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Sistema Fecomércio-MT amplia número de vagas na creche ‘Sesc Criança’

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Neste ano, 90 crianças são atendidas em tempo integral com direito à alimentação, material escolar e uniforme 

Em 2023, o Sistema Fecomércio-MT, por meio do Serviço Social do Comércio (Sesc-MT), ampliou o número de vagas disponíveis na creche ‘Sesc Criança’, que atende gratuitamente, de forma integral, dependentes de comerciários de um a três anos de idade. Inaugurada em 2022, a unidade, que atendia 70 crianças, agora está equipada para receber 90 alunos.

Para o presidente do Sistema Fecomércio-MT, José Wenceslau de Souza Júnior, a criação da creche foi um grande sonho realizado. “Desde o início da gestão, quis colocar em prática esse projeto para beneficiar os filhos dos trabalhadores do comércio, que podem se dedicar ao trabalho nas empresas tendo a certeza de que seu filho está seguro e muito bem cuidado”, destaca ele.

O serviço é ofertado aos trabalhadores do comércio cuja renda mensal não ultrapasse três salários-mínimos, seguindo os critérios do Programa de Comprometimento e Gratuidade (PCG) do Sesc-MT. As crianças estudam em período integral e recebem gratuitamente alimentação, material escolar, uniforme e acompanhamento de nutricionistas e dentistas do Sesc-MT.

Wenceslau Júnior destaca o comprometimento da instituição com o ensino. “Além de ser um dos pilares do Sesc-MT, a educação exerce um papel fundamental na vida de qualquer cidadão. E como os empresários contribuem com o Sistema Comércio, nada mais justo do que ofertar e ampliar serviços que beneficiem as empresas e seus colaboradores”, explica o presidente.

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A proprietária da Papelaria Grafitte, Tamires Pompermayer, conta que uma colaboradora da sua empresa tem um filho matriculado na unidade. “O Sistema Fecomércio-MT é uma referência e fico muito satisfeita em saber que nossos funcionários têm acesso a serviços gratuitos no Sesc-MT voltados a educação, cultura e saúde. Sem dúvida, os funcionários trabalham com mais tranquilidade e motivação”, destaca a empresária.

A infraestrutura da creche e o método de ensino são bastante diferenciados, pensando no desenvolvimento, conforto e segurança das crianças. Nas salas, a decoração inspirada na fauna e na flora típica da região, contempla os biomas Cerrado, Pantanal e Amazônia. Além disso, possui banheiros adaptados, refeitório infantil, sala de amamentação, fraldário e áreas recreativas.

“Os professores trabalham a autonomia das crianças e apostam em aulas que estimulam, por exemplo, o desenvolvimento de habilidades motoras e o conhecimento dos alimentos, por meio de oficinas culinárias”, informa o gerente de Educação do Sesc-MT, Juliano Prado.

Processo seletivo 

O processo de seleção para as vagas da creche é publicado no site www.sescmt.com.br. Após fazer sua inscrição, os pais recebem um número para acompanhar o sorteio de vagas, realizado por videoconferência. Os responsáveis devem ficar atentos às listas divulgadas para finalizar a matrícula.

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O gerente de Educação ressalta a lisura do processo. “O Sesc-MT se preocupa com a transparência e todos os passos, desde o edital até a matrícula, são auditáveis para dar aos pais plena confiança que não há privilégio no destino de vagas”, enfatiza.

O pequeno Nicolas Raphael, 2 anos, é o primeiro de três irmãos que obteve acesso ao ensino por meio de uma creche. Ele é aluno do Sesc Criança desde 2022, a vaga surgiu na segunda chamada do processo seletivo. Sua mãe, Jucilene da Silva, reconhece a evolução do filho nesse intervalo de tempo a partir das atividades aplicadas em sala de aula.

“A gente precisa trabalhar, e deixar nossos filhos em um lugar seguro nos ajuda a ir em busca do melhor para nossa família. O Nicolas adora as tias, os amiguinhos e está muito mais independente”, conta a mãe animada.

