CUIABÁ

CAPACITAÇÃO NO CAMPO

Curso de Produção Artesanal de Queijos é realizado em Assentamento de Jaciara

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O Sindicato Rural de Jaciara, em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (Senar-MT), promoveu entre os dias 3 e 7 de fevereiro o curso de Produção Artesanal de Queijos em Jaciara. A iniciativa proporcionou aos participantes conhecimentos teóricos e práticos sobre o processamento do leite e a fabricação de queijos artesanais, contribuindo para a capacitação de produtores locais e o fortalecimento da agricultura familiar.

A instrutora Eliane Weberich, responsável por ministrar o curso, destacou a importância do aprendizado técnico para garantir a qualidade e a segurança alimentar dos produtos lácteos.
“Os participantes aprenderam desde as noções básicas sobre a obtenção do leite, utilizando materiais adequados e seguindo orientações técnicas, até a importância da legislação vigente para produtos de origem animal. Observamos os padrões de identidade e qualidade exigidos, garantindo que os queijos sejam seguros para o consumo. Além disso, identificamos os equipamentos e utensílios necessários para o processamento do leite, sempre em conformidade com as normas vigentes. A higienização e a sanitização dos materiais também foram reforçadas conforme as Boas Práticas de Fabricação de Alimentos (BPFs), fundamentais para um produto final de excelência.”

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Entre os participantes, a produtora Alzira Cardoso celebrou a oportunidade de aprendizado e destacou a importância da qualificação contínua para quem deseja empreender na produção de queijos.
“O curso foi muito gratificante, porque cada capacitação que eu faço pelo Senar-MT é um novo aprendizado. A gente nunca sabe tudo, cada dia é uma nova experiência. Eu pretendo, sim, investir nisso. No momento, ainda não tenho gado leiteiro, mas penso em adquirir pelo menos uma ou duas vacas para produzir meu próprio leite. Hoje, já compro leite do vizinho e faço para consumo próprio, mas no futuro, quem sabe, posso comercializar também.”*

A presidente do Sindicato Rural de Jaciara, Juliana Bortolini, enfatizou o impacto positivo da qualificação para a economia local e para o fortalecimento da agricultura familiar.
“O curso de produção artesanal de queijo representa um avanço significativo na capacitação dos produtores locais. Com isso, conseguimos agregar valor aos produtos da região e contribuir para o progresso social de Jaciara. A qualificação profissional é essencial para oferecer novas alternativas econômicas sustentáveis para as famílias rurais.”

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A mobilizadora sindical Andréia Nascimento também ressaltou a importância do curso como oportunidade de geração de renda, especialmente para mulheres que buscam autonomia financeira.
“Essa capacitação é uma grande oportunidade para mães de família que desejam ter uma fonte de renda fazendo aquilo que gostam. Além disso, é um incentivo e valorização dessas mulheres, que podem empreender na produção artesanal de queijos e contribuir para o sustento de suas famílias.”

A iniciativa reforça o compromisso do Sindicato Rural de Jaciara e do Senar-MT com o desenvolvimento do setor agropecuário, oferecendo capacitações que impulsionam a produção sustentável e a valorização dos produtores locais.

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AGRO & NEGÓCIOS

Dubai combate a fome com tecnologia e dignidade: conheça as máquinas que distribuem pão fresco gratuitamente 24 horas por dia

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Enquanto boa parte do mundo ainda enfrenta filas em bancos de alimentos e milhões de pessoas escondem a própria fome por vergonha, Dubai decidiu unir tecnologia e solidariedade para enfrentar um dos maiores problemas da humanidade.

Desde setembro de 2022, o emirado colocou em funcionamento o programa Bread for All (Pão para Todos), uma iniciativa que utiliza máquinas inteligentes capazes de assar e entregar pão fresco gratuitamente, funcionando durante 24 horas por dia.

Mais do que distribuir alimento, o projeto procura preservar aquilo que muitas vezes a pobreza também tira das pessoas: a dignidade.

Uma máquina que entrega mais do que pão

Foto divulgação

Ao contrário do que muitas pessoas imaginam, as máquinas não ficam espalhadas aleatoriamente pelas ruas.

Elas foram instaladas em unidades da rede de supermercados Aswaaq, em bairros estratégicos de Dubai, como Al Mizhar, Mirdif, Al Warqaa, Nad Al Sheba, Al Quoz e Al Badaa.

A escolha desses locais garante segurança, energia elétrica, monitoramento por câmeras e facilidade para o abastecimento.

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Quem precisa apenas faz o pedido e, poucos minutos depois, recebe um pão recém-assado.

Sem filas.

Sem cadastros.

Sem precisar explicar sua condição financeira.

Não existe ninguém entregando o alimento

Foto divulgação

Embora o atendimento seja totalmente automatizado para quem utiliza o equipamento, existe uma equipe trabalhando nos bastidores. Funcionários fazem a reposição dos ingredientes, realizam a limpeza, a manutenção preventiva e monitoram o funcionamento das máquinas.

Toda a operação é acompanhada remotamente, permitindo saber quando uma unidade precisa ser reabastecida ou apresentar algum problema técnico.

Quem paga essa conta?

As máquinas não dependem exclusivamente do governo. Elas recebem recursos de empresas, empresários e cidadãos que fazem doações diretamente no equipamento ou por meios digitais.


Um dos maiores exemplos foi o empresário Khalaf Al Habtoor, que patrocinou a instalação de dez novas máquinas para ampliar o alcance do programa. É uma corrente de solidariedade sustentada pela própria sociedade.

O mundo ainda convive com a fome

Mas existe uma dor que raramente aparece nas estatísticas.

A vergonha.

Muitas famílias deixam de procurar ajuda porque sentem constrangimento em enfrentar filas ou expor sua situação.

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Foi justamente esse aspecto que Dubai decidiu combater.

Ali, ninguém pergunta quem você é. Ninguém exige documentos. A máquina simplesmente entrega o pão. Poderia funcionar no Brasil? Essa talvez seja a pergunta mais importante.

É evidente que máquinas não acabam com a pobreza. Não resolvem desemprego.

Não substituem políticas públicas. Mas mostram que tecnologia pode ser usada para reduzir burocracia, diminuir custos operacionais e preservar a dignidade das pessoas.

Imagine equipamentos semelhantes instalados em hospitais públicos, rodoviárias, centros comunitários ou mercados municipais, oferecendo alimentos básicos durante todo o dia para quem realmente precisa.

Seria uma forma moderna de combater a fome sem expor quem vive esse drama diariamente.

Minha reflexão

Vivemos uma época em que a tecnologia costuma ser lembrada por inteligência artificial, carros autônomos e robôs.

Dubai decidiu utilizá-la para algo muito mais simples, e talvez muito mais importante.

Alimentar pessoas.

Porque combater a fome não significa apenas colocar comida na mesa.

Significa permitir que alguém receba ajuda sem perder a própria dignidade.

Talvez seja justamente essa a maior inovação do projeto Bread for All.

Saran News.

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