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Participação reforça o reconhecimento do CBMMT como referência nacional em operações com cães

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Militares do Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) marcaram presença no Congresso Nacional de Bombeiros (Conabom), o maior evento da categoria na América Latina, que é realizado no Ceará e se encerra nesta sexta-feira (8.8). Durante o congresso, a corporação ganhou destaque ao apresentar os trabalhos desenvolvidos com bombeiro e cão, em operações de busca, resgate e salvamento.

Essa participação reforça o reconhecimento do CBMMT como referência nacional em operações com cães, além de evidenciar a experiência prática e a constante atualização das equipes para atuar em diferentes tipos de ocorrências, tanto no Estado quanto, em muitos casos, em âmbito nacional.

O congresso contou com a palestra do tenente-coronel BM Rafael Ribeiro Marcondes, um dos pioneiros no uso de cães em operações no estado e o presidente do Comitê de Busca, Resgate e Salvamento com Cães (Conabresc).

Marcondes compartilhou sua experiência com a cadela Sheron, que atuou desde filhote em diversas missões e hoje encontra-se aposentada, deixando um legado importante na formação das equipes e na consolidação da atividade em Mato Grosso.

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Durante sua palestra intitulada “Desafios e conquistas do serviço de busca e resgate com cães no Brasil”, o tenente-coronel apresentou ainda as metodologias de treinamento e os avanços tecnológicos empregados nas ações desenvolvidas pela corporação.

Ele também destacou as boas práticas entre as unidades especializadas de todo o país e as dificuldades do trabalho diante da diversidade de ocorrências, terrenos e climas, o que exige adaptação constante das equipes.

“É uma honra estar aqui no Congresso Nacional de Bombeiros para compartilhar um pouco da nossa experiência com os binômios em Mato Grosso. E esse evento é uma oportunidade da integração e o intercâmbio de boas práticas entre as unidades especializadas do Brasil que fortalecem o serviço de busca e resgate com cães. Essa é uma atividade que exige dedicação, treinamento constante e uma conexão única entre o bombeiro e seu cão”, concluiu o tenente-coronel Marcondes.

Fonte SESP

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ARTIGO & OPINIÃO

TDAH nas Escolas: Estratégias Eficazes para a Alfabetização e a Aprendizagem

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Luciana Brites, Doutoranda em Ciências do Desenvolvimento Humano e Mestra em Distúrbios do Desenvolvimento

O Dia Mundial de Conscientização do Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), em 13 de julho, destaca a importância da informação, do enfrentamento aos estigmas e da garantia de diagnóstico e tratamento adequados, com atenção especial aos desafios vividos por crianças e adolescentes na escola.

O TDAH é um transtorno do neurodesenvolvimento que afeta 5% das crianças em idade escolar. Caracteriza-se por desatenção, hiperatividade e impulsividade, fatores que impactam a aprendizagem e a alfabetização. Porém, o transtorno não impede que a criança tenha uma trajetória escolar e social plena ao receber acompanhamento adequado.

É importante explicar que o TDAH não se manifesta de forma única. O Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5) descreve três apresentações. A com predominância desatenta, a predominantemente hiperativa-impulsiva e a combinada, que reúne as duas. Essa distinção tem efeito direto na alfabetização.

Na apresentação desatenta, a criança se perde no meio da tarefa, esquece o que estava lendo e tem dificuldade em sustentar o foco em atividades que exigem esforço contínuo. Já na hiperativa-impulsiva, o obstáculo aparece na impulsividade, pois a criança tende a adivinhar palavras em vez de decodificá-las, escreve de forma apressada e abandona a atividade antes de concluí-la. Na combinada, os dois conjuntos se somam. Reconhecer qual apresentação predomina ajuda o professor a ajustar as estratégias, em vez de tratar todas as crianças com TDAH da mesma maneira.

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É mito afirmar que crianças com TDAH são menos inteligentes. Com diagnóstico precoce, apoio multidisciplinar e estratégias pedagógicas eficazes, elas podem apresentar inteligência dentro ou acima da média. O acompanhamento pode envolver psicopedagogos, psicólogos, fonoaudiólogos e outros profissionais, de acordo com as necessidades individuais.

Em sala de aula, é importante que os professores observem sinais como dificuldade em manter a atenção por longos períodos, impaciência, esquecimento de materiais, distração frequente e excesso de movimentos.

Na alfabetização, as principais dificuldades estão relacionadas à atenção, à memória, à autorregulação emocional e comportamental, à baixa motivação em tarefas repetitivas e, em alguns casos, à presença de comorbidades, como dislexia ou Transtorno Opositivo Desafiador (TOD). Diferentemente dos transtornos de linguagem, no TDAH o principal obstáculo está na manutenção do foco.

Para favorecer a aprendizagem, recomenda-se propor uma tarefa por vez, oferecer tempo extra para a execução, reduzir estímulos distratores e utilizar recursos visuais claros e objetivos. Estratégias práticas do cotidiano e instruções diretas também contribuem.

As dificuldades na escrita são comuns e podem estar associadas à impulsividade, à atenção reduzida e à coordenação motora fina. Medidas eficazes em sala são priorizar a qualidade em vez da quantidade, dividir atividades em etapas menores, respeitar o ritmo da criança e permitir pausas frequentes. O uso de recursos visuais, jogos, tecnologia e reforço positivo fortalece a motivação.

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Lidar com o TDAH na alfabetização exige paciência, planejamento e empatia. Com adaptações simples e apoio adequado, é possível transformar desafios em oportunidades, promovendo aprendizado significativo e inclusão escolar.


(*) Luciana Brites é CEO do Instituto NeuroSaber, psicopedagoga, psicomotricista, Doutoranda em Ciências do Desenvolvimento Humano e Mestra em Distúrbios do Desenvolvimento pelo Mackenzie, palestrante e autora de livros sobre educação e transtornos de aprendizagem. Instituto NeuroSaber https://institutoneurosaber.com.br

 

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