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AUTISMO

Unidades especializadas da Polícia Militar trouxeram expositores com equipamentos

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O Comando Geral da Polícia Militar realizou, na manhã desta quarta-feira (26.04), um café da manhã com inclusão em comemoração ao Dia da Conscientização do Autismo, celebrado em 2 de abril. A data foi definida pela Organização das Nações Unidas em 2007 como forma de conscientizar a sociedade sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA).

A comandante-geral adjunta, coronel PM Francyanne Siqueira Chaves, destacou a importância dessa iniciativa inédita como forma de incluir pais com filhos atípicos da instituição em um momento de descontração, inclusão, de amor ao próximo, além de conscientizar as pessoas sobre o TEA.

“Essa é uma oportunidade para conhecer um pouco mais da luta em prol dos autistas e também saber como essas pessoas estão sendo cuidadas e inseridas na sociedade. É muito importante levarmos informação sobre o Transtorno do Espectro Autista, sobre os cuidados, as características e de como agirmos diante de uma pessoa atípica. A inclusão é a chave para formarmos uma sociedade mais igualitária”, disse.

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Durante a programação, as unidades especializadas da Polícia Militar, Raio, Cavalaria, Ambiental, Rotam, Força Tática, Trânsito, Ciopaer e Gefron trouxeram expositores apresentando um pouco de sua modalidade, equipamentos e armamentos utilizados no dia a dia durante combate.

A primeiro sargento Silma, trouxe o filho Lucas, de 14 anos, para conhecer um pouco do trabalho da instituição. Ele contou desafios que já passou com o filho, diante do preconceito e falta de informação das pessoas. “Tivemos o diagnóstico dele aos dois anos e desde então o caminho tem sido árduo, principalmente em lidar com pessoas que não entendem ou não buscam informação, mas aos poucos vamos vencendo esse preconceito”, contou.

Integrante da Associação de Amigos dos Autistas, Neurodiversos e Pessoas com Doenças Raras de Mato Grosso (Amand-MT) e da Rede Adventista de Apoio à Família Autista (RAAFA), a servidora aposentada Irene Auxiliadora, mãe do Tobias, de 25 anos, compartilhou que percebeu o comportamento diferenciado do filho a partir do primeiro ano de vida.

“Na época, não tínhamos tantas informações sobre o TEA e as dificuldades eram ainda maiores, mas hoje, aos poucos, vamos mudando essa realidade e conquistando mais direitos e espaços às crianças atípicas. O importante é combater o preconceito com informação. A Polícia Militar está de parabéns por essa inclusão”, afirmou.

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A defensora pública, Rosana Leite, também ressaltou a importância do trabalho conjunto com a Polícia Militar. “Esse momento de integração mostra que de fato devemos servir ao público e mostrar um outro lado das instituições. Sem dúvida nenhuma essa manhã ficará guardada na memória dessas crianças que também sonham em seguir uma carreira profissional seja militar ou não”, ressaltou.

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PL 3574/2024 endurece punições para motoristas alcoolizados, mas enfrenta desafios jurídicos para sair do papel

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O Projeto de Lei 3574/2024, de autoria do deputado Gilvan Maximo, reacende um debate sensível no país: o endurecimento das punições para motoristas que dirigem sob efeito de álcool e provocam acidentes com vítimas. A proposta, que tramita na Câmara dos Deputados, amplia significativamente as sanções administrativas e financeiras nesses casos, prevendo multas elevadas, suspensão prolongada da CNH e responsabilização direta pelos custos das vítimas.

Pelo texto, condutores que causarem morte ao volante sob efeito de álcool poderão sofrer multa multiplicada em até 100 vezes e perder o direito de dirigir por até 10 anos. Em situações de invalidez permanente, a penalidade também é rigorosa, com multa elevada e suspensão da habilitação por cinco anos. Além disso, o projeto estabelece que o infrator deverá arcar com despesas médicas e indenizações durante o período de recuperação da vítima. A proposta encontra respaldo em um forte apelo social. Em um país onde acidentes de trânsito ainda figuram entre as principais causas de morte, o endurecimento das regras é visto por muitos como resposta à sensação de impunidade. Especialistas apontam que medidas mais severas podem ter efeito pedagógico e contribuir para a redução de condutas de risco, sobretudo quando associadas à fiscalização eficiente. No entanto, o projeto também apresenta fragilidades jurídicas que podem comprometer sua efetividade. Um dos principais pontos de atenção está na forma como a responsabilização financeira é descrita. Trechos que tratam de indenizações vinculadas à renda ou à previdência do infrator levantam dúvidas quanto à constitucionalidade e à viabilidade prática de execução. Há ainda o risco de sobreposição com normas já existentes no Código de Trânsito Brasileiro e na legislação penal, o que pode gerar conflitos de interpretação e judicialização.

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Outro desafio é garantir que o endurecimento das penalidades não se limite ao papel. Sem fiscalização consistente e estrutura adequada para aplicação das sanções, há o risco de a proposta se tornar mais um dispositivo de difícil implementação, sem impacto real na redução dos acidentes. Em análise geral, o PL 3574/2024 surge como uma resposta política alinhada ao clamor popular por mais rigor no trânsito. No entanto, seu avanço dependerá de ajustes técnicos que assegurem segurança jurídica e aplicabilidade. O equilíbrio entre punição efetiva e viabilidade legal será determinante para que a proposta deixe de ser apenas simbólica e se transforme em instrumento concreto de prevenção.

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