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Hospital Regional de Rondonópolis abre 10 leitos de UTI com suporte em neurocirurgia

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O Hospital Regional de Rondonópolis abrirá, nesta sexta-feira (01.07), 10 leitos de Terapia Intensiva com suporte em neurocirurgia. Os novos leitos especializados serão referência para o atendimento de alta complexidade nos 19 municípios da região Sul de Saúde. 

A abertura dos leitos ocorre após estudo da Secretaria Adjunta de Vigilância e Atenção à Saúde da SES quanto às necessidades da região. De acordo com a secretária de Estado de Saúde, Kelluby de Oliveira, a especialidade em neurocirurgia foi apontada como uma necessidade de urgência para a regional.  

“Em Mato Grosso, sobretudo na região Sul de Saúde, tínhamos limitações na área da neurocirurgia pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Por essa razão, esses novos leitos somam-se à rede estadual e suprem uma necessidade real da região e do Estado. A população será melhor atendida com a disponibilização desses leitos e a atual gestão segue o compromisso estabelecido pelo governador Mauro Mendes, que é de fazer a saúde funcionar”, explicou a gestora. 

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A disponibilização das novas vagas é resultado do remanejamento dos leitos de UTI Covid-19 que funcionaram no Hospital Regional de Rondonópolis até setembro de 2021. A área onde que ficam os leitos passou por readequação estrutural e passa a atender uma nova especialidade. 

Além do suporte em neurocirurgia, os 10 leitos de UTI também poderão servir como retaguarda para cirurgias de alta complexidade e atendimentos gerais. 

A secretária adjunta Executiva de Saúde, Deisi Bocalon, pontua que, com o incremento dos leitos em neurocirurgia, a região Sul passa a ser autossuficiente em especialidades médicas da alta complexidade.

“A atual gestão faz um esforço muito grande para suprir as regiões de Saúde com as especialidades médicas mais complexas, de forma diminuir o deslocamento em grandes distâncias de pacientes graves e não sobrecarregar determinadas regiões do Estado”, esclareceu.

A Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) também trabalha para a breve disponibilização da especialidade de urologia no Hospital Regional de Rondonópolis.

Fonte: GOV MT

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CIDADES

Entre a Curva e a Consciência: Quantas Vidas Ainda Precisarão Ser Perdidas na Estrada de Chapada?

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A manhã deste domingo (14) foi marcada por mais uma tragédia na MT-251, rodovia que liga Cuiabá a Chapada dos Guimarães. O jovem motociclista Márcio J. D. Pontes Sampaio, de apenas 18 anos, morreu após perder o controle da motocicleta em uma curva entre a Salgadeira e o Portão do Inferno. Segundo informações divulgadas pelas autoridades, ele colidiu contra a proteção lateral da pista e foi arremessado para fora da rodovia.

A notícia abalou familiares, amigos e toda a comunidade motociclista de Mato Grosso. A Associação dos Pilotos de Mato Grosso emitiu uma nota de pesar lamentando a perda precoce de mais um apaixonado pelas duas rodas.  

Mas, diante de mais uma cruz invisível fincada naquela serra, surge uma pergunta que precisa ser feita: o que está acontecendo naquele trecho da estrada?

Não é a primeira vez que uma vida é interrompida em circunstâncias semelhantes. Nos últimos anos, outros acidentes graves foram registrados justamente em curvas conhecidas pelos motociclistas que frequentam a região aos finais de semana. O local se tornou uma espécie de ponto de encontro para amantes da velocidade, da adrenalina e da fotografia.

E aqui é importante deixar algo muito claro: não se trata de apontar culpados.

Os fotógrafos que passam horas registrando a beleza das motos e a habilidade dos pilotos não podem ser responsabilizados por decisões tomadas no guidão. Eles apenas eternizam momentos que acontecem na estrada. Mas talvez seja necessário refletir sobre um comportamento que tem se tornado cada vez mais comum. Em tempos de redes sociais, curtidas e compartilhamentos, muitos motociclistas sonham com a foto perfeita. A imagem da curva impecável. O joelho próximo ao asfalto. A inclinação extrema. A pose que transmite domínio absoluto da máquina.

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A foto rende admiração. O vídeo ganha visualizações. Os comentários elogiam a coragem. Mas a física não conhece curtidas. A gravidade não se impressiona com seguidores. E a curva não distingue quem é iniciante ou experiente. Em uma fração de segundo, a linha entre uma fotografia memorável e uma tragédia pode desaparecer. Talvez a reflexão mais dura seja justamente essa: até que ponto a busca por reconhecimento, aprovação ou pela sensação de parecer um piloto profissional pode fazer alguém esquecer o principal motivo de voltar para casa?

A segurança.

Nenhuma imagem vale uma vida. Nenhum vídeo vale o sofrimento de uma mãe. Nenhuma postagem vale o silêncio que fica quando um capacete não volta a ser usado. A Estrada de Chapada é uma das mais bonitas de Mato Grosso. Suas curvas atraem turistas, ciclistas, motociclistas e aventureiros de todo o Brasil. Mas beleza também exige respeito. Pilotar uma motocicleta é uma paixão legítima. É liberdade. É amizade. É irmandade. Mas paixão sem prudência pode se transformar em dor.

A morte de Márcio não deve servir para julgamentos, acusações ou disputas de narrativas. Deve servir para algo maior: consciência.

Que cada motociclista que passar por aquela curva daqui para frente lembre que a melhor foto continua sendo aquela tirada depois do passeio, ao lado dos amigos, com todos vivos para contar a história.

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Porque, no fim das contas, o verdadeiro piloto não é aquele que faz a curva mais radical. É aquele que chega em casa.

Nosso mais profundo sentimento a família e amigos do Márcio.

Luiz Henrique Menezes – Saran News

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