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Rondonópolis

Inaugurado o Centro de Reabilitação Animal de Rondonópolis

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O prefeito José Carlos do Pátio inaugurou oficialmente na manhã desta quarta-feira (31) as instalações do Centro de Reabilitação Animal de Rondonópolis (Ceraro) que fica próximo da Unidade de Vigilância em Zoonoses (UVZ), na região do Globo Recreio.

A obra, idealizada pela juíza de direito Milena Aparecida Pereira Beltramini, foi construída numa parceria entre o Poder Judiciário local (JUVAM), a Prefeitura, Ministério Público e contou com o apoio da Câmara Municipal.

O Ceraro, que leva o nome do pai da Juíza Milena, Osvaldo Pereira Beltramini (falecido), foi custeada em parte com recursos provenientes do COMPES – ações de fiscalização e autuações do JUVAM – Juizado Volante Ambiental, e contrapartida da Prefeitura Municipal que vai administrar o local que estará vinculado ao Departamento de Vigilância Sanitária da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) em consonância com a Unidade de Vigilância em Zoonoses (UVZ).

Na verdade o Centro de Reabilitação ou “Casa Abrigo de Animais” de Rondonópolis é um projeto pioneiro, amplo e moderno, e, segundo levantamentos, está sendo apontado como o maior do Centro-Oeste brasileiro, ocupando uma área de 5 mil m2, com capacidade para abrigar até 500 animais entre cães e gatos. Ressaltando que, inicialmente, esse número deverá ser menor, até que se tenha toda uma equipe capacitada e em número suficiente para atender a demanda.

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A SMS já adiantou que os atuais técnicos e veterinários do órgão atuarão no novo prédio que conta com amplas condições de prestar um atendimento especializado diferenciado e em condições específicas, com acomodações e dependências adequadas.

ESTRUTURA

No prédio principal, o Centro de Reabilitação dispõe de uma ampla estrutura, com sala para recepção, corredores e áreas de circulação; três salas para consultas; uma para ambulatório; uma sala para procedimentos de castração e pequenas cirurgias; cinco salas para repouso dos animais; Duas salas para depósito de materiais, bem como banheiros masculino e feminino, entre outras dependências.

Na segunda estrutura, localizada ao redor do prédio principal, nos fundos e laterais da propriedade, estão dispostas cerca de 80 baias (canil/gatil), que terão capacidade para acolhimento e guarda de até 500 animais, entre cães e gatos.

Além de toda esta estrutura, o local terá à disposição uma piscina especial apropriada para exercícios de fisioterapia, para uso em animais em recuperação de algum tipo de lesão que comprometa a sua saúde e mobilidade, e/ou que, porventura apresentem alguma comorbidade.

MAIS OBRAS

Durante a sua fala o prefeito ressaltou que nos cinco anos de sua gestão nenhum animal foi sacrificado, e que ele se empenha em cuidar não apenas da saúde da população, mas também da saúde dos animais domésticos (cães e gatos). Ele inclusive adiantou que já está em construção ao lado do CERARO, a nova clínica de saúde animal, ou as instalações do centro cirúrgico que vai dar suporte às ações médicos veterinárias envidadas pelo Centro de Reabilitação Animal.

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Nestas novas instalações estarão os novos técnicos e veterinários contratados, cuja equipe atual deverá ser multiplicada por três, conforme o prefeito.

MAIOR DO ESTADO

Conforme a SMS, esse Centro de Reabilitação já está sendo apontado como o maior e mais moderno do estado. Ele reflete a preocupação da administração municipal, não apenas com a qualidade da saúde da sua população humana, mas, sobretudo, com a dos pets dos cidadãos.

Segundo a coordenação do Ceraro o município vai atender exclusivamente aos pedidos de resgate de animas oriundos do Juizado Volante Ambiente (Juvam), Secretaria de Meio Ambiente, Corpo de Bombeiros e Polícia Ambiental.

Caso a população se depare com algum animal de grande porte solto pelas ruas, como equinos, bovinos, muares (cavalos, vacas) etc, a orientação é que procure as Secretarias Municipais de Meio Ambiente (Semma) ou de Transporte e Trânsito (Setrat). E, no caso de animais selvagens como tamanduás, cobras, lagartos etc. a recomendação é acionar o Corpo de Bombeiros.

Fonte: Prefeitura de Rondonópolis

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CIDADES

27º Encontro Maçônico reúne famílias, tradição, cultura e fraternidade em Rondonópolis

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Evento reuniu cerca de 400 pessoas no Thermas Cidade de Pedra e celebrou a integração da família maçônica da Região Sul de Mato Grosso, com confraternização, gastronomia, atividades recreativas e apresentações de Nico e Lau e Kaline e Carol


O sábado (22) foi de reencontros, abraços, alegria e, principalmente, de celebração à família em Rondonópolis. O 27º Encontro Maçônico da Região Sul de Mato Grosso, realizado no Thermas Cidade de Pedra, reuniu maçons, esposas, filhos, netos e convidados em uma programação que misturou fraternidade, tradição, cultura, gastronomia e diversão.


