Eleições 2022
Beto lembra contribuição para construção de parques municipais em Cuiabá
Publicado em
19 de setembro de 2022por
Da RedaçãoEx-secretário municipal de Cultura, Esporte e Turismo da Capital aponta Parques das Águas e Tia Nair como grande legado da gestão na época; e Parque Novo Mato Grosso como novo marco
O candidato a deputado estadual, Beto Dois a Um (PSB), avaliou que a construção de parques municipais em Cuiabá representa avanço significativo para a qualidade de vida no local, bem como na infraestrutura para o lazer, que estão fortemente relacionados às práticas do turismo na Capital.
Beto, que foi secretário de Cultura, Esporte e Turismo de Cuiabá, entre 2014 e 2015, apontou que os Parques das Águas e Tia Nair, Complexo Dom Aquino e a revitalização da Orla do Porto foram grandes legados deixados pela gestão municipal, quando Mauro Mendes foi prefeito da Capital. As obras se tornaram ferramentas importantes para a mudança social em Cuiabá.
Inaugurado em 2016, o Parque das Águas é um dos destinos mais procurados por turistas em Cuiabá. Com 270 mil m² de área de lazer e muitos atrativos, o parque é considerado uma referência na cidade.
“Ajudei a idealizar e concretizar o Parque das Águas, Parque Tia Nair, Complexo Dom Aquino e a revitalização da Orla do Porto. Com o turismo fortalecido, é a população quem ganha. O turismo atrai investimentos, gera empregos e renda, além de alavancar a economia de uma cidade, região. E são tantas as possibilidades: turismo cultural, esportivo, ecológico, de negócios, eventos, uma infinidade”, analisa Beto Dois a Um.

“Essas construções promovem qualidade de vida. Investir em infraestrutura para o lazer está fortemente relacionado às práticas do turismo. E eu tenho muito orgulho em dizer que como secretário municipal de Cuiabá participei diretamente da implementação de importantes projetos que hoje são realidade para o povo cuiabano e mato-grossense”, completa.
Outra grande iniciativa apontada pelo candidato a estadual, foi a contribuição para idealização do Parque Novo Mato Grosso, espaço multiuso que está sendo construído em Cuiabá e que recebeu aporte de R$ 150 milhões do Governo do Estado.
Com área total de 300 hectares, o parque irá contar com autódromo, estacionamento para mais de 12 mil veículos, espaço para shows e eventos para 100 mil pessoas, kartódromo, lago para prática esportiva com 100 hectares, museu do agro, pista de motocross, pista de caminhada de 5 km, pista de skate, pista de ciclismo, pista de bicicross, parque da família e pista para arrancadão.
“Quando ainda respondia pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer, contribui na idealização do espetacular Parque Novo Mato Grosso, que será, sem sombra de dúvidas, um marco do turismo na Baixada Cuiabana, por representar um novo conceito de parques em Mato Grosso e o maior da América Latina”, garante Beto.
“Precisamos investir cada vez mais em políticas públicas concretas e continuadas para o turismo. E seguir firmes com foco num futuro ainda mais próspero para o nosso povo. Aqui o que não falta é gente que acredita nesses projetos”, finaliza.
Dono de duas medalhas olímpicas no atletismo, Vicente Lenílson, coordenador do Instituto Vicente Lenílson de Lima, que desenvolve projetos esportivos em Cuiabá e região, proporcionando a crianças e adolescentes a aproximação do esporte, destaca as possibilidades proporcionadas pelos parques de Cuiabá, tal como executar atividades voltadas para saúde e educação, e a contribuição de Beto Dois a Um no processo.
“Conheci o Beto como secretário de esporte de Cuiabá, trabalhou de forma gigantesca para que as melhorias e construção dessas praças da cidade fossem restauradas e passassem a ser novamente frequentadas por famílias, crianças e jovens. O trabalho dele na restauração e manutenção do Tia Nair foi algo extraordinário, onde se empenhou para esse parque ser o que é hoje, uma área familiar, de lazer, esportiva, para a caminhada, corrida, para as famílias interagirem com seus filhos e com outras famílias. Ele é um gigante do esporte, da cultura e de outras frentes, também, sou fã e admiro o trabalho dele”, disse Vicente.
Beto Dois a Um
Alberto Machado, o Beto Dois A Um, tem 46 anos de idade e é candidato ao cargo de deputado estadual pelo PSB. É músico, empresário e foi secretário de estado de cultura, esporte e lazer de Mato Grosso entre 2019 e 2022 e também secretário municipal de cultura de Cuiabá, entre 2014 e 2015.
Fonte: Eleições 2022
AGRO & NEGÓCIOS
Indígenas Parecis mostram que produzir também é preservar a dignidade
Published
2 dias atráson
11 de junho de 2026By
Da Redação
Campo Novo do Parecis, em Mato Grosso, abriga uma experiência pioneira no Brasil: a produção agrícola conduzida por indígenas dentro de seu próprio território, de forma organizada, coletiva e com olhar voltado para o futuro.

