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BR-364: trecho em obras exige atenção à sinalização para evitar acidentes

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Com o início da recuperação estrutural da BR-364, entre Jangada e Rosário Oeste, a Concessionária Rota do Oeste investe em sinalização especial e adquiriu ‘super cones’ infláveis para chamar a atenção dos motoristas que percorrem a região. A Concessionária recomenda ainda que os usuários fiquem atentos à sinalização de trânsito e orientações de segurança repassadas no local da obra. Essa semana, as equipes estão mobilizadas no km 507 da BR-364, em Rosário Oeste. O tráfego é operado no sistema de ‘Pare e Siga’.

Como parte da atividade de recuperação da rodovia, há um comboio formado por sete equipamentos de grande porte, que atuam enfileirados em uma sequência de trabalho simultâneo. O serviço mobiliza ainda uma equipe composta por 40 pessoas. Por isso, a atenção deve ser redobrada.

A gerente de Operações da Rota do Oeste, Bárbara Nathane, explica que o ‘Pare e Siga’ é fundamental para dar segmento à obra, que demanda uma certa complexidade. Por isso, a programação da Rota do Oeste prevê a operação de tráfego em apenas uma faixa dia e noite. “Para garantir a segurança viária e de todos que trabalham no local, os condutores devem respeitar a sinalização e as orientações repassadas no canteiro de obras”.

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Segundo o cronograma da Rota do Oeste, as equipes trabalharão das 6h às 18h com o tráfego sendo operado em ‘Pare e Siga’. Será empregada sinalização de obras no período noturno, para garantir o tempo mínimo de ‘cura’ do material.

Quem também chama a atenção para a segurança viária é o superintendente da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Francisco Élcio. Ele alerta sobre a importância de respeitar as normas de trânsito e seguir todas as orientações repassadas pelas equipes de obras, da Rota do Oeste e também pelos PRFs que estarão no local.

SINALIZAÇÃO E AVISOS – Para alertar os motoristas sobre os pontos com obras, indicando a necessidade de reduzir a velocidade e aumentar a vigilância no trajeto, a Rota do Oeste distribui panfletos nas praças de pedágios de Jangada (PP 05) e Diamantino (PP 06), onde também foram instaladas placa de sinalização indicando a presença das equipes de obras na rodovia.

Na rodovia foram instaladas placas de sinalização de obras e os Painéis de Mensagens Variáveis (PMVs) estão em pontos estratégicos informando sobre as obras. A Rota do Oeste também investiu em dois cones gigantes infláveis para chamar a atenção dos motoristas.

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Na internet, a Rota do Oeste disponibilizará comunicados sobre os pontos de obras quatro vezes ao dia, sendo três boletins de tráfego informando as condições de tráfego às 7h30, às 11h30 e às 16h; e um boletim divulgado às 19h, indicando os pontos com obras no dia seguinte. Dessa forma, o motorista tem condições de planejar a viagem e saber onde haverá obras e operação de tráfego em ‘Pare e Siga’ com antecedência.

Os motoristas também podem entrar em contato via telefones da Rota do Oeste (0800 065 0163) e da PRF (191), que funcionam 24 horas por dia, 7 dias por semana, sempre com informações atualizadas sobre tudo o que acontece no trecho sob concessão da BR-163/364.

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Entre a Curva e a Consciência: Quantas Vidas Ainda Precisarão Ser Perdidas na Estrada de Chapada?

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A manhã deste domingo (14) foi marcada por mais uma tragédia na MT-251, rodovia que liga Cuiabá a Chapada dos Guimarães. O jovem motociclista Márcio J. D. Pontes Sampaio, de apenas 18 anos, morreu após perder o controle da motocicleta em uma curva entre a Salgadeira e o Portão do Inferno. Segundo informações divulgadas pelas autoridades, ele colidiu contra a proteção lateral da pista e foi arremessado para fora da rodovia.

A notícia abalou familiares, amigos e toda a comunidade motociclista de Mato Grosso. A Associação dos Pilotos de Mato Grosso emitiu uma nota de pesar lamentando a perda precoce de mais um apaixonado pelas duas rodas.  

Mas, diante de mais uma cruz invisível fincada naquela serra, surge uma pergunta que precisa ser feita: o que está acontecendo naquele trecho da estrada?

Não é a primeira vez que uma vida é interrompida em circunstâncias semelhantes. Nos últimos anos, outros acidentes graves foram registrados justamente em curvas conhecidas pelos motociclistas que frequentam a região aos finais de semana. O local se tornou uma espécie de ponto de encontro para amantes da velocidade, da adrenalina e da fotografia.

E aqui é importante deixar algo muito claro: não se trata de apontar culpados.

Os fotógrafos que passam horas registrando a beleza das motos e a habilidade dos pilotos não podem ser responsabilizados por decisões tomadas no guidão. Eles apenas eternizam momentos que acontecem na estrada. Mas talvez seja necessário refletir sobre um comportamento que tem se tornado cada vez mais comum. Em tempos de redes sociais, curtidas e compartilhamentos, muitos motociclistas sonham com a foto perfeita. A imagem da curva impecável. O joelho próximo ao asfalto. A inclinação extrema. A pose que transmite domínio absoluto da máquina.

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A foto rende admiração. O vídeo ganha visualizações. Os comentários elogiam a coragem. Mas a física não conhece curtidas. A gravidade não se impressiona com seguidores. E a curva não distingue quem é iniciante ou experiente. Em uma fração de segundo, a linha entre uma fotografia memorável e uma tragédia pode desaparecer. Talvez a reflexão mais dura seja justamente essa: até que ponto a busca por reconhecimento, aprovação ou pela sensação de parecer um piloto profissional pode fazer alguém esquecer o principal motivo de voltar para casa?

A segurança.

Nenhuma imagem vale uma vida. Nenhum vídeo vale o sofrimento de uma mãe. Nenhuma postagem vale o silêncio que fica quando um capacete não volta a ser usado. A Estrada de Chapada é uma das mais bonitas de Mato Grosso. Suas curvas atraem turistas, ciclistas, motociclistas e aventureiros de todo o Brasil. Mas beleza também exige respeito. Pilotar uma motocicleta é uma paixão legítima. É liberdade. É amizade. É irmandade. Mas paixão sem prudência pode se transformar em dor.

A morte de Márcio não deve servir para julgamentos, acusações ou disputas de narrativas. Deve servir para algo maior: consciência.

Que cada motociclista que passar por aquela curva daqui para frente lembre que a melhor foto continua sendo aquela tirada depois do passeio, ao lado dos amigos, com todos vivos para contar a história.

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Porque, no fim das contas, o verdadeiro piloto não é aquele que faz a curva mais radical. É aquele que chega em casa.

Nosso mais profundo sentimento a família e amigos do Márcio.

Luiz Henrique Menezes – Saran News

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