CUIABÁ

OUTUBRO ROSA

Além da ação interna, entidade promove prevenção com a oferta de mamografias gratuitas em projeto Sesc Saúde Mulher

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Colaboradores do Sistema Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Mato Grosso, vinculados ao Serviço Social do Comércio (Sesc-MT) e Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac-MT), foram convidados a se informar e refletir sobre o câncer de mama em uma palestra realizada no Teatro do Sesc Arsenal. Os colaboradores o que atuam nas unidades do interior puderam participar de forma on-line.

“O câncer de mama é o segundo tipo de câncer mais frequente e o mais letal entre as mulheres brasileiras, de acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca). É importante falar sobre o assunto para que cada vez mais pessoas se conscientizem e cuidem da saúde com responsabilidade e informação”, afirma a gestora de Relações Trabalhistas e Humanas do Sesc-MT, Betania Prado.

O encontro, promovido em parceria com a Associação de Trabalhadores Voluntários contra o Câncer de Mama em Mato Grosso (MTMamma), faz parte da campanha Outubro Rosa e foi ministrado pelo mastologista e cirurgião oncológico, Luis Fernando Corrêa de Barros.

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Com uma apresentação esclarecedora, o médico destacou os dados demográficos do câncer de mama no Brasil, citou os principais tipos da doença, as formas de tratamento e a importância do diagnóstico precoce. “Quando o diagnóstico é precoce, há 95% de chance de cura”, destaca Barros.

Sobre o cenário atual, o médico chamou a atenção das mulheres mais jovens. “Os casos de câncer de mama vêm crescendo, principalmente entre mulheres jovens. A patologia ainda é rara antes dos 30 anos, mas esse dado está cada vez mais distante. Isso reforça a importância do autoexame e do acompanhamento médico, mesmo para aquelas que ainda não precisam realizar a mamografia rotineiramente”, completa.

Ao final da palestra, o ministrante tirou diversas dúvidas dos colaboradores do Sistema Comércio. A orientação é para que mulheres de até 39 anos realizem o autoexame mensalmente e consultas ginecológicas duas vezes ao ano. Após completar 40 anos, a mamografia deve ser incorporada aos exames de rotina solicitado pelo ginecologista.

 

Sesc Saúde Mulher

Somente entre janeiro e setembro de 2023, o Sistema Fecomércio-MT possibilitou que 5.877 mulheres de diferentes municípios de Mato Grosso tivessem acesso ao exame de mamografia de forma gratuita. Atualmente, a unidade móvel Sesc Saúde Mulher realiza atendimentos em Barra do Garças e cidade próximas. Além do exame diagnóstico do câncer e mama, o exame preventivo Papanicolau também é realizado gratuitamente.

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O Sistema S do Comércio, composto pela Fecomércio, Sesc, Senac e IPF em Mato Grosso, é presidido por José Wenceslau de Souza Júnior. A entidade é filiada à Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), que está sob o comando de José Roberto Tadros.

 

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ARTIGO & OPINIÃO

TDAH nas Escolas: Estratégias Eficazes para a Alfabetização e a Aprendizagem

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Luciana Brites, Doutoranda em Ciências do Desenvolvimento Humano e Mestra em Distúrbios do Desenvolvimento

O Dia Mundial de Conscientização do Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), em 13 de julho, destaca a importância da informação, do enfrentamento aos estigmas e da garantia de diagnóstico e tratamento adequados, com atenção especial aos desafios vividos por crianças e adolescentes na escola.

O TDAH é um transtorno do neurodesenvolvimento que afeta 5% das crianças em idade escolar. Caracteriza-se por desatenção, hiperatividade e impulsividade, fatores que impactam a aprendizagem e a alfabetização. Porém, o transtorno não impede que a criança tenha uma trajetória escolar e social plena ao receber acompanhamento adequado.

É importante explicar que o TDAH não se manifesta de forma única. O Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5) descreve três apresentações. A com predominância desatenta, a predominantemente hiperativa-impulsiva e a combinada, que reúne as duas. Essa distinção tem efeito direto na alfabetização.

Na apresentação desatenta, a criança se perde no meio da tarefa, esquece o que estava lendo e tem dificuldade em sustentar o foco em atividades que exigem esforço contínuo. Já na hiperativa-impulsiva, o obstáculo aparece na impulsividade, pois a criança tende a adivinhar palavras em vez de decodificá-las, escreve de forma apressada e abandona a atividade antes de concluí-la. Na combinada, os dois conjuntos se somam. Reconhecer qual apresentação predomina ajuda o professor a ajustar as estratégias, em vez de tratar todas as crianças com TDAH da mesma maneira.

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É mito afirmar que crianças com TDAH são menos inteligentes. Com diagnóstico precoce, apoio multidisciplinar e estratégias pedagógicas eficazes, elas podem apresentar inteligência dentro ou acima da média. O acompanhamento pode envolver psicopedagogos, psicólogos, fonoaudiólogos e outros profissionais, de acordo com as necessidades individuais.

Em sala de aula, é importante que os professores observem sinais como dificuldade em manter a atenção por longos períodos, impaciência, esquecimento de materiais, distração frequente e excesso de movimentos.

Na alfabetização, as principais dificuldades estão relacionadas à atenção, à memória, à autorregulação emocional e comportamental, à baixa motivação em tarefas repetitivas e, em alguns casos, à presença de comorbidades, como dislexia ou Transtorno Opositivo Desafiador (TOD). Diferentemente dos transtornos de linguagem, no TDAH o principal obstáculo está na manutenção do foco.

Para favorecer a aprendizagem, recomenda-se propor uma tarefa por vez, oferecer tempo extra para a execução, reduzir estímulos distratores e utilizar recursos visuais claros e objetivos. Estratégias práticas do cotidiano e instruções diretas também contribuem.

As dificuldades na escrita são comuns e podem estar associadas à impulsividade, à atenção reduzida e à coordenação motora fina. Medidas eficazes em sala são priorizar a qualidade em vez da quantidade, dividir atividades em etapas menores, respeitar o ritmo da criança e permitir pausas frequentes. O uso de recursos visuais, jogos, tecnologia e reforço positivo fortalece a motivação.

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Lidar com o TDAH na alfabetização exige paciência, planejamento e empatia. Com adaptações simples e apoio adequado, é possível transformar desafios em oportunidades, promovendo aprendizado significativo e inclusão escolar.


(*) Luciana Brites é CEO do Instituto NeuroSaber, psicopedagoga, psicomotricista, Doutoranda em Ciências do Desenvolvimento Humano e Mestra em Distúrbios do Desenvolvimento pelo Mackenzie, palestrante e autora de livros sobre educação e transtornos de aprendizagem. Instituto NeuroSaber https://institutoneurosaber.com.br

 

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