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Várzea Grande dá passo histórico na saúde com lançamento de programa inédito

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Hospital Santa Rita é a mais nova unidade de saúde que passará a atender à população de Várzea Grande através do SUS

 

A saúde pública de Várzea Grande viveu um momento histórico na manhã desta segunda-feira (7) com o lançamento oficial do Programa Fila Zero que permitirá a realização de exames e cirurgias de média e alta complexidade no próprio Município, por meio do Hospital Santa Rita. O evento reuniu autoridades, como o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Max Russi (PSB), o senador Júlio Campos (União), vereadores de Várzea Grande e demais parlamentares, evidenciando a importância da iniciativa para a população.

A partir de agora, exames e procedimentos como cateterismo, retirada de vesícula, laqueadura e, em breve, até cirurgias bariátricas, poderão ser feitos em Várzea Grande, sem que os pacientes precisem se deslocar até Cuiabá e tudo pelo SUS.

A medida representa um avanço significativo para o sistema de regulação e promete agilizar o atendimento da população, reduzindo a fila de espera e aumentando a autonomia do Município na área da saúde. Como pontuou a prefeita Flávia Moretti (PL), o lançamento do programa simboliza mais uma conquista da atual gestão. “Quem ganha com isso é a população. Vamos continuar avançando, porque esse é o nosso lema: Acelera, VG!”, declarou.

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Ela lembrou, que desde que assumiu a prefeitura, passou a colocar a saúde também como prioridade, no mesmo patamar que importância que tem o sistema de abastecimento de água para a cidade. “E na saúde estamos colhendo inúmeros resultados positivos e concretos. Estamos ofertando serviços inéditos, algo que a população necessitava e esperava por mais de anos. Agora, com menos de 100 dias de trabalho temos todas essas conquistas”.

A secretária municipal de Saúde, Deisi Bocalon, destacou que o programa é fruto de uma parceria estratégica com o governo do Estado, e que o objetivo é tornar Várzea Grande cada vez mais independente na oferta de procedimentos de alta complexidade. “Esse é um projeto que visa melhorar a vida da população. Vamos continuar trabalhando junto ao governo estadual para trazer novas implementações, garantindo um atendimento cada vez mais ágil e de qualidade para os nossos munícipes”, afirmou.

Já o diretor-geral do Hospital Santa Rita, Dr. Alencar Farina, enfatizou o caráter inovador da proposta. “O hospital abraçou essa causa com o intuito de, além de prestar um serviço social, queremos ser protagonistas na melhoria da saúde pública de Várzea Grande. Estamos preparados para esse novo momento”, disse.

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“Trazer para Várzea Grande um programa que estava disponível desde 2021, e jamais requerido, é uma conquista que os munícipes têm que celebrar”, exclamou o presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, Max Russi, se colocando à disposição da gestão para melhorias na pasta.

O novo programa representa uma transformação no cenário da saúde municipal e reforça o compromisso da administração pública com o bem-estar dos várzea-grandenses, promovendo dignidade, agilidade e qualidade no atendimento médico.

Reporter: FLÁVIA PORFÍRIO Fonte: SMS/VG Data: 07/04/2025 15:49:54

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ARTIGO & OPINIÃO

TDAH nas Escolas: Estratégias Eficazes para a Alfabetização e a Aprendizagem

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Luciana Brites, Doutoranda em Ciências do Desenvolvimento Humano e Mestra em Distúrbios do Desenvolvimento

O Dia Mundial de Conscientização do Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), em 13 de julho, destaca a importância da informação, do enfrentamento aos estigmas e da garantia de diagnóstico e tratamento adequados, com atenção especial aos desafios vividos por crianças e adolescentes na escola.

O TDAH é um transtorno do neurodesenvolvimento que afeta 5% das crianças em idade escolar. Caracteriza-se por desatenção, hiperatividade e impulsividade, fatores que impactam a aprendizagem e a alfabetização. Porém, o transtorno não impede que a criança tenha uma trajetória escolar e social plena ao receber acompanhamento adequado.

É importante explicar que o TDAH não se manifesta de forma única. O Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5) descreve três apresentações. A com predominância desatenta, a predominantemente hiperativa-impulsiva e a combinada, que reúne as duas. Essa distinção tem efeito direto na alfabetização.

Na apresentação desatenta, a criança se perde no meio da tarefa, esquece o que estava lendo e tem dificuldade em sustentar o foco em atividades que exigem esforço contínuo. Já na hiperativa-impulsiva, o obstáculo aparece na impulsividade, pois a criança tende a adivinhar palavras em vez de decodificá-las, escreve de forma apressada e abandona a atividade antes de concluí-la. Na combinada, os dois conjuntos se somam. Reconhecer qual apresentação predomina ajuda o professor a ajustar as estratégias, em vez de tratar todas as crianças com TDAH da mesma maneira.

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É mito afirmar que crianças com TDAH são menos inteligentes. Com diagnóstico precoce, apoio multidisciplinar e estratégias pedagógicas eficazes, elas podem apresentar inteligência dentro ou acima da média. O acompanhamento pode envolver psicopedagogos, psicólogos, fonoaudiólogos e outros profissionais, de acordo com as necessidades individuais.

Em sala de aula, é importante que os professores observem sinais como dificuldade em manter a atenção por longos períodos, impaciência, esquecimento de materiais, distração frequente e excesso de movimentos.

Na alfabetização, as principais dificuldades estão relacionadas à atenção, à memória, à autorregulação emocional e comportamental, à baixa motivação em tarefas repetitivas e, em alguns casos, à presença de comorbidades, como dislexia ou Transtorno Opositivo Desafiador (TOD). Diferentemente dos transtornos de linguagem, no TDAH o principal obstáculo está na manutenção do foco.

Para favorecer a aprendizagem, recomenda-se propor uma tarefa por vez, oferecer tempo extra para a execução, reduzir estímulos distratores e utilizar recursos visuais claros e objetivos. Estratégias práticas do cotidiano e instruções diretas também contribuem.

As dificuldades na escrita são comuns e podem estar associadas à impulsividade, à atenção reduzida e à coordenação motora fina. Medidas eficazes em sala são priorizar a qualidade em vez da quantidade, dividir atividades em etapas menores, respeitar o ritmo da criança e permitir pausas frequentes. O uso de recursos visuais, jogos, tecnologia e reforço positivo fortalece a motivação.

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Lidar com o TDAH na alfabetização exige paciência, planejamento e empatia. Com adaptações simples e apoio adequado, é possível transformar desafios em oportunidades, promovendo aprendizado significativo e inclusão escolar.


(*) Luciana Brites é CEO do Instituto NeuroSaber, psicopedagoga, psicomotricista, Doutoranda em Ciências do Desenvolvimento Humano e Mestra em Distúrbios do Desenvolvimento pelo Mackenzie, palestrante e autora de livros sobre educação e transtornos de aprendizagem. Instituto NeuroSaber https://institutoneurosaber.com.br

 

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