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Novo Mundo (MT)

Polícia Ambiental identifica garimpo ilegal em Novo Mundo durante Operação Amazônia

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No dia 22 de setembro de 2025, o Batalhão de Polícia Militar de Proteção Ambiental (BPMPA), com apoio do Batalhão de Operações Especiais (BOPE), deflagrou mais uma etapa da Operação Amazônia, voltada ao combate a crimes ambientais na região de Alta Floresta e municípios vizinhos.


A ação foi desencadeada após análises de georreferenciamento e inteligência da ALI/BPMPA, em parceria com imagens de satélite fornecidas pela plataforma Mais Brasil da Polícia Federal. As equipes identificaram, em área rural de Novo Mundo, sinais de supressão de vegetação e extração mineral clandestina.

Localização e apreensões


No ponto indicado, os policiais encontraram um barraco utilizado como base do garimpo. Durante a varredura, foram apreendidos dois maquinários escondidos, um motor estacionário, um gerador de energia e outros equipamentos usados para sustentar a atividade ilegal.


A ocorrência segue em andamento, com materiais apreendidos e valores de multas ainda em fase de confecção. Documentos oficiais também estão sendo produzidos e deverão embasar os procedimentos criminais e administrativos cabíveis.

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Força-tarefa


A guarnição foi composta pelos 1º sargentos PM Vivaldo e Cândido, soldados PM Bertulho e De Carvalho, além do apoio operacional do BOPE. A operação reforça a atuação conjunta das forças de segurança no enfrentamento ao garimpo ilegal e na preservação do meio ambiente.

O BPMPA destacou que seguirá intensificando as ações na região amazônica de Mato Grosso, reafirmando seu compromisso com a defesa da vida e a proteção ambiental.

colaborou Ten. Cel. Fagner Cmte (BPMPA)

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ARTIGO & OPINIÃO

TDAH nas Escolas: Estratégias Eficazes para a Alfabetização e a Aprendizagem

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Luciana Brites, Doutoranda em Ciências do Desenvolvimento Humano e Mestra em Distúrbios do Desenvolvimento

O Dia Mundial de Conscientização do Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), em 13 de julho, destaca a importância da informação, do enfrentamento aos estigmas e da garantia de diagnóstico e tratamento adequados, com atenção especial aos desafios vividos por crianças e adolescentes na escola.

O TDAH é um transtorno do neurodesenvolvimento que afeta 5% das crianças em idade escolar. Caracteriza-se por desatenção, hiperatividade e impulsividade, fatores que impactam a aprendizagem e a alfabetização. Porém, o transtorno não impede que a criança tenha uma trajetória escolar e social plena ao receber acompanhamento adequado.

É importante explicar que o TDAH não se manifesta de forma única. O Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5) descreve três apresentações. A com predominância desatenta, a predominantemente hiperativa-impulsiva e a combinada, que reúne as duas. Essa distinção tem efeito direto na alfabetização.

Na apresentação desatenta, a criança se perde no meio da tarefa, esquece o que estava lendo e tem dificuldade em sustentar o foco em atividades que exigem esforço contínuo. Já na hiperativa-impulsiva, o obstáculo aparece na impulsividade, pois a criança tende a adivinhar palavras em vez de decodificá-las, escreve de forma apressada e abandona a atividade antes de concluí-la. Na combinada, os dois conjuntos se somam. Reconhecer qual apresentação predomina ajuda o professor a ajustar as estratégias, em vez de tratar todas as crianças com TDAH da mesma maneira.

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É mito afirmar que crianças com TDAH são menos inteligentes. Com diagnóstico precoce, apoio multidisciplinar e estratégias pedagógicas eficazes, elas podem apresentar inteligência dentro ou acima da média. O acompanhamento pode envolver psicopedagogos, psicólogos, fonoaudiólogos e outros profissionais, de acordo com as necessidades individuais.

Em sala de aula, é importante que os professores observem sinais como dificuldade em manter a atenção por longos períodos, impaciência, esquecimento de materiais, distração frequente e excesso de movimentos.

Na alfabetização, as principais dificuldades estão relacionadas à atenção, à memória, à autorregulação emocional e comportamental, à baixa motivação em tarefas repetitivas e, em alguns casos, à presença de comorbidades, como dislexia ou Transtorno Opositivo Desafiador (TOD). Diferentemente dos transtornos de linguagem, no TDAH o principal obstáculo está na manutenção do foco.

Para favorecer a aprendizagem, recomenda-se propor uma tarefa por vez, oferecer tempo extra para a execução, reduzir estímulos distratores e utilizar recursos visuais claros e objetivos. Estratégias práticas do cotidiano e instruções diretas também contribuem.

As dificuldades na escrita são comuns e podem estar associadas à impulsividade, à atenção reduzida e à coordenação motora fina. Medidas eficazes em sala são priorizar a qualidade em vez da quantidade, dividir atividades em etapas menores, respeitar o ritmo da criança e permitir pausas frequentes. O uso de recursos visuais, jogos, tecnologia e reforço positivo fortalece a motivação.

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Lidar com o TDAH na alfabetização exige paciência, planejamento e empatia. Com adaptações simples e apoio adequado, é possível transformar desafios em oportunidades, promovendo aprendizado significativo e inclusão escolar.


(*) Luciana Brites é CEO do Instituto NeuroSaber, psicopedagoga, psicomotricista, Doutoranda em Ciências do Desenvolvimento Humano e Mestra em Distúrbios do Desenvolvimento pelo Mackenzie, palestrante e autora de livros sobre educação e transtornos de aprendizagem. Instituto NeuroSaber https://institutoneurosaber.com.br

 

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