Mais do que uma reunião entre integrantes da Maçonaria, o encontro mostrou uma de suas características mais presentes nas falas de quem participou: a valorização da família e o fortalecimento dos laços de amizade e fraternidade.

Segundo os organizadores, aproximadamente 400 pessoas participaram desta edição, representando cerca de 27 lojas e diferentes cidades da região, entre elas Rondonópolis, Pedra Preta, Guiratinga, Poxoréu, Primavera do Leste, Jaciara, Juscimeira, Dom Aquino, Campo Verde e Alto Araguaia.


O organizador José Márcio Guedes destacou justamente esse espírito de integração.

“A Maçonaria vive da integração, da união dos irmãos, das cunhadas e dos sobrinhos, para que a gente possa efetivamente viver em harmonia e fazer com que essa harmonia se espelhe e reflita na construção de toda a sociedade.”

Para ele, a proposta da instituição passa pelo aprimoramento individual e pela contribuição de cada integrante para uma sociedade melhor.

“É uma alegria enorme juntar esses valorosos irmãos, cunhadas e sobrinhos para confraternizar. A Maçonaria é uma entidade que visa melhorar as pessoas, para que elas possam contribuir para uma humanidade melhor”, afirmou.

Uma tradição retomada e fortalecida

O encontro também carrega uma história construída ao longo dos anos. Milton Fernandes Lima, de Alto Araguaia, lembrou que a realização do evento sofreu uma interrupção durante o período da pandemia e destacou a importância de sua retomada.

Alto Araguaia sediou a 26ª edição, no ano passado, passando agora a responsabilidade para Rondonópolis.

“Pelo número de irmãos e da família maçônica presentes, nós entendemos que realmente está sendo resgatado o Encontro Maçônico da Região Sul”, afirmou Milton.

E ele próprio representava bem o espírito familiar do evento: estava acompanhado de esposa, filhos, netos e genro.

Para Milton, os princípios cultivados dentro da Maçonaria acabam ultrapassando seus espaços de reunião.

“Ela influi inclusive dentro da nossa própria casa. A Maçonaria acaba transportando a nossa vivência para dentro dos nossos lares.”

 

55 anos de Maçonaria e uma vida de aprendizados Entre tantas histórias reunidas em Rondonópolis estava a de Paulo José Lemos, autônomo, integrante da Maçonaria há 55 anos, desde 1971. Ao falar sobre o que a instituição representa em sua trajetória, Paulo resumiu sua experiência em algumas palavras: humildade, respeito, união e simplicidade.

“A Maçonaria sempre deixou a gente com humildade no trabalho, na sociedade e com os amigos. Nós precisamos de muita humildade”, afirmou.

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Questionado sobre o que esses 55 anos trouxeram para sua família, respondeu:


“Trouxe tudo que há de bom: humildade, respeito, união e um pouco de simplicidade junto a todos os amigos.”

 

Outra trajetória de décadas é a do empresário Luiz Fernando Homem de Carvalho, iniciado na Maçonaria em 1993 e participante do encontro desde sua primeira edição. Mesmo tendo alcançado o 33º grau, ele fez questão de destacar que o aprendizado nunca termina.

“Nós sempre dizemos que o maçom é um eterno aprendiz. Apesar de ter o 33º grau da Maçonaria, continuo sendo um eterno aprendiz”, disse.

Diversão para todas as idades

 

Presidente da comissão organizadora, o empresário Getúlio Andrelino da Rocha destacou que a programação foi preparada justamente para proporcionar um dia inteiro de convivência. Além do café da manhã, solenidade de apresentação das lojas e almoço com churrasco e carneiro, o público participou de torneios de sinuca, bozó, truco, pesca e até do tradicional torneio de estilingue.

“Esse encontro representa a união da família, a fraternidade maçônica. É estreitar os laços de amizade que nos unem como pessoas, como verdadeiros irmãos, e aprender coisas boas para contribuir com a sociedade”, explicou Getúlio.

 

O cirurgião-dentista Luiz Antônio Abreu Coelho, de Pedra Preta, também definiu o encontro como um dos momentos mais importantes para a integração regional. “Representa o fortalecimento da união entre todos os irmãos, cunhadas e sobrinhos. O Encontro Maçônico é o evento mais importante da Maçonaria da Região Sul”, afirmou.


A força feminina e a Estrela do Oriente

A presença das mulheres também ganhou destaque. A empresária Sandra Rodrigues, integrante do Capítulo Estrela do Pantanal, da Ordem Paramaçônica Estrela do Oriente, explicou o papel da instituição e fez questão de diferenciar a ordem da chamada Maçonaria Feminina.