O Sistema S do Comércio, composto pela Fecomércio, Sesc, Senac e IPF em Mato Grosso, é presidido por José Wenceslau de Souza Júnior. A entidade é filiada à Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), que está sob o comando de José Roberto Tadros.

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AGRO & NEGÓCIOS

Escola Agrícola de São Vicente celebra 83 anos com reencontro, memórias e a força dos “agricolinos”

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A Escola Agrícola do IFMT Campus São Vicente celebrou seus 83 anos de fundação em clima de reencontro, saudade e gratidão. A festa reuniu ex-alunos, professores, familiares, autoridades e personagens que ajudaram a construir uma das histórias mais importantes da educação, da política e do agro em Mato Grosso.


Mais do que uma solenidade, o evento foi uma viagem no tempo. Logo na abertura, antigos alunos relembraram os tempos de disciplina rígida, ordem unida, apito na madrugada e hora cívica diária. Entre eles estava Mateus de Souza Ferreira, o “Mateuzinho”, ex-aluno de 1960 e professor aposentado, que voltou ao campus tomado pela emoção.

“Vem tudo na cabeça. A gente sente a saudade, a tristeza, a falta. Eu amo essa terra e meus ex-alunos”, disse Mateus, que também foi homenageado com moção de aplausos.

Mas em São Vicente, nome de batismo nem sempre é o mais lembrado. A tradição dos apelidos marcou gerações. Dito Lucas virou “Lanchão”. Abimael Antunes Marques é o “Bizão”. Amauri de Figueiredo, aos 93 anos, ainda carrega com bom humor o apelido de “Sancho Pança”. Diane Rodrigues Lamas escapou da brincadeira, mas confirmou: “Os meninos a gente conhece mais pelo apelido. O nome às vezes precisa buscar no HDzinho da memória”.


Essa identidade afetiva resume o espírito dos “agricolinos”, como são chamados aqueles que passaram pela escola. Para muitos, São Vicente não foi apenas um lugar de estudo, mas uma segunda casa, uma irmandade construída nos dormitórios, nas salas de aula, nos piqueniques, nos bailes antigos e nas amizades que atravessaram décadas.

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A comemoração também reforçou a importância histórica do campus para Mato Grosso. Autoridades como o governador em exercício Otaviano Pivetta, o presidente da Assembleia Legislativa Max Russi, o deputado federal José Medeiros, o ex-senador Cidinho Santos e o reitor do IFMT, Júlio César dos Santos, participaram da solenidade.


Pivetta destacou que São Vicente é símbolo da formação de capital humano no estado. Medeiros lembrou que muitos técnicos formados ali ajudaram a levar conhecimento ao campo, contribuindo para transformar Mato Grosso em potência agrícola. A escola, segundo ele, foi uma das bases do avanço do agro no cerrado.


A cultura também teve espaço especial na festa. O projeto Conexões, com Nico e Lau, levou humor, cuiabania e tradição ao evento. A dupla sertaneja Sander e Felipe animou o público, reforçando a ligação entre educação, agro e cultura popular.

Um dos momentos mais simbólicos veio com o senhor Amauri, memória viva da instituição. Ele relembrou quando Marechal Rondon passava pela escola e dizia que, se Mato Grosso continuasse “em cima do arado”, um dia forneceria comida para o mundo. Décadas depois, a profecia se confirmou.

A festa terminou como começou: com abraços, histórias, risadas e emoção. Quatro bois no rolete foram servidos ao público, que permaneceu até o fim da tarde celebrando não apenas os 83 anos de uma escola, mas a trajetória de uma instituição que ajudou a formar homens e mulheres que fizeram parte do crescimento de Mato Grosso.


Em São Vicente, cada apelido guarda uma história. Cada reencontro reacende uma memória. E cada aniversário confirma que a velha Escola Agrícola continua viva no coração de quem passou por ali, e na história do gigante Mato Grosso.

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Colaborou Luiz H. Menezes

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