Durante reunião com lideranças indígenas da região, os pré-candidatos Dra. Paula Boaventura, à Câmara Federal, e Antônio Galvan, ao Senado, ouviram relatos fortes sobre a realidade dos Haliti-Pareci, povo que há anos enfrenta burocracias, embargos, preconceitos e visões ultrapassadas sobre o que é ser indígena no Brasil atual.

fAdilson Muziwane/Paula Boaventura
A principal mensagem deixada pelas lideranças foi clara: o indígena de hoje não pode ser condenado a viver como se o Brasil ainda estivesse em 1500. A cultura permanece, a tradição permanece, a família permanece. Mas o mundo mudou. A alimentação mudou. A saúde exige melhores condições. A educação exige investimento. E a dignidade exige trabalho.
“Somos seres humanos, somos brasileiros e temos o direito de viver bem dentro do nosso território, através do nosso próprio trabalho”, resumiu uma das lideranças.

Os Pareci defendem uma política pública que reconheça a diversidade dos povos indígenas. Só em Mato Grosso, são dezenas de etnias, cada uma com sua história, seu tempo de contato, sua cultura e sua realidade. Por isso, segundo eles, não é possível que uma única visão ideológica, muitas vezes construída longe das aldeias, determine o futuro de todos.

A experiência agrícola dos Pareci mostra que é possível produzir, gerar renda, manter a cultura e melhorar a qualidade de vida. Arnaldo Zuni Zakaê relata que, antes da agricultura, muitas famílias dependiam quase exclusivamente de aposentadorias, cargos na saúde ou na educação. Hoje, a produção abriu novas oportunidades: trabalho nas lavouras, cooperativas, associações, operação de máquinas, gestão, pesquisa, tecnologia e distribuição de renda.
O resultado, segundo os relatos, aparece na vida real. A população aumentou, a alimentação melhorou, a mortalidade caiu e os jovens passaram a enxergar futuro dentro do próprio território. “Saúde não se faz só com remédio. Saúde se faz com alimentação”, afirmou Arnaldo.

Também chamou atenção a participação das mulheres indígenas. Sônia Aparecida Zoazo Kamaero, agricultora, formada em Direito e especialista na área ambiental, explicou que a produção não rompeu com a cultura familiar, mas se adequou a ela. Segundo ela, na tradição Pareci, a mulher sempre teve papel fundamental na colheita, na formação da família e na transmissão de valores. Hoje, além disso, participa das decisões técnicas e econômicas.

“O homem é o guarda-chuva, a mulher é o pilar. Um não anda sem o outro”, afirmou Sônia.
O que os Pareci pedem não é privilégio. É segurança jurídica. É o direito de planejar a longo prazo. É poder acessar crédito, licenciamento, tecnologia e comercialização sem viver sob ameaça permanente de que uma mudança política ou uma interpretação burocrática paralise tudo.

Antônio Galvan, ex-presidente da Aprosoja MT e da Aprosoja Brasil, defendeu que os indígenas tenham direito real ao uso produtivo de parte de seus territórios, sempre com responsabilidade. Para ele, a experiência Pareci prova que o trabalho melhora a vida nas aldeias e pode servir de exemplo para outras etnias que desejam produzir.

Dra. Paula Boaventura também reforçou compromisso com a regulamentação, com a segurança jurídica e com políticas públicas que respeitem a autonomia indígena. De origem Bororo, ela destacou a importância da família, da tradição e do desenvolvimento como caminhos que podem andar juntos.
A reflexão que fica é simples: não se combate pobreza mantendo povos inteiros dependentes de assistencialismo. Também não se preserva cultura impedindo que indígenas estudem, produzam, empreendam e decidam seu próprio futuro.
O povo Pareci mostra que tradição e modernidade não são inimigas. O indígena pode preservar sua língua, seus rituais, seus pajés, sua família, suas mulheres, seus jovens e, ao mesmo tempo, plantar, colher, comercializar, estudar, usar tecnologia e melhorar de vida.
O Brasil precisa abandonar a visão romântica e atrasada de que o indígena só é indígena se estiver isolado da modernidade. Ser indígena é pertencer a um povo, a uma história e a uma cultura. Mas também é ser cidadão brasileiro, com direito à dignidade, ao trabalho, à renda e à liberdade de escolher o próprio caminho.
Campo Novo do Parecis talvez esteja mostrando ao país uma das discussões mais importantes do nosso tempo: o futuro indígena não deve ser imposto por gabinetes, ONGs ou ideologias. Deve ser construído ouvindo quem vive na aldeia, quem planta, quem colhe, quem cria os filhos e quem sabe, na prática, o que significa lutar por dignidade dentro do próprio território.
Os Pareci foram pioneiros. Agora, o desafio político é transformar essa experiência em política pública séria, segura e respeitosa, para que outras etnias que desejem seguir esse caminho também possam ter oportunidade de produzir, prosperar e viver melhor.
por Luiz Henrique Menezes
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