais pontos de atenção está na forma como a responsabilização financeira é descrita. Trechos que tratam de indenizações vinculadas à renda ou à previdência do infrator levantam dúvidas quanto à constitucionalidade e à viabilidade prática de execução. Há ainda o risco de sobreposição com normas já existentes no Código de Trânsito Brasileiro e na legislação penal, o que pode gerar conflitos de interpretação e judicialização.

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Outro desafio é garantir que o endurecimento das penalidades não se limite ao papel. Sem fiscalização consistente e estrutura adequada para aplicação das sanções, há o risco de a proposta se tornar mais um dispositivo de difícil implementação, sem impacto real na redução dos acidentes. Em análise geral, o PL 3574/2024 surge como uma resposta política alinhada ao clamor popular por mais rigor no trânsito. No entanto, seu avanço dependerá de ajustes técnicos que assegurem segurança jurídica e aplicabilidade. O equilíbrio entre punição efetiva e viabilidade legal será determinante para que a proposta deixe de ser apenas simbólica e se transforme em instrumento concreto de prevenção.

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