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Austrália fura defesa da Tunísia, vence e se mantém viva na Copa

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Os australianos venceram pela primeira vez desde 2010 e chegam aos três pontos no Grupo D

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  • Nos últimos nove jogos da Tunísia, somente o Brasil havia conseguido vazar a sua defesa

  • Duke, que atua na segunda divisão japonesa, marcou o gol da vitória australiana

  • Na quarta, a decisão do grupo acontece de forma simultânea: a Tunísia pega a França enquanto a Austrália enfrenta a Dinamarca

Tunísia 0 x 1 Austrália

Gols : Mitchell Duke (22 minutos do 1º tempo)

Em seus últimos nove jogos, a Tunísia havia sofrido gol somente em amistoso contra o Brasil, em setembro. Depois de segurar o empate em 0 a 0 com a Dinamarca em sua estreia, os africanos não conseguiram valer o grande apoio no estádio e perderam por 1 a 0 para a Austrália neste sábado, em confronto chave para o futuro dos dois países na Copa do Mundo FIFA.

Com o resultado, os australianos saltam para três pontos enquanto os tunisianos ficam com apenas um no Qatar.

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Na quarta-feira que vem, os Cangurus encerram uma fase de grupos contra a Dinamarca. As Águias de Cartago, por sua vez, têm missão difícil diante da atual campeã mundial França.

Abusando dos cruzamentos, a Austrália insistiu nas descidas, sobretudo, pela esquerda e, em um desses lances, chegou ao gol em bola na área que Duke desviou de cabeça para encobrir o goleiro Aymen Dahmen. O atacante de 31 anos homenageou seu filho na festa. Mais acuada, a Tunísia prevaleceu, então, sair para o jogo e, antes do intervalo, quase igualou com Mohamed Dräger e Youssef Msakni.

Na volta para o segundo tempo, os tunisianos entraram de vez na partida e, empurrados pela maioria nas arquibancadas, pressionaram. Faltava, ainda assim, maior precisão no último terço. Os minutos finais foram de chances para ambos os lados, mas ninguém alterou o placar.

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Número

Nos 18 jogos que disputaram ao longo de sua história em Mundiais, essa foi a primeira vez que a Austrália conseguiu chegar ao intervalo vencendo. Mas mais importante que isso, claro, manteve a vantagem no placar até o fim. O país não ganhou a competição desde o 2 a 1 sobre a Sérvia, em 2010.

Fonte: Agência Esporte

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CIDADES

Copa do Mundo: controlar ansiedade e evitar excessos ajuda a proteger o coração

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Reunir a família, vestir a camisa, preparar a comida, acompanhar cada lance e comemorar os gols fazem parte da tradição dos brasileiros durante a Copa do Mundo. Mas, em meio ao clima de festa, alguns cuidados não podem ficar em segundo plano. A mudança de rotina, somada a noites mal dormidas, bebida alcoólica, alimentação pesada, cigarro e interrupção de medicamentos, pode sobrecarregar o organismo, especialmente em pessoas que já convivem com fatores de risco cardiovascular.

A orientação dos especialistas é para que a torcida seja vivida com equilíbrio, principalmente por quem tem hipertensão, diabetes, arritmias, colesterol alto, histórico de infarto, obesidade ou sedentarismo.

Segundo o cardiologista do Hospital Santa Rosa, Dr. Leandro Mandaloufas, a expressão “haja coração” tem fundamento do ponto de vista médico, porque momentos de grande emoção provocam respostas reais no corpo.

“Em momentos de grande emoção, o coração realmente trabalha mais. O corpo libera hormônios do estresse, como a adrenalina, que fazem o coração bater mais rápido e com mais força. Em pessoas saudáveis, isso costuma ser bem tolerado. Mas, em quem já tem alguma doença cardíaca, esse ‘esforço extra’ pode representar risco”, explica o médico.

Quando a pessoa fica ansiosa, nervosa ou muito tensa, o corpo entra em um estado de alerta. Nessa reação, há liberação de adrenalina e cortisol, aumento da frequência cardíaca, da pressão arterial e da respiração, além da contração dos vasos sanguíneos. De acordo com o cardiologista, esse mecanismo prepara o organismo para reagir rapidamente, mas também aumenta a carga sobre o sistema cardiovascular.

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Em Mato Grosso, o cuidado com a saúde do coração ganha ainda mais relevância diante do peso das doenças cardiovasculares na mortalidade. O estado registrou 5.277 mortes por doenças do aparelho circulatório em 2023, o que correspondeu a 24,22% do total de óbitos, conforme o Relatório Anual de Gestão da Secretaria de Estado de Saúde.

Para o Dr. Mandaloufas, pessoas com fatores de risco devem redobrar a atenção. Entram nesse grupo pessoas com hipertensão arterial, histórico de infarto ou doença coronariana, arritmias cardíacas, diabetes, colesterol alto, sedentarismo e obesidade.

“Esses grupos já têm maior risco cardiovascular, e situações de estresse intenso podem atuar como gatilho para eventos agudos”, destaca.

Hábitos adotados em períodos de confraternização também podem interferir diretamente na saúde. O consumo de bebida alcoólica, cigarro, alimentos gordurosos, poucas horas de sono e a suspensão de remédios de uso contínuo estão entre os principais pontos de atenção.

“O álcool pode alterar o ritmo cardíaco e aumentar a pressão. O cigarro prejudica a circulação e favorece eventos cardíacos. Alimentos gordurosos podem sobrecarregar o organismo. Dormir mal aumenta o estresse e a pressão arterial. Interromper medicamentos é especialmente perigoso e pode descompensar doenças já existentes”, pontua o médico.

*Quando o sintoma não é só nervosismo*

Em situações de ansiedade ou estresse, é comum que a pessoa sinta o coração acelerar ou perceba algum grau de nervosismo. No entanto, alguns sinais não devem ser atribuídos automaticamente à emoção do momento.

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Dor ou pressão no peito, falta de ar, tontura, desmaio, palpitações intensas ou irregulares, suor frio e náuseas associadas ao mal-estar exigem atenção. Segundo o cardiologista, esses sintomas podem indicar problemas cardíacos e precisam de avaliação médica imediata.

A recomendação é procurar atendimento quando o desconforto é persistente, intenso, aparece de forma repentina ou ocorre em pessoas que já possuem fatores de risco. A avaliação profissional é importante porque sintomas de ansiedade e alterações cardiovasculares podem se confundir.

*Prevenção deve vir antes da emergência*

A principal orientação é manter os cuidados de rotina em dia. Pessoas com fatores de risco, histórico familiar de doença cardíaca ou sintomas, mesmo leves, devem procurar avaliação cardiológica. O check-up também é recomendado de forma periódica a partir dos 40 anos, ou antes, conforme o risco individual.

“A prevenção é sempre o melhor caminho”, reforça o Dr. Mandaloufas.

No Hospital Santa Rosa, o atendimento cardiológico inclui consultas especializadas, exames diagnósticos como eletrocardiograma, ecocardiograma, teste ergométrico e monitorização por Holter, além de urgência e emergência cardiológica, acompanhamento de pacientes com doenças crônicas e orientação para controle de fatores de risco.

“Essa estrutura permite identificar precocemente problemas cardíacos, tratar adequadamente e acompanhar o paciente de forma contínua, promovendo mais segurança e qualidade de vida”, finaliza o médico.

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