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Espaços especializados tornam-se preferência entre pais que buscam conforto, segurança e momentos inesquecíveis para os filhos

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Organizar uma festa infantil já foi sinônimo de semanas de correria, cozinha cheia, móveis afastados e preocupação até o último minuto. Hoje, cada vez mais famílias têm trocado o improviso dentro de casa pela praticidade e pela experiência oferecida em espaços preparados para receber crianças e adultos com conforto, segurança e diversão.

A mudança representa uma nova forma de viver momentos especiais sem transformar a comemoração em desgaste. No Fly Park, essa procura cresce entre pais que desejam aproveitar a festa junto com os filhos, sem precisar passar o dia inteiro resolvendo imprevistos.

Para a empresária Edy Machado, o principal motivo dessa mudança está no valor que as famílias passaram a dar ao tempo e à tranquilidade.

“Hoje os pais querem viver a festa de verdade. Eles não querem passar o aniversário preocupados com limpeza, organização ou cozinha. Querem estar presentes, brincar, tirar fotos e aproveitar aquele momento ao lado dos filhos”, destaca.

Outro fator que tem pesado na decisão é a praticidade de encontrar tudo em um único lugar. Espaço amplo, brinquedos, alimentação, segurança e suporte da equipe acabam reduzindo a preocupação dos pais e deixando a comemoração leve e confortável.

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“Quando a festa é realizada em um espaço preparado, a família consegue chegar e simplesmente viver aquele momento. Isso muda completamente a experiência”, afirma.

Além da comodidade, ambientes voltados para a recreação infantil também oferecem opções de entretenimento para diferentes idades, algo que nem sempre é possível em festas realizadas em casa.

“As crianças querem experiência, movimento e diversão. E os pais também procuram locais onde os convidados se sintam confortáveis. Hoje, existe uma preocupação muito maior em proporcionar memórias especiais”, comenta.

Segundo a empresária, outro ponto importante é que os espaços especializados permitem a personalização sem gerar sobrecarga para a família.

“Muitos pais ainda querem colocar a identidade da criança na festa, escolher tema, detalhes e decoração. A diferença é que agora eles conseguem fazer isso sem carregar todo o peso da organização sozinhos. No fim, o que fica são as memórias felizes e o tempo vivido em família, e é isso que as pessoas têm buscado cada vez mais”, conclui.

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ARTIGO & OPINIÃO

TDAH nas Escolas: Estratégias Eficazes para a Alfabetização e a Aprendizagem

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Luciana Brites, Doutoranda em Ciências do Desenvolvimento Humano e Mestra em Distúrbios do Desenvolvimento

O Dia Mundial de Conscientização do Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), em 13 de julho, destaca a importância da informação, do enfrentamento aos estigmas e da garantia de diagnóstico e tratamento adequados, com atenção especial aos desafios vividos por crianças e adolescentes na escola.

O TDAH é um transtorno do neurodesenvolvimento que afeta 5% das crianças em idade escolar. Caracteriza-se por desatenção, hiperatividade e impulsividade, fatores que impactam a aprendizagem e a alfabetização. Porém, o transtorno não impede que a criança tenha uma trajetória escolar e social plena ao receber acompanhamento adequado.

É importante explicar que o TDAH não se manifesta de forma única. O Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5) descreve três apresentações. A com predominância desatenta, a predominantemente hiperativa-impulsiva e a combinada, que reúne as duas. Essa distinção tem efeito direto na alfabetização.

Na apresentação desatenta, a criança se perde no meio da tarefa, esquece o que estava lendo e tem dificuldade em sustentar o foco em atividades que exigem esforço contínuo. Já na hiperativa-impulsiva, o obstáculo aparece na impulsividade, pois a criança tende a adivinhar palavras em vez de decodificá-las, escreve de forma apressada e abandona a atividade antes de concluí-la. Na combinada, os dois conjuntos se somam. Reconhecer qual apresentação predomina ajuda o professor a ajustar as estratégias, em vez de tratar todas as crianças com TDAH da mesma maneira.

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É mito afirmar que crianças com TDAH são menos inteligentes. Com diagnóstico precoce, apoio multidisciplinar e estratégias pedagógicas eficazes, elas podem apresentar inteligência dentro ou acima da média. O acompanhamento pode envolver psicopedagogos, psicólogos, fonoaudiólogos e outros profissionais, de acordo com as necessidades individuais.

Em sala de aula, é importante que os professores observem sinais como dificuldade em manter a atenção por longos períodos, impaciência, esquecimento de materiais, distração frequente e excesso de movimentos.

Na alfabetização, as principais dificuldades estão relacionadas à atenção, à memória, à autorregulação emocional e comportamental, à baixa motivação em tarefas repetitivas e, em alguns casos, à presença de comorbidades, como dislexia ou Transtorno Opositivo Desafiador (TOD). Diferentemente dos transtornos de linguagem, no TDAH o principal obstáculo está na manutenção do foco.

Para favorecer a aprendizagem, recomenda-se propor uma tarefa por vez, oferecer tempo extra para a execução, reduzir estímulos distratores e utilizar recursos visuais claros e objetivos. Estratégias práticas do cotidiano e instruções diretas também contribuem.

As dificuldades na escrita são comuns e podem estar associadas à impulsividade, à atenção reduzida e à coordenação motora fina. Medidas eficazes em sala são priorizar a qualidade em vez da quantidade, dividir atividades em etapas menores, respeitar o ritmo da criança e permitir pausas frequentes. O uso de recursos visuais, jogos, tecnologia e reforço positivo fortalece a motivação.

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Lidar com o TDAH na alfabetização exige paciência, planejamento e empatia. Com adaptações simples e apoio adequado, é possível transformar desafios em oportunidades, promovendo aprendizado significativo e inclusão escolar.


(*) Luciana Brites é CEO do Instituto NeuroSaber, psicopedagoga, psicomotricista, Doutoranda em Ciências do Desenvolvimento Humano e Mestra em Distúrbios do Desenvolvimento pelo Mackenzie, palestrante e autora de livros sobre educação e transtornos de aprendizagem. Instituto NeuroSaber https://institutoneurosaber.com.br

 

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