CUIABÁ

OPERAÇÃO INTEGRADA

Em todos os municípios e locais de aplicação de provas haverá reforço no patrulhamento e ações de repressão imediata

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A Secretaria de Estado de Segurança Pública lançou uma operação integrada para reforçar o policiamento nos 142 municípios de Mato Grosso durante a realização do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2023, nos dias 5 e 12 de novembro. Ao todo, mil agentes das forças policiais serão mobilizados para a escolta dos malotes de provas, segurança dos estudantes, fiscais e locais de provas e no controle do trânsito nas ruas.

Atuarão de forma direta, nas escoltas, patrulhamento preventivo e nas ações de repressão imediata 815 policiais militares. Outros 200 profissionais da Polícia Judiciária Civil (PJC), Corpo de Bombeiros e Politec estarão de prontidão nas unidades, e serão acionados caso necessário.

De acordo com o secretário adjunto de Integração Operacional da Sesp-MT, coronel Fernando Carneiro, os comandos de polícia de cada município deverão entrar em contado com as prefeituras municipais e outros parceiros para especificar, com base no planejamento operacional, quais serão as atividades que desempenharão de modo integrado.

Em Cuiabá, nos dias de aplicação das provas, será instalado o Centro Integrado de Comando e Controle (CICC/SESP), órgão reúne representantes das instituições de segurança pública nos âmbitos federal, estadual e municipal, bem como de setores da iniciativa privada que prestam serviços de energia, telefonia, dentre outros, com objetivo de garantir o bom funcionamento das operações.

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Conforme o coordenador de Planejamento e Monitoramento das Regiões Integradas (Coplam) na Sesp, tenente-coronel PM Marcus Vinicius Akira Sakata, a Operação Integrada Enem 2023 é uma das maiores operações das forças de segurança e se compara aos planejamentos para os pleitos eleitorais. Em Mato Grosso são 69,9 mil estudantes inscritos para o Enem 2023.

O coronel ressalta que a Sesp e o Governo do Estado estão empenhados na operação e reconhecem a importância do Exame para os milhares de estudantes que sonham ingressar no ensino superior, seja em universidades públicas ou privadas, por meio de programas de bolsas de estudos.

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Cuiabá antecipou entendimento da Justiça e fortaleceu a PGM

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A Procuradoria Geral do Município (PGM) de Cuiabá consolidou, em 2024, um avanço institucional decisivo ao estabelecer que o cargo de procurador-geral seja ocupado unicamente por membro estável da carreira. Incorporada à Lei Orgânica do Município pela Emenda nº 47, a medida colocou a capital mato-grossense à frente na valorização da advocacia pública, prevendo uma tendência de fortalecimento dos quadros concursados que ganha repercussão em decisões recentes de Tribunais de Justiça pelo país, como o de São Paulo (TJSP), cuja recente decisão reforça o modelo atualmente adotado na capital mato-grossense.

A proposta, encaminhada pelo Executivo Municipal e aprovada pela Câmara Municipal de Cuiabá em julho de 2024, inseriu na Lei Orgânica dispositivos que reconhecem a PGM como instituição essencial à administração pública . A norma determina expressamente que o chefe do órgão seja nomeado pelo prefeito entre os procuradores efetivos do município.

A alteração da Lei Orgânica representou um marco para a Procuradoria Geral do Município de Cuiabá, instituição que completa 75 anos de história em 31 de julho de 2026.

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A regra foi respeitada pela nova gestão na transição do cenário político na capital, permanecendo decisiva para resguardar a estabilidade da instituição.

“A decisão paulista reforça a posição já adotada por Cuiabá, desde 2024 e que permanece hoje, demonstrando também o reconhecimento e credibilidade da instituição junto ao Executivo da capital, reafirmando que a representação judicial e a consultoria são funções técnicas típicas de Estado”, declarou o Procurador geral do Município, Luiz Antônio Araújo Junior.

“A criação e posterior manutenção da norma garantiram a posição institucional indispensável à condução da PGM, para que garantias conquistadas pela advocacia pública sejam cada vez mais fortalecidas”, afirmou a procuradora e presidente da União dos Procuradores do Município de Cuiabá (Uniproc), Georgia Fajuri Gebara.

Ainda, a escolha adotada em Cuiabá tem respaldo em entendimentos consolidados no Poder Judiciário e vai ao encontro de posição recentemente proferida pelo Órgão Especial do TJSP, respaldada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que julgou inconstitucional nomeação de comissionados à chefia da advocacia pública em municípios com Procuradoria estruturada, determinando que o cargo seja restrito a servidores efetivos.

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