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Aumento de 63,7% em relação a 2023 beneficiou setores importantes da economia do estado, como o agropecuário, a indústria e a infraestrutura

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O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) ampliou as aprovações de crédito para o Mato Grosso em 2024, alcançando R$ 16,4 bilhões. O valor é 63,7% superior ao aprovado em 2023 e quase três vezes o destinado em 2022 (R$ 5,7 bilhões).

Os recursos beneficiaram todos os setores da economia, como agropecuário (R$ 7,6 bilhões), comércio e serviços (R$ 796,9 milhões), indústria (R$ 1,84 bilhão) e infraestrutura (R$ 6,2 bilhões). Micro, pequenas e médias empresas foram responsáveis por R$ 8,9 bilhões do total de crédito aprovado, um aumento de 21,9% em relação a 2023. Outro destaque no estado foram as aprovações de crédito para biocombustíveis, que totalizaram R$ 1,6 bilhão em 2024, volume superior ao registrado em 2022 (R$ 102,3 milhões).

“Os resultados de 2024 contribuem para fortalecer a economia de Mato Grosso e demonstram que, no governo do presidente Lula, o BNDES retomou a missão de promover o desenvolvimento econômico em todas as regiões do país. Parte desses recursos estão financiando, por exemplo, a duplicação de 444 km da BR-163, principal corredor logístico do agronegócio brasileiro. Em 2024, o banco também aprovou crédito para implantação de novas usinas de etanol de milho. Além disso, apenas em inovação na indústria de Mato Grosso, o Banco aprovou R$ 251 milhões em crédito no ano passado, um volume superior ao realizado em 2023 (R$ 132 milhões) e muito maior que 2022, quando o volume de crédito aprovado foi de apenas R$ 3,7 milhões com essa finalidade para o estado”, Aloizio Mercadante.

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Centro-Oeste – As aprovações de crédito para a Região Centro-Oeste alcançaram R$ 29,3 bilhões em 2024, valor 98,4% superior a 2022 (R$ 14,7 bilhões) e 31,2% superior a 2023 (R$ 22,3 bilhões). Nos anos de 2023 e 2024, o montante aprovado pelo Banco para a região foi de R$ 51,5 bilhões, valor 296,2% maior que o registrado nos dois últimos anos da gestão anterior (R$ 13 bilhões).

Os valores aprovados em 2024 beneficiaram setores como a agropecuária (R$ 10,4 bilhões), comércio e serviços (R$ 2,6 bilhões), indústria (R$ 7,6 bilhões) e infraestrutura (R$ 8,7 bilhões). Do total das aprovações no ano, R$ 13,5 bilhões foram para micro, pequenas e médias empresas (MPMEs).

No ano, o BNDES financiou R$ 823,5 milhões em projetos de inovação de empresas da região, aumento de 203,8% em relação a 2023 e de 2.548,6% em comparação com 2022 (R$ 31,1 milhões). O Banco também apoiou com R$ 100 milhões as exportações, desempenho diferente de 2022, quando não houve nenhum financiamento do Banco.

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Brasil – Em 2024, o BNDES lucrou R$ 26,4 bilhões em 2024, crescimento de 20,5% em relação a 2023, e realizou a maior injeção de crédito da história da instituição, com aprovações e garantias que somaram R$ 276,5 bilhões. Também foi o ano em que o BNDES alcançou a maior carteira de crédito desde 2017, no valor de R$ 584,8 bilhões, e a menor inadimplência do sistema financeiro (0,001%).

Considerando o recorte de micro, pequenas e médias empresas (MPMEs) as aprovações de crédito totalizaram R$ 92,4 bilhões. Somadas as aprovações mais R$ 63,9 bilhões em operações de MPME realizadas por agentes financeiros com garantias oferecidas pelos fundos garantidores, a oferta de crédito alcança R$ 156,3 bilhões, aumento de 44,7% em relação a 2023.

Mais informações: https://agenciadenoticias.bndes.gov.br/detalhe/noticia/Lucro-do-BNDES-cresce-205-e-alcanca-R$-264-bi-em-2024/

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AGRO & NEGÓCIOS

Geopolítica, crise no agro e cenário nacional pautam encontro da Aprosoja em Primavera do Leste

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Na quinta-feira (07), o Aprosoja Mato Grosso realizou, no Sindicato Rural de Primavera do Leste, um encontro voltado à discussão dos desafios enfrentados pelo agronegócio brasileiro diante do atual cenário econômico, jurídico e geopolítico mundial.


O evento reuniu produtores rurais, lideranças do setor e especialistas, tendo como um dos principais destaques a palestra do cientista político HOC, que apresentou uma análise sobre os impactos da geopolítica internacional na economia global e nos reflexos diretos sobre o Brasil.

Durante a palestra, HOC destacou que o mundo vive uma transformação profunda nas relações comerciais e estratégicas entre países, especialmente após a pandemia e os conflitos internacionais recentes. Segundo ele, questões como a disputa entre Estados Unidos e China, guerras no Oriente Médio, segurança energética, fertilizantes, alimentos e cadeias produtivas deixaram de ser apenas temas econômicos e passaram a ser pautas geopolíticas. O palestrante ressaltou ainda que o Brasil ocupa hoje uma posição estratégica no mundo por reunir fatores considerados essenciais para as próximas décadas, como produção de alimentos, energia renovável, reservas minerais e grande capacidade territorial.

“O Brasil vive uma janela de oportunidade rara. O mundo inteiro olha hoje para a América do Sul como uma região estratégica, principalmente pela segurança alimentar e energética”, pontuou durante a apresentação.

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Outro destaque do encontro foi a apresentação do presidente da Aprosoja Mato Grosso, Lucas Costa Beber, que fez um balanço das principais dificuldades enfrentadas pelo setor produtivo nos últimos anos.

Entre os temas abordados estiveram:

  • alta dos juros e endividamento rural;
  • dificuldades no acesso ao crédito;
  • insegurança jurídica;
  • invasões de terra;
  • regularização fundiária;
  • Moratória da Soja;
  • custos elevados de fertilizantes;
  • logística e infraestrutura;
  • cobrança do FETAB;
  • além dos impactos causados pela quebra de safra em Mato Grosso.

Lucas Beber também apresentou ações desenvolvidas pela entidade junto ao Governo do Estado, Assembleia Legislativa, Congresso Nacional, STF e órgãos reguladores, buscando minimizar os impactos econômicos e jurídicos enfrentados pelos produtores.


Produtores rurais presentes no encontro também demonstraram preocupação com o atual cenário político e econômico do país. Nas entrevistas realizadas durante o evento, muitos defenderam maior segurança jurídica, estabilidade econômica, incentivo à produção e mais representatividade do setor produtivo nas decisões nacionais.

O produtor rural José Nardes destacou a necessidade de fortalecimento do agro diante das dificuldades enfrentadas pelo setor. Já o produtor Nereu Carlos Parmigiani afirmou que o agronegócio segue sendo um dos pilares da economia brasileira mesmo em períodos de instabilidade econômica.


Para os participantes, o encontro promovido pela Aprosoja Mato Grosso serviu como espaço de reflexão sobre os rumos do Brasil, especialmente em um momento em que questões internacionais passam a impactar diretamente o cotidiano do produtor rural brasileiro.

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