Segundo Sandra, a Estrela do Oriente é uma ordem paramaçônica mista, embora tenha forte participação feminina, formada por pessoas que possuem vínculo regular com a Maçonaria dentro das regras da própria instituição.

A ordem possui seus próprios rituais, estudos, palestras, ações sociais e atividades de fraternidade.

“Assim como os irmãos se lapidam, nós também estudamos, temos nossas pautas e fazemos ações sociais de fraternidade”, explicou.

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Para Sandra, porém, um dos aspectos mais bonitos está justamente na possibilidade de aproximar ainda mais os integrantes de uma mesma família.

“Ali você está junto com a esposa, de repente está junto com seu filho ou sua filha dentro do templo. Para nós é maravilhoso. Ela vem para unir a família maçônica.”


Nico e Lau levam humor e a cultura mato-grossense ao encontro
E confraternização também combina com boas risadas.
Uma das atrações mais aguardadas foi o show da dupla Nico e Lau, que levou ao palco seu conhecido humor inspirado no jeito de falar, nos costumes e nas histórias de Mato Grosso.
A apresentação fez parte do Projeto Raízes, que busca aproximar manifestações culturais do público e preservar elementos da identidade regional.


Para J. Astrevo, o Lau, estar no encontro significou muito mais do que apresentar um espetáculo.

“Viemos fazer esse entrelaçamento de ideias, de culturas e de iniciativas importantes para a sociedade, porque aqui a gente encontra a família e pessoas que têm uma preocupação social”, afirmou.
Segundo ele, o Projeto Raízes chega aos eventos justamente com a missão de “propagar e fortalecer a cultura do nosso Estado”.


Nico também destacou a conexão entre a cultura cuiabana e as famílias vindas de diferentes municípios.

“É muito bom estar novamente em Rondonópolis, principalmente quando você começa a dialogar com toda a Região Sul nesse encontro maravilhoso dos maçons. A gente traz um pouco da Cuiabania, um pouco das raízes da cultura popular”, disse.

E não faltaram referências à boa mesa.

Entre churrasco, gastronomia pantaneira e mato-grossense, Nico resumiu o ingrediente que cabia à dupla acrescentar à festa: bom humor.


A apresentação contou ainda com a participação dos intérpretes de Libras Genival e Rosemeire, que não ficaram restritos à tradução e também participaram das atividades no palco, ampliando a proposta de inclusão do espetáculo.

Caline e Carol: música encontra as raízes

A programação musical ganhou ainda mais diversidade com Caline e Carol, que participaram pela primeira vez do Projeto Raízes ao lado de Nico e Lau.


Com um repertório versátil, passando pelo sertanejo, música internacional, xote e forró, as artistas ajudaram a transformar o encontro em uma grande celebração musical.
Para elas, dividir o projeto com Nico e Lau teve um significado especial.
“Estar com Nico e Lau é uma oportunidade única. É o primeiro trabalho que fazemos com eles e é uma honra muito grande”, disseram.
Além da música, elas chamaram a atenção para a necessidade de preservar manifestações culturais que, com o passar das gerações, podem acabar esquecidas.

“A cultura, a música, a dança, o teatro, o cinema, tudo que fala de cultura tem que ser muito mais valorizado. Nico e Lau são uma lenda e representam uma raiz que Mato Grosso tem”, destacou Kaline.


A defesa dessa identidade também apareceu nas palavras de Luiz Antônio Abreu Coelho.

“Nós temos que preservar a cultura mato-grossense. Nico e Lau fazem parte da história de Mato Grosso”, afirmou.

Uma grande família reunida


Ao final, entre estandartes, brincadeiras, música, humor, comida e muitas conversas, talvez o maior resultado do 27º Encontro Maçônico não possa ser medido apenas pelo número de participantes.
Ele estava nos reencontros.
Nos pais acompanhados dos filhos. Nos avós cercados pelos netos. Nas esposas participando das atividades. Nos irmãos que viajaram de diferentes cidades simplesmente para estarem juntos novamente.
Em uma época em que a rotina, as distâncias e até a tecnologia muitas vezes reduzem o tempo dedicado à convivência, encontros como esse resgatam algo essencial: a importância de pertencer, conviver e compartilhar.


A fraternidade não se constrói apenas dentro dos templos ou por meio de discursos. Ela se fortalece quando princípios como respeito, humildade, solidariedade e amizade chegam à mesa de casa e são transmitidos às próximas gerações.
Foi essa a mensagem deixada em Rondonópolis.
Porque instituições são formadas por pessoas, mas famílias são fortalecidas pela presença, pelo exemplo e pela união. E quando fraternidade e família caminham juntas, seus valores ultrapassam qualquer instituição e alcançam toda a sociedade.

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