CUIABÁ

ARTE E TRÂNSITO

Cuiabá recebe etapa exclusiva do 20º Festival Estudantil de Teatro para o Trânsito

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Cuiabá começou a sediar nesta segunda-feira (1º) a etapa exclusiva da capital do 20º Festival Estudantil Temático de Teatro para o Trânsito (FETRAN). O evento, promovido pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) em parceria com a Secretaria de Estado de Educação (Seduc) e o DETRAN-MT, segue até quinta-feira (5), no Teatro do Colégio Liceu Cuiabano, com apresentações gratuitas abertas ao público das 8h às 15h.

Ao todo, 27 escolas participam desta fase, divididas em categorias infantil, infantojuvenil e juvenil. A iniciativa busca unir arte e educação para despertar a consciência cidadã de crianças e adolescentes em temas ligados ao trânsito, como velocidade, uso do cinto de segurança, preservação da vida e respeito às leis.

Destaque para a apresentação da Escola Alcebíades Calháo

Nesta terça-feira (2), os alunos da categoria infantojuvenil da Escola Estadual Alcebíades Calháo, de Cuiabá, emocionaram o público com o espetáculo “TODA VIDA IMPORTA!”, no qual abordaram a importância de respeitar os limites de velocidade, a sinalização e, principalmente, a proteção da vida animal nas rodovias.

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A peça trouxe reflexões sobre a convivência entre seres humanos e animais e destacou a necessidade de soluções que conciliem progresso e preservação ambiental. Trechos como este marcaram a apresentação:

“TODA VIDA IMPORTA! Somos todos animais: racionais e irracionais. Queremos aqui, alertar! para a vida no trânsito cuidar, seja na cidade, ou na rodovia, perdemos vida, todo dia…”

O texto também fez referência a uma perda da comunidade escolar, quando um aluno ao sair da escola teve sua vida ceifada em uma esquina, comovendo a plateia:

“A Escola Alcebíades Calháo, viveu tristeza total, perdemos um amigo, um colega, um aluno legal. Trânsito traiçoeiro, mata gente no mundo inteiro.”

Educação para o futuro

A professora Maria José, carinhosamente chamada de Mazé, ressaltou a importância de projetos como o FETRAN para a formação cidadã, mesmo antes da juventude assumir a direção.

“São futuros condutores e, mesmo que não venham a ser, são pedestres e precisam ter conhecimentos básicos para que no futuro tenhamos motoristas conscientes de fato”, defendeu Mazé.

Etapas do festival

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O FETRAN já passou por Várzea Grande, com 35 espetáculos, e chega agora a Cuiabá com 27 apresentações até quinta-feira. Em seguida, a etapa Teles Pires, em Sorriso, ocorrerá de 8 a 12 de setembro. A grande etapa estadual retorna a Cuiabá entre 29 de setembro e 3 de outubro, reunindo os melhores trabalhos de todo o estado.

Mais do que um festival, o FETRAN é um espaço onde crianças e adolescentes se tornam multiplicadores de boas práticas no trânsito, levando para o palco — com drama, humor e sensibilidade — um tema que impacta diariamente milhares de famílias em Mato Grosso e no Brasil.

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ARTIGO & OPINIÃO

TDAH nas Escolas: Estratégias Eficazes para a Alfabetização e a Aprendizagem

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Luciana Brites, Doutoranda em Ciências do Desenvolvimento Humano e Mestra em Distúrbios do Desenvolvimento

O Dia Mundial de Conscientização do Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), em 13 de julho, destaca a importância da informação, do enfrentamento aos estigmas e da garantia de diagnóstico e tratamento adequados, com atenção especial aos desafios vividos por crianças e adolescentes na escola.

O TDAH é um transtorno do neurodesenvolvimento que afeta 5% das crianças em idade escolar. Caracteriza-se por desatenção, hiperatividade e impulsividade, fatores que impactam a aprendizagem e a alfabetização. Porém, o transtorno não impede que a criança tenha uma trajetória escolar e social plena ao receber acompanhamento adequado.

É importante explicar que o TDAH não se manifesta de forma única. O Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5) descreve três apresentações. A com predominância desatenta, a predominantemente hiperativa-impulsiva e a combinada, que reúne as duas. Essa distinção tem efeito direto na alfabetização.

Na apresentação desatenta, a criança se perde no meio da tarefa, esquece o que estava lendo e tem dificuldade em sustentar o foco em atividades que exigem esforço contínuo. Já na hiperativa-impulsiva, o obstáculo aparece na impulsividade, pois a criança tende a adivinhar palavras em vez de decodificá-las, escreve de forma apressada e abandona a atividade antes de concluí-la. Na combinada, os dois conjuntos se somam. Reconhecer qual apresentação predomina ajuda o professor a ajustar as estratégias, em vez de tratar todas as crianças com TDAH da mesma maneira.

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É mito afirmar que crianças com TDAH são menos inteligentes. Com diagnóstico precoce, apoio multidisciplinar e estratégias pedagógicas eficazes, elas podem apresentar inteligência dentro ou acima da média. O acompanhamento pode envolver psicopedagogos, psicólogos, fonoaudiólogos e outros profissionais, de acordo com as necessidades individuais.

Em sala de aula, é importante que os professores observem sinais como dificuldade em manter a atenção por longos períodos, impaciência, esquecimento de materiais, distração frequente e excesso de movimentos.

Na alfabetização, as principais dificuldades estão relacionadas à atenção, à memória, à autorregulação emocional e comportamental, à baixa motivação em tarefas repetitivas e, em alguns casos, à presença de comorbidades, como dislexia ou Transtorno Opositivo Desafiador (TOD). Diferentemente dos transtornos de linguagem, no TDAH o principal obstáculo está na manutenção do foco.

Para favorecer a aprendizagem, recomenda-se propor uma tarefa por vez, oferecer tempo extra para a execução, reduzir estímulos distratores e utilizar recursos visuais claros e objetivos. Estratégias práticas do cotidiano e instruções diretas também contribuem.

As dificuldades na escrita são comuns e podem estar associadas à impulsividade, à atenção reduzida e à coordenação motora fina. Medidas eficazes em sala são priorizar a qualidade em vez da quantidade, dividir atividades em etapas menores, respeitar o ritmo da criança e permitir pausas frequentes. O uso de recursos visuais, jogos, tecnologia e reforço positivo fortalece a motivação.

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Lidar com o TDAH na alfabetização exige paciência, planejamento e empatia. Com adaptações simples e apoio adequado, é possível transformar desafios em oportunidades, promovendo aprendizado significativo e inclusão escolar.


(*) Luciana Brites é CEO do Instituto NeuroSaber, psicopedagoga, psicomotricista, Doutoranda em Ciências do Desenvolvimento Humano e Mestra em Distúrbios do Desenvolvimento pelo Mackenzie, palestrante e autora de livros sobre educação e transtornos de aprendizagem. Instituto NeuroSaber https://institutoneurosaber.com.br

 

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