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SHOW

A secretaria de Segurança Pública prevê um público de 20 mil pessoas

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A Secretaria de Segurança Pública (Sesp) avaliou nesta terça-feira (25.11), o planejamento de segurança do show do cantor Natazinho Lima, que será realizado nesta quinta-feira (27) no Parque Novo Mato Grosso.

Durante reunião da Câmara Temática de Grandes Eventos, Integrantes de diferentes instituições das forças de segurança se reuniram com organizadores do evento que expuseram o planejamento do show e discutiram medidas para ampliar a segurança do público.

A coordenadora do Gabinete de Gestão Integrada (GGI), tenente coronel Monalisa Furlan, destacou que a intenção da reunião foi analisar as experiências de outras apresentações para melhorar a vivência do público em eventos no Parque Novo Mato Grosso.

“Analisamos vários pontos sensíveis que a organização do evento está solucionando, incluindo a expectativa de público, que pela movimentação que vem ocorrendo nas redes sociais pode superar 20 mil pessoas. Estamos nos preparando para proporcionar uma grande experiência ao cidadão que vai acompanhar o show, com tranquilidade e segurança”, destacou.

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A Câmara Temática reuniu representantes da Secretaria Adjunta de Integração Operacional (Saiop), Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, Delegacia do Consumidor, Procon, Secretaria de Mobilidade Urbana de Cuiabá e Ministério Público, além do Gabinete de Gestão Integrada que liderou a reunião.

O evento

O show será a gravação do áudio visual “Cortando Chão” do cantor Natanzinho Lima com participação especial de Murilo Huff e terá entrada gratuita. Os portões serão abertos a partir das 18h com previsão de início da apresentação às 20h e término à meia noite.

A prefeitura de Cuiabá vai disponibilizar uma linha de ônibus saindo do Shopping Pantanal até o parque Novo Mato Grosso, durante o horário de transporte público.

Fonte: SESP

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ARTIGO & OPINIÃO

TDAH nas Escolas: Estratégias Eficazes para a Alfabetização e a Aprendizagem

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Luciana Brites, Doutoranda em Ciências do Desenvolvimento Humano e Mestra em Distúrbios do Desenvolvimento

O Dia Mundial de Conscientização do Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), em 13 de julho, destaca a importância da informação, do enfrentamento aos estigmas e da garantia de diagnóstico e tratamento adequados, com atenção especial aos desafios vividos por crianças e adolescentes na escola.

O TDAH é um transtorno do neurodesenvolvimento que afeta 5% das crianças em idade escolar. Caracteriza-se por desatenção, hiperatividade e impulsividade, fatores que impactam a aprendizagem e a alfabetização. Porém, o transtorno não impede que a criança tenha uma trajetória escolar e social plena ao receber acompanhamento adequado.

É importante explicar que o TDAH não se manifesta de forma única. O Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5) descreve três apresentações. A com predominância desatenta, a predominantemente hiperativa-impulsiva e a combinada, que reúne as duas. Essa distinção tem efeito direto na alfabetização.

Na apresentação desatenta, a criança se perde no meio da tarefa, esquece o que estava lendo e tem dificuldade em sustentar o foco em atividades que exigem esforço contínuo. Já na hiperativa-impulsiva, o obstáculo aparece na impulsividade, pois a criança tende a adivinhar palavras em vez de decodificá-las, escreve de forma apressada e abandona a atividade antes de concluí-la. Na combinada, os dois conjuntos se somam. Reconhecer qual apresentação predomina ajuda o professor a ajustar as estratégias, em vez de tratar todas as crianças com TDAH da mesma maneira.

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É mito afirmar que crianças com TDAH são menos inteligentes. Com diagnóstico precoce, apoio multidisciplinar e estratégias pedagógicas eficazes, elas podem apresentar inteligência dentro ou acima da média. O acompanhamento pode envolver psicopedagogos, psicólogos, fonoaudiólogos e outros profissionais, de acordo com as necessidades individuais.

Em sala de aula, é importante que os professores observem sinais como dificuldade em manter a atenção por longos períodos, impaciência, esquecimento de materiais, distração frequente e excesso de movimentos.

Na alfabetização, as principais dificuldades estão relacionadas à atenção, à memória, à autorregulação emocional e comportamental, à baixa motivação em tarefas repetitivas e, em alguns casos, à presença de comorbidades, como dislexia ou Transtorno Opositivo Desafiador (TOD). Diferentemente dos transtornos de linguagem, no TDAH o principal obstáculo está na manutenção do foco.

Para favorecer a aprendizagem, recomenda-se propor uma tarefa por vez, oferecer tempo extra para a execução, reduzir estímulos distratores e utilizar recursos visuais claros e objetivos. Estratégias práticas do cotidiano e instruções diretas também contribuem.

As dificuldades na escrita são comuns e podem estar associadas à impulsividade, à atenção reduzida e à coordenação motora fina. Medidas eficazes em sala são priorizar a qualidade em vez da quantidade, dividir atividades em etapas menores, respeitar o ritmo da criança e permitir pausas frequentes. O uso de recursos visuais, jogos, tecnologia e reforço positivo fortalece a motivação.

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Lidar com o TDAH na alfabetização exige paciência, planejamento e empatia. Com adaptações simples e apoio adequado, é possível transformar desafios em oportunidades, promovendo aprendizado significativo e inclusão escolar.


(*) Luciana Brites é CEO do Instituto NeuroSaber, psicopedagoga, psicomotricista, Doutoranda em Ciências do Desenvolvimento Humano e Mestra em Distúrbios do Desenvolvimento pelo Mackenzie, palestrante e autora de livros sobre educação e transtornos de aprendizagem. Instituto NeuroSaber https://institutoneurosaber.com.br

 

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