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Autor de homicídio ocorrido a mando de facção é preso em flagrante pela Polícia Civil em Rondonópolis

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Policiais da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa de Rondonópolis prenderam em flagrante o autor de um homicídio, ocorrido no início da madrugada desta sexta-feira (18). A vítima foi executada no bairro Jardim Liberdade.

A apuração da DHPP apontou que Ítalo Vinicius Alves do Santos, de 34 anos, foi morto a mando de uma facção criminosa, porque estaria ‘dando trabalho’ no bairro onde residia. O corpo da vítima aparentava sinais de execução, com disparo à curta distância na cabeça. 

O autor do crime, de 24 anos, é ‘disciplina’ da organização criminosa na região do Jardim Liberdade.

Durante as diligências para apurar as circunstâncias do homicídio, a equipe da DHPP obteve informações de que ítalo era usuário de entorpecentes, mas não tinha dívidas com traficantes. Ele estava fazendo tratamento para ansiedade e depressão, porém, quando fazia uso de drogas, ameaçava moradores do bairro para obter dinheiro para comprar entorpecentes.

Antes de ser morto, Ítalo foi vítima, em ocasiões anteriores, de dois castigos físicos impostos pela facção, conhecidos como ‘salves’. A vítima também teria agredido verbalmente a mãe, horas antes de sua morte.

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Buscas

Depois de outras diligências, que possibilitaram a identificação do autor do crime, os policiais realizaram buscas pelo paradeiro dele, que reside na mesma rua em que a vítima morava.

Na tarde de sexta-feira, a equipe da DHPP localizou o ‘disciplina’ da facção escondido em uma residência no bairro Alfredo de Castro. Quando ele saiu da casa, foi abordado pelos policiais civis.

Questionado sobre sua ocupação profissional, ele disse que é pedreiro, mas quando indagado sobre a última obra que trabalhou, citou uma obra aleatória e disse que estava parado há mais de 30 dias.

Quando os policiais lhe perguntaram o motivo de estar escondido naquela casa, ele disse que ficou sabendo de uma operação policial na cidade e saiu de casa para não ser incomodado. Na residência do suspeito, os policiais encontraram dezenas de porções de maconha e cocaína, apetrechos para embalar entorpecentes e dinheiro.

O criminoso, de 24 anos, tem registros por roubo de veículo com arma de fogo e tráfico de drogas. Depois de ser autuado em flagrante pelo homicídio, ele foi encaminhado à Penitenciária Major Eldo Sá Corrêa.

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Fonte: PJC MT

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CIDADES

Entre a Curva e a Consciência: Quantas Vidas Ainda Precisarão Ser Perdidas na Estrada de Chapada?

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A manhã deste domingo (14) foi marcada por mais uma tragédia na MT-251, rodovia que liga Cuiabá a Chapada dos Guimarães. O jovem motociclista Márcio J. D. Pontes Sampaio, de apenas 18 anos, morreu após perder o controle da motocicleta em uma curva entre a Salgadeira e o Portão do Inferno. Segundo informações divulgadas pelas autoridades, ele colidiu contra a proteção lateral da pista e foi arremessado para fora da rodovia.

A notícia abalou familiares, amigos e toda a comunidade motociclista de Mato Grosso. A Associação dos Pilotos de Mato Grosso emitiu uma nota de pesar lamentando a perda precoce de mais um apaixonado pelas duas rodas.  

Mas, diante de mais uma cruz invisível fincada naquela serra, surge uma pergunta que precisa ser feita: o que está acontecendo naquele trecho da estrada?

Não é a primeira vez que uma vida é interrompida em circunstâncias semelhantes. Nos últimos anos, outros acidentes graves foram registrados justamente em curvas conhecidas pelos motociclistas que frequentam a região aos finais de semana. O local se tornou uma espécie de ponto de encontro para amantes da velocidade, da adrenalina e da fotografia.

E aqui é importante deixar algo muito claro: não se trata de apontar culpados.

Os fotógrafos que passam horas registrando a beleza das motos e a habilidade dos pilotos não podem ser responsabilizados por decisões tomadas no guidão. Eles apenas eternizam momentos que acontecem na estrada. Mas talvez seja necessário refletir sobre um comportamento que tem se tornado cada vez mais comum. Em tempos de redes sociais, curtidas e compartilhamentos, muitos motociclistas sonham com a foto perfeita. A imagem da curva impecável. O joelho próximo ao asfalto. A inclinação extrema. A pose que transmite domínio absoluto da máquina.

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A foto rende admiração. O vídeo ganha visualizações. Os comentários elogiam a coragem. Mas a física não conhece curtidas. A gravidade não se impressiona com seguidores. E a curva não distingue quem é iniciante ou experiente. Em uma fração de segundo, a linha entre uma fotografia memorável e uma tragédia pode desaparecer. Talvez a reflexão mais dura seja justamente essa: até que ponto a busca por reconhecimento, aprovação ou pela sensação de parecer um piloto profissional pode fazer alguém esquecer o principal motivo de voltar para casa?

A segurança.

Nenhuma imagem vale uma vida. Nenhum vídeo vale o sofrimento de uma mãe. Nenhuma postagem vale o silêncio que fica quando um capacete não volta a ser usado. A Estrada de Chapada é uma das mais bonitas de Mato Grosso. Suas curvas atraem turistas, ciclistas, motociclistas e aventureiros de todo o Brasil. Mas beleza também exige respeito. Pilotar uma motocicleta é uma paixão legítima. É liberdade. É amizade. É irmandade. Mas paixão sem prudência pode se transformar em dor.

A morte de Márcio não deve servir para julgamentos, acusações ou disputas de narrativas. Deve servir para algo maior: consciência.

Que cada motociclista que passar por aquela curva daqui para frente lembre que a melhor foto continua sendo aquela tirada depois do passeio, ao lado dos amigos, com todos vivos para contar a história.

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Porque, no fim das contas, o verdadeiro piloto não é aquele que faz a curva mais radical. É aquele que chega em casa.

Nosso mais profundo sentimento a família e amigos do Márcio.

Luiz Henrique Menezes – Saran